The Phantom Witness

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A cidade de Veritas, uma metrópole extensa de sombras e segredos, nunca dormia de verdade. A chuva molhava as ruas de paralelepípedos, refletindo o brilho neon de mil letreiros tremeluzentes. Acima, arranha-céus góticos arranhavam um céu de crepúsculo perpétuo, monumentos à ambição e à corrupção.

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O inspetor Alistair Vale, um homem assombrado pelos fantasmas de seu passado, encontrava consolo apenas na busca por justiça. Seus métodos eram pouco ortodoxos, sua determinação inabalável. Hoje à noite, um novo caso o aguardava, uma testemunha fantasma de um crime envolto em escuridão.

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Sargento Mallory, o parceiro cansado, mas leal de Vale, entrou no escritório. "Outro cadáver, Vale? Esta cidade está sangrando até secar." Vale mal tirou os olhos da foto. "Este é diferente, Mallory. Nenhuma testemunha... exceto talvez uma que não existe."

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A vítima, um proeminente empresário chamado Thorne, foi encontrada morta em um beco, com um único ferimento de bala no peito. Sem sinais de arrombamento, sem sinais de luta. Um golpe limpo. Limpo demais. "Os rapazes do centro estão chamando de caso encerrado", Mallory suspirou. "Acerto de contas da máfia."

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Vale passou a mão pelo cabelo, um músculo tremendo em sua mandíbula. "Thorne estava envolvido em alguns negócios obscuros, admito. Mas algo não se encaixa." Ele fez uma pausa, seu olhar distante. "É como se... um fantasma tivesse assistido a tudo."

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Mallory suspirou. "Você tem um palpite, Alistair? Ou está apenas vendo fantasmas de novo?" Vale ignorou a piada, sua mente já a mil. "Está faltando alguma coisa, Mallory. Uma peça do quebra-cabeça que não conseguimos ver. Preciso falar com Madame Evangeline."

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O salão de Madame Evangeline era um antro de incenso rodopiante e símbolos crípticos. O ar estava pesado com o cheiro de patchouli e segredos sussurrados. Ela estudou Vale com olhos conhecedores. "O véu está fino esta noite, inspetor. Os espíritos estão inquietos."

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"O assassinato de Thorne", Vale disse, com a voz baixa. "Você viu alguma coisa? Algo que a polícia possa ter perdido?" Madame Evangeline fechou os olhos, a testa franzida em concentração. "Uma presença... Eu sinto uma presença. Mas não é deste mundo."

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De repente, Madame Evangeline ofegou, seus olhos se abrindo, arregalados de medo. "O Espelho de Obsidiana! Ele reflete mais do que apenas imagens, Inspetor. Ele reflete as sombras das almas!" O sangue de Vale gelou. O Espelho de Obsidiana... um artefato mítico que dizem revelar a verdade por trás de qualquer engano.

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Vale sabia os riscos. O Espelho de Obsidiana era perigoso, capaz de levar homens à loucura com as verdades que revelava. Mas ele estava desesperado. "Onde posso encontrar este espelho, Madame Evangeline?" A voz dela tremeu. "Está escondido nas profundezas do submundo da cidade... nos Arquivos Esquecidos."

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Os Arquivos Esquecidos eram um labirinto de livros em ruínas e conhecimento esquecido. Grãos de poeira dançavam nos feixes de luar que atravessavam as janelas sujas. Vale navegava pelo labirinto, seus sentidos em alerta máximo. Mallory, vindo na retaguarda, murmurou: "Este lugar me dá arrepios."

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De repente, um rosnado baixo ecoou pelos arquivos. Uma figura sombria emergiu de trás de uma estante imponente. "Procurando por algo, inspetor?" A voz era rouca, ameaçadora. "Algo que não te pertence?"

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A figura avançou, uma faca reluzindo na luz fraca. Vale desviou do ataque, disparando um tiro que ecoou pelos arquivos. A figura sombria cambaleou para trás, segurando o braço. "Você não pode me impedir, Inspetor! A verdade deve permanecer oculta!"

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Vale aproveitou a vantagem, desarmando a figura sombria com um chute rápido. Ele agarrou a figura pela gola, puxando-o para a luz. "Quem é você? E o que está tentando esconder?" A figura cuspiu no rosto de Vale. "Você nunca vai entender, Inspetor! Algumas verdades são melhores enterradas!"

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Com a figura sombria subjugada, Vale voltou sua atenção para o Espelho de Obsidiana. Ele estava sobre um pedestal, sua superfície cintilando com uma escuridão antinatural. Enquanto se aproximava, uma voz ecoou em sua mente: "Cuidado, Inspetor. A verdade pode ser algo perigoso."

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Ele tocou a superfície do espelho, e o mundo se dissolveu ao seu redor. Ele viu o assassinato de Thorne, mas não como havia acontecido. Ele viu um segundo atirador, uma figura envolta em sombras, contratado pela própria esposa de Thorne para receber o seguro de vida dele.

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A visão desapareceu, deixando Vale atordoado. Ele agora sabia a verdade, mas o conhecimento veio com um preço. A figura sombria que ele havia apreendido era um investigador particular, contratado por Thorne para descobrir a infidelidade de sua esposa. A própria paranoia de Thorne o levou à morte.

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Vale olhou para Mallory, a voz pesada. "Pegamos nosso assassino, Mallory. E a esposa de Thorne vai pagar. Mas não consigo deixar de sentir que todos perderam esta noite." Enquanto olhava para o espelho, ouviu a voz de Sócrates ecoando em sua mente: "Uma vida não examinada não vale a pena ser vivida." Este caso prova isso."

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De volta ao seu escritório, Vale olhou para a cidade, a chuva ainda caindo. Ele havia resolvido o caso, feito justiça ao assassino de Thorne. Mas a escuridão de Veritas permanecia, um lembrete constante das sombras que espreitavam sob a superfície.

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Enquanto Vale observa os muitos edifícios da cidade, um parece pulsar com luz e energia estranha. Que novo mistério o aguarda em Veritas?