Anansi the Spider's Trick

Anansi the Spider's Trick — cover Anansi the Spider's Trick — page 1

"Depressa, Kwaku! O sol queima minha carapaça!" Anansi, a aranha, apressou-se de lado pela areia quente, suas muitas pernas um borrão. Kwaku, seu jovem filho, seguia atrás, espantando moscas com uma folha de palmeira. Diante deles, cintilava um oásis escondido, onde imponentes esculturas de areia sussurravam segredos antigos no vento do deserto.

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"Pai, olhe!" Kwaku ofegou, apontando para uma pequena caixa de madeira ornamentada, semienterrada na areia. Anansi, com seus oito olhos brilhando de curiosidade, cuidadosamente removeu a areia. A caixa era esculpida com padrões intrincados e estava quente ao toque. "Hmm, isso parece importante, Kwaku. Talvez seja isso que o velho Sibo, o ancião do deserto, nos contou. Vamos nos lembrar desta caixa peculiar."

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"Precisamos encontrar a Pedra da Sabedoria", Anansi declarou, erguendo a caixa. Kwaku franziu a testa. "Mas pai, o velho Sibo nos avisou que o caminho é cheio de perigos!" Anansi riu. "'A jornada de mil milhas começa com um único passo', como disse o grande filósofo Lao Tzu, Kwaku! Não podemos nos acovardar diante da dificuldade." Anansi virou-se para as esculturas de areia sussurrantes. "Elas guardam a chave, eu sinto."

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"Decifra-me esta, pequena aranha", roncou uma voz grave. Uma das esculturas de areia, um gigante com olhos de esmeralda, havia ganhado vida. "Tenho cidades, mas não casas; florestas, mas não árvores; e água, mas não peixes. O que sou eu?" Kwaku engoliu em seco. "Um mapa!", Anansi deixou escapar, após um momento de reflexão. A gigante escultura de areia riu, um som como o ranger de pedras. "Correto, pequena aranha, agora vá!"

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Do alto, o oásis parecia uma minúscula joia de esmeralda aninhada na vasta extensão de areia dourada. Anansi, seguindo as pistas escondidas no enigma, notou um padrão no arranjo das palmeiras. "As árvores, Kwaku! Elas marcam o caminho!", exclamou ele. Era um mapa habilmente disfarçado, revelando a rota para a Pedra da Sabedoria.

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De repente, uma tempestade de areia rodopiante irrompeu, encobrindo o sol! "Um Ghole!", Kwaku gritou, apontando para o monstruoso redemoinho de poeira que girava na direção deles. "Ele guarda a próxima passagem!" O Ghole rugiu, sua voz como o raspar de mil esqueletos, arrancando a caixa de madeira das mãos de Anansi e arremessando-a para o alto.

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"Temos que pegá-lo de volta, Kwaku!" Anansi gritou por cima do uivo do vento. "Lembra do que o velho Sibo nos ensinou? O Ghole é vulnerável à música!" Kwaku pegou suas flautas de pã da bolsa e começou a tocar uma melodia animada. A areia rodopiante diminuiu, o Ghole vacilando, momentaneamente distraído pela doce melodia.

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Enquanto a música de Kwaku acalmava o Ghole, Anansi viu sua chance. Ele se lembrou do padrão na caixa de madeira. Não era apenas decoração; era um mapa! Mirando perfeitamente, ele jogou um punhado de areia no Ghole. A areia atingiu o Ghole e o Ghole se dissipou como se nunca tivesse existido. A areia atingiu uma pequena gema em seu centro. Era a Pedra da Sabedoria, do tamanho de um seixo! "Eu tenho a pedra!"

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A Pedra da Sabedoria pulsava com calor nas mãos de Anansi. Imediatamente um mapa apareceu na mente de Anansi, mostrando um caminho de volta para o oásis. Anansi e Kwaku apressaram-se em direção ao oásis. Com a Pedra da Sabedoria, eles poderiam resolver qualquer enigma.

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De volta ao oásis, Anansi colocou a Pedra da Sabedoria de volta na escultura de areia. "Enfrentamos nossos medos, Kwaku", Anansi disse, sorrindo para o filho. Kwaku sorriu. "E aprendemos que mesmo uma pequena aranha pode superar grandes obstáculos!" Diante deles, o oásis cintilava, um testemunho de sua bravura e inteligência.