Abstract Expressionism by Jackson Pollock (New York, USA — 1940s)

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Mil novecentos e cinquenta, Springs, Nova Iorque. Jackson Pollock está diante de sua tela monumental, "Número Um, Mil Novecentos e Cinquenta (Névoa Lavanda)". A pintura, medindo dois metros e vinte e um centímetros por três metros, um cosmo turbulento de cores, um testemunho de sua abordagem radical. Ela está hoje na National Gallery of Art, avaliada em mais de duzentos milhões, um símbolo do espírito ousado do Expressionismo Abstrato. Pollock suspira, olhando para a tela, murmurando para si mesmo: "Isso é loucura ou um novo mundo?" Curiosidade Artística: "Número Um, Mil Novecentos e Cinquenta (Névoa Lavanda)" é famosa pela ausência de um único ponto focal, convidando os espectadores a se perderem no caos rítmico da pintura.

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Mil novecentos e trinta e seis, Nova Iorque. David Alfaro Siqueiros, o impetuoso muralista mexicano, demonstra técnicas experimentais em seu ateliê. Pollock observa atentamente enquanto Siqueiros derrama tinta sobre um painel, manipulando-a com pincéis e a gravidade. Este encontro casual planta a semente para o revolucionário método de gotejamento de Pollock. "Siqueiros brada: "A tela não é uma jaula, meu amigo! É um campo de batalha! Deixe a tinta fluir, deixe-a lutar!" Pollock acena com a cabeça, absorvendo a lição. "Mas controle, Siqueiros. Deve haver controle."" Curiosidade Artística: O ateliê experimental de Siqueiros era um refúgio para artistas de vanguarda que buscavam se libertar das técnicas tradicionais.

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Mil novecentos e quarenta e três, Nova Iorque. Peggy Guggenheim, a audaciosa mecenas do mundo da arte, examina os primeiros trabalhos de Pollock em sua galeria, Art of This Century. Ela vê uma energia crua e indomável em suas telas, um potencial que outros descartam. Seu apoio proporciona a Pollock a liberdade de experimentar e encontrar sua verdadeira voz. "Guggenheim declara, sua voz afiada e certa: "Pollock, você tem o fogo dos deuses em você! Você deve deixá-lo queimar!" Pollock retruca, nervosamente: "Mas eles vão entender, Peggy?"" Curiosidade Artística: O apoio inabalável de Peggy Guggenheim a Pollock foi fundamental para lançar sua carreira e solidificar seu lugar na história da arte.

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Mil novecentos e quarenta e cinco, Springs, Long Island. Pollock e sua esposa, Lee Krasner, retiram-se para uma modesta fazenda. A vasta paisagem aberta proporciona-lhe um novo sentido de espaço e liberdade. Ele muda seu estúdio para o celeiro, adotando o chão como sua tela, um afastamento do cavalete tradicional. "Krasner observa, sua voz carregada de preocupação e encorajamento: "É... diferente, Jackson. Pintar no chão?" Pollock responde, uma centelha de convicção em seus olhos: "É a única maneira de estar na pintura, Lee. De fazer parte dela."" Fato Artístico: A mudança para Springs marcou um ponto de virada na carreira de Pollock, permitindo-lhe adotar uma abordagem mais física e imersiva à pintura.

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Mil novecentos e quarenta e sete, o estúdio no celeiro de Pollock. Ele abandona completamente os pincéis, preferindo gravetos, facas e até seringas para aplicar a tinta. Ele goteja, espirra e derrama, permitindo que o acaso e a gravidade guiem sua mão. A tela se torna uma arena para a ação, um registro de seu estado físico e emocional. "Pollock, absorto no ato de pintar, murmura, quase para si mesmo: "Não existem acidentes... apenas resultados."" Curiosidade Artística: A 'técnica de gotejamento' de Pollock foi um afastamento radical dos métodos tradicionais de pintura, enfatizando o acaso, a espontaneidade e o envolvimento físico do artista.

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Mil novecentos e quarenta e oito, estúdio de Pollock, Springs. Suas pinturas de gotejamento começam a se fundir em um estilo distinto, uma dança giratória de cor e energia. Os críticos inicialmente zombam, mas alguns reconhecem o poder bruto e a originalidade de sua visão. "Clement Greenberg, o influente crítico de arte, observa, com a voz pensativa: "Pollock quebrou as correntes da representação. Ele está pintando puro sentimento, pura energia."" Fato da Arte: Clement Greenberg foi um dos primeiros críticos a defender o trabalho de Pollock, reconhecendo sua importância no desenvolvimento do Expressionismo Abstrato.

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Mil novecentos e cinquenta e um, Nova Iorque. Artigos começam a surgir acusando Pollock de simplesmente imitar os pintores de areia Navajo. Pollock fica furioso e indignado, alegando que não há conexão. Ele insiste que sua arte nasce de sua própria visão única e de sua profunda conexão com o ato de pintar. "Pollock explode, batendo o punho na mesa: "Eles dizem que eu copio os Navajos? Eles não sabem de nada! Esta é a minha alma na tela! Como disse Leonardo da Vinci: 'A pintura abrange todas as dez funções do olho; isto é: escuridão, luz, corpo e cor, substância e forma, movimento e repouso.' É isso que eu busco!"" Curiosidade Artística: As acusações de imitação feriram profundamente Pollock, que considerava seu trabalho uma expressão profundamente pessoal e original.

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Mil novecentos e cinquenta, Springs. A criação de "Lavender Mist" é um avanço. Pollock se imerge completamente no processo, perdendo todo o sentido de si mesmo. A pintura se torna um testemunho de sua turbulência interior e de sua busca incessante pela verdade artística. Lee Krasner mais tarde recorda: "Ele era como um homem possuído. Não comia, não dormia. Apenas pintava. E quando terminava, ele estava... vazio." Curiosidade Artística: "Lavender Mist" é considerada por muitos a obra-prima de Pollock, o ápice de sua técnica de gotejamento e de sua exploração do subconsciente.

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Mil novecentos e cinquenta e seis, Springs. Jackson Pollock morre em um acidente de carro aos quarenta e quatro anos. Sua morte é uma tragédia, mas seu legado continua vivo. Sua arte continua a inspirar e desafiar, expandindo os limites do que a pintura pode ser. "Como um crítico escreveu, após a morte de Pollock, "Ele provou que a arte poderia ser qualquer coisa, em qualquer lugar, a qualquer hora. Ele derrubou as paredes e deixou o futuro entrar."" Curiosidade Artística: A morte prematura de Pollock solidificou seu status como um herói trágico da arte americana, sua influência continuando a ressoar com artistas até hoje.

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