Egyptian Creation Myths

Ishani ofegou, apontando o dedo para um grande fragmento de pedra. "Olhe para isso, Devi!" Os hieróglifos pareciam dançar na penumbra do Grande Museu Egípcio. Tendai examinou a pedra, uma seção de uma estela muito maior. De repente, o ar cintilou, e uma brisa quente carregando o cheiro de papiro os envolveu.

O museu desapareceu, substituído pelas margens de um rio largo e lamacento. "Onde estamos?", Devi perguntou, protegendo os olhos. Ishani apontou. "Olhem! Uma cidade! Mas... não é como nada que eu já tenha visto." Tendai assentiu lentamente. "Estamos no Egito antigo. Reconheço as roupas e os barcos dos meus livros de história."

"Isso deve ser antes dos faraós", Tendai murmurou, acariciando o queixo, "quando as pessoas estavam apenas começando a construir cidades." Ishani, lembrando-se de uma frase da mãe, disse: "'A jornada de mil milhas começa com um único passo', como disse Lao Tzu! Vamos explorar!" Devi, sempre ávida por aventura, disparou na frente. "Vamos, lerdos!"

A cidade era uma mistura caótica de casas de tijolos de barro e mercados movimentados. Um homem vendendo vasos de argila chamou-os. "Bem-vindos, viajantes! Vocês estão aqui para o festival do rio?" Ishani ergueu uma sobrancelha. "Festival do rio? O que é isso?"

"É o dia em que honramos o Nilo, a fonte de toda a vida!", explicou o oleiro. "Contamos a história de como a terra surgiu das águas de Nun, o oceano primordial." Devi franziu o nariz. "Isso parece... um mito!" O oleiro riu. "Mitos são como entendemos o mundo, pequena. A história nos ajuda a entender a importância do Nilo!"

Enquanto o oleiro falava, um grupo de pessoas começou a se reunir na praça da cidade. Uma velha com longas tranças grisalhas deu um passo à frente. "Escutem, crianças", disse ela com uma voz clara. "Vou lhes contar a história de Atum, que surgiu de Nun!" Devi cutucou Ishani. "Lá vem!"

"No começo, havia apenas Nun, um oceano turbulento de nada", começou a velha. "Então, Atum, o que se criou a si mesmo, emergiu das águas." Tendai sussurrou para Ishani: "Ela está falando sobre o primeiro deus, o criador!" Ishani assentiu, com os olhos arregalados. "E tudo isso é por causa do Nilo!"

"Atum, solitário no vazio sem fim, criou os primeiros deuses: Shu, o ar, e Tefnut, a umidade", a velha continuou. "Deles vieram Geb, a terra, e Nut, o céu." Sama puxou a túnica de Ishani. "É como uma árvore genealógica!" Enquanto a história se desenrolava, Ishani notou as crianças usando os potes de barro como tambores, no ritmo da história.

Quando a história terminou, o ar cintilou novamente. O cheiro de papiro voltou, mais forte desta vez. Tendai suspirou. "É hora de voltar." Ishani assentiu, com uma expressão pensativa no rosto. "Aprendemos de onde vem toda a vida." "Como o grande Carl Sagan disse, 'Somos feitos de poeira de estrelas'", Devi declarou, lembrando-se de algo do museu de ciências. "O Nilo é a poeira de estrelas deles!"

Eles estavam de volta ao Grande Museu Egípcio, diante do fragmento de pedra. Ishani tocou os hieróglifos, agora compreendendo seu significado. "É uma história sobre a criação, sobre a importância do Nilo para os antigos egípcios." Tendai sorriu. "Agora os mitos fazem mais sentido."