The Warbringer

A Grande Galeria zumbia com uma energia oculta. O luar entrava pelas janelas em arco, iluminando os retratos silenciosos. Naquela noite, a arte respirava de novo; olhos seguiam, telas se moviam. Era uma noite para o Arauto da Guerra ascender.

Alistair, um jovem e discreto segurança, patrulhava os corredores. Ele apertou mais a lanterna, um arrepio percorrendo sua espinha. Ele não deveria estar aqui, não esta noite, mas o destino chamava. Ele era o único que conhecia os segredos escondidos dentro dessas paredes.

"Mais uma noite, mais um turno da madrugada", Alistair murmurou para si mesmo, sua voz ecoando. Ele parou diante de um retrato da Rainha Isolde. Um brilho de reconhecimento acendeu em seus olhos; ela parecia... diferente. "Tem alguma coisa definitivamente errada aqui."

De repente, a galeria mergulhou no caos! Um tremor sacudiu o edifício. Pinturas se arrancaram das paredes! Uma energia escura crepitava no ar. O Senhor da Guerra havia despertado!

Alistair se levantou às pressas, o coração batendo forte. É isso, ele pensou, a profecia está se tornando realidade. Ele se lembrou das palavras do velho Senhor Henderson: "A arte vai revidar, Alistair! Lembre-se, a Rainha Isolde tem a chave!"

Alistair correu em direção ao retrato da Rainha Isolde. Uma figura monstruosa irrompeu da tela do Warbringer, espada erguida. "Pare, mortal!", o Warbringer trovejou. Alistair sabia que tinha que agir rápido.

Alistair desviou do golpe varredor do Arauto da Guerra. O ar estalava com energia sombria. Ele pegou um extintor de incêndio próximo. "Toma essa, sua pintura gigante!", ele gritou, liberando uma nuvem de espuma.

A espuma teve pouco efeito. O Arauto da Guerra a afastou com um tapa, seus olhos ardendo em fúria. "Tolo insolente! Você não pode parar o destino!" Ele avançou, sua espada mirando o coração de Alistair.

Assim que a lâmina estava prestes a golpear, uma voz ecoou: "Hoje não!" O retrato da Rainha Isolde cintilou. Um cavaleiro espectral materializou-se, bloqueando o golpe. A batalha havia realmente começado.

Alistair observava o cavaleiro espectral lutar contra a Senhora da Guerra. Ela me protegeu... mas por quê? Ele se lembrou do que o Senhor Henderson havia dito: "Isolde busca justiça, Alistair. Ela precisa de alguém que acredite em sua causa." Ele percebeu seu propósito.

O Arauto da Guerra cambaleou para trás, sua armadura amassada. "Você não pode me derrotar! Eu sou eterno!" A cavaleira espectral permaneceu firme, sua espada erguida. Alistair sabia que a hora era agora. "Como Newton disse, 'Para toda ação, há sempre uma reação igual e oposta', e eu tenho minha reação agora!"

Ele avançou contra o retrato do Arauto da Guerra, segurando um caco de tela quebrada. "Eu acredito na causa de Isolde!", ele gritou. Ele enfiou o caco de tela no retrato. Uma luz ofuscante irrompeu.

O Arauto da Guerra gritou enquanto sua forma tremeluzia. O cavaleiro espectral desferiu o golpe final. O retrato do Arauto da Guerra desmoronou em pó.

O cavaleiro espectral desapareceu. A galeria silenciou. Alistair caiu de joelhos, exausto. Os retratos lentamente retornaram às suas formas estáticas.

O retrato da Rainha Isolda parecia sorrir. A galeria ainda estava uma bagunça, mas segura. Alistair sabia que havia mudado. Ele não era mais apenas um segurança.

Alistair mancava em direção ao retrato da Rainha Isolde. "Obrigado", ele sussurrou. Ele tocou suavemente a tela. Um leve calor emanava da pintura.

Ele agora entendia o poder dentro da arte. Ele jurou protegê-la, não importa o custo. Este era o seu novo chamado, o seu destino.

Mas Alistair mal sabia, o Arauto da Guerra não era a única pintura com segredos sombrios. Uma nova sombra se agitava na exposição do Antigo Egito, invisível, inaudível... por enquanto.

Alistair estava ereto, sua lanterna substituída pelo pedaço de tela que ele havia puxado do retrato. Ele estava pronto. O museu, e o mundo, precisavam dele.

A noite estava longe de terminar, mas Alistair estava pronto. O museu, e o mundo, tinham um novo guardião. Ele caminhou em direção à ala egípcia escura, pronto para enfrentar seu destino.