Dead Signal

A terra engoliu o sol, mas não aqui. Uma cidade de cristais brilhantes iluminava a caverna; o vilarejo de Lumina prosperava sob o mundo. Anya, empoleirada em uma alta torre, monitorava os instrumentos antigos. "Ainda nada", ela suspirou, sua voz ecoando na vasta câmara.

As botas de Kai rangeram no chão de cristal enquanto ele se aproximava. "Os habitantes da superfície não respondem há dias, Anya. Não é típico deles." Anya se virou, o rosto marcado pela preocupação. "É o Sinal Morto de novo... algo está bloqueando nossa comunicação."

"Mas como?", Kai perguntou, cerrando o punho. "Nós construímos esses sistemas para suportar qualquer coisa!" Anya balançou a cabeça. "Não qualquer coisa... Eu li os textos antigos. Há uma maneira de parar TODOS os sinais." Ela aponta para uma inscrição desbotada em uma parede próxima. "O Anulador."

De repente, o chão tremeu. Alarmes soaram! Uma seção da parede de cristal se estilhaçou, revelando uma passagem escura. Uma silhueta monstruosa estava na abertura. "A superfície... foi invadida!", Anya gritou. "Eles nos encontraram!"

Anya tropeçou para trás, sacando sua espada de cristal. "Temos que proteger a cidade!", Kai rugiu, avançando. Ele canalizou energia para suas manoplas; um raio azul crepitante dançava em torno de seus punhos. Ele saltou em direção à figura, pronto para atacar.

"Recuem! Recuem!", gritou o Ancião Rowan. "Temos que proteger o gerador!" Anya defendeu um golpe de uma figura sombria. "Rowan está certo", ela grita para Kai, "O gerador é nossa única fonte de energia!" Ela pensa consigo mesma, Se ele ficar offline, Lumina estará condenada.

Kai se chocou contra a figura monstruosa; uma onda de choque reverberou pela caverna. A figura cambaleou para trás, revelando seu rosto — um humano distorcido, com olhos brilhando com energia sombria. "Estamos aqui para silenciá-lo!", rosnou a figura.

O Anulador ativou! Uma onda de energia escura varreu Lumina. Os cristais escureceram, o gerador piscou e toda comunicação cessou. A cidade silenciou, mergulhada em quase escuridão. A esperança diminuiu.

O Ancião Rowan desabou, apertando o peito. "O gerador... está falhando..." Anya ajoelhou-se ao lado dele, tentando desesperadamente ajudar. "Deve haver algo que possamos fazer!" Kai gritou: "Não vamos deixar Lumina morrer!"

Anya se lembrou dos textos antigos, uma passagem esquecida. "Para restaurar o sinal, é preciso ressoar com o núcleo." Kai olha para Anya com incredulidade enquanto ela se levanta. "Precisamos alcançar o núcleo do gerador", Anya afirma, os olhos brilhando com determinação, "e de alguma forma... nos reconectar a ele."

A figura monstruosa avançava pesadamente na direção deles, afastando os destroços. "Vocês não podem nos parar! A superfície será purificada!" Kai se colocou na frente de Anya, suas manoplas brilhando mais forte. "Não se eu puder fazer algo a respeito!"

Anya se lembrou de uma citação que lera de Helen Keller. "'Embora o mundo esteja cheio de sofrimento, ele também está cheio da superação dele.' Nós podemos superar isso!", ela sussurrou, tocando o braço de Kai. "O núcleo... ele precisa de um catalisador. Meu cristal."

Anya mergulhou seu cristal no núcleo do gerador! Uma luz ofuscante irrompeu. A energia percorreu Lumina, reativando os cristais e os sistemas de comunicação. O Sinal Morto... revertido!

A figura monstruosa guinchou quando a energia a atingiu, dissolvendo-se em sombra. Na superfície, os habitantes da superfície começaram a receber seus sinais novamente. Lumina estava salva... por enquanto.

O Ancião Rowan sorriu fracamente. "Você nos salvou, Anya. Mas isso é só o começo." Kai olhou para Anya, sua expressão sombria. "Eles sabem que estamos aqui agora. Eles não vão parar."

"Precisamos entender por que eles querem nos silenciar", diz Anya, andando de um lado para o outro. "O que eles estão escondendo na superfície?" Kai responde: "Talvez a superfície esteja morrendo. Talvez NÓS sejamos a única esperança deles." Ele se pergunta: Poderíamos unir os dois mundos?

O Ancião Rowan sorriu. "Anya, você tem o coração de uma verdadeira líder. Kai, sua força é inabalável." Ele tosse, a voz rouca, "O caminho à frente... será repleto de perigos." Ele se apoia em seu cajado, os olhos turvos. "Mas Lumina... deve perdurar."

Anya toma uma decisão. "Nós iremos para a superfície. Descobriremos o que eles estão escondendo... e ofereceremos nossa ajuda, se precisarem." Kai acena em concordância. "Então, vamos nos preparar para uma jornada diferente de qualquer outra."

Anya, vestindo uma armadura de cristal recém-forjada, estava na entrada da passagem que levava à superfície. Ela empunhava sua espada cristalina. Seus olhos brilhavam com uma determinação férrea. O destino de Lumina... repousava sobre seus ombros.

Anya dá o primeiro passo na escuridão, com a espada erguida. O destino de Lumina, o destino da superfície... estava em jogo. A jornada havia começado.