The Glass Eye Detective

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O jardim zumbia com vida invisível. Petalburg, uma cidade aninhada dentro de uma rosa colossal, brilhava sob o orvalho da manhã. Mas sombras se agitavam sob a beleza vibrante, sussurros de uma tempestade iminente que ameaçava estraçalhar seu mundo delicado.

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O detetive Silas Thorne, o Olho de Vidro, estava vigilante. Seu olhar, aguçado pela lente única que substituíra seu olho perdido, perfurava a fachada tranquila. Problemas estavam se formando, ele podia sentir no tremor das pétalas orvalhadas sob suas botas de couro de folha polido.

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"Silas!", uma voz chilreou, quebrando o silêncio. Era Willow Greenleaf, uma jornalista vaga-lume com um talento para estar em todo lugar. "O néctar precioso da Rainha, roubado! Dizem que pode murchar todo o Distrito da Florada!"

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Néctar roubado? A seiva vital do seu mundo, gone num instante! O pânico tomou Petalburg enquanto a notícia se espalhava como pólen ao vento. O delicado equilíbrio estava prestes a ser quebrado, tudo por causa de um ato.

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Silas sentiu um arrepio familiar. Isso não era apenas roubo; era um ataque calculado. Alguém quer que Petalburg caia, ele pensou, seu olho de vidro brilhando de forma sinistra. Mas quem, e por quê?

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Ele encontrou a Rainha Blossom, uma borboleta majestosa, angustiada em seu palácio em ruínas. "Thorne", ela esvoaçou, com as asas tremendo, "você precisa encontrá-lo! Sem o néctar, meu povo... nós vamos desaparecer!"

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"Sim, Majestade", Silas prometeu, seu olho de vidro fixo no emblema da rosa murcha acima do trono dela. "Mas diga-me, houve algo... incomum antes do roubo? Algum estranho?" As asas dela vibraram nervosamente, "Apenas... o Mercador de Lagartas, Bartholomew Slugg. Ele me ofereceu pólen raro dos Bosques Sussurrantes."

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A Floresta Sussurrante! Um lugar de sombras e engano, onde até a luz do sol temia pisar. Slugg, Silas pensou, um nome que tinha gosto de veneno em sua língua. Ele é nosso principal suspeito.

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Os Bosques Sussurrantes faziam jus ao nome. Cada farfalhar de folhas, cada estalo de um galho, sussurrava segredos no ouvido de Silas. Ele prosseguiu, seu olho de vidro perscrutando a escuridão.

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Um brilho familiar chamou sua atenção – pólen, cintilando com uma luz não natural. Ele se lembrou da Rainha Blossom mencionando o pólen raro que Slugg havia oferecido a ela, uma moeda de troca para mascarar sua traição.

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Como Sherlock Holmes disse, "Há muito tempo é um axioma meu que as pequenas coisas são infinitamente as mais importantes", Silas murmurou para si mesmo, examinando o pólen mais de perto. "É assim que encontraremos nosso ladrão!" Ele cuidadosamente coletou o pólen em um frasco.

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Ele seguiu a trilha de pólen mais fundo na mata, seu olho de vidro inabalável. Ela o levou a uma caverna escondida, o ar denso com o cheiro de néctar roubado. Uma voz rouca ecoou: "A Rainha VAI pagar pela arrogância dela!"

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Bartholomew Slugg estava diante de um enorme tonel de néctar roubado, seu corpo de lagarta contorcendo-se de ganância. Seus capangas, criaturas semelhantes a larvas, guardavam o precioso líquido, suas mandíbulas estalando ameaçadoramente. Silas estava prestes a fazer sua jogada.

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"Slugg! Seu pequeno plano termina agora!" Silas declarou, saltando para a caverna. As larvas avançaram, mas Silas foi mais rápido, suas botas de couro de folha o carregando velozmente. Ele espalhou o pólen, criando uma nuvem ofuscante.

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As larvas, cegas pelo pólen, tropeçavam sem rumo. Silas encarou Slugg, os olhos da lagarta cheios de raiva. "Seu inseto intrometido! O Distrito da Flor deveria ser meu!"

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"Seu para destruir!", Silas retrucou, sua espada de lâmina de folha reluzindo. "Petalburg merece coisa melhor!" Os dois se chocaram, aço contra quitina, a caverna ecoando com os sons de sua luta.

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Com um chute bem dado, Silas fez o barril de néctar cair no chão. O precioso líquido inundou a caverna, levando embora os capangas de Slugg e seus ganhos ilícitos. Slugg rugiu de fúria, mas era tarde demais.

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Enfraquecido e derrotado, Slugg só pôde observar enquanto Silas pegava um frasco do néctar. "Isso não acabou, Thorne!", ele grasnou. "Você não me viu pela última vez!"

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De volta a Petalburg, Silas apresentou o néctar à Rainha Blossom. As asas dela tremeluziram com vigor renovado enquanto ela bebia, a vida retornando ao seu rosto. A esperança floresceu novamente no Distrito Bloom.

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Silas observava enquanto Petalburg se recuperava, um guardião silencioso no vasto jardim. A justiça havia sido feita, mas ele sabia que as sombras sempre retornavam. Ele tinha que estar sempre vigilante.