Flicker and the Enchanted Library

O ar tremeluzia com histórias incontáveis enquanto a pequena Eliana se empoleirava no topo de uma pilha imponente de contos esquecidos na Grande Biblioteca, sua melhor amiga, uma vaga-lume de olhos brilhantes chamada Flicker, zumbindo animadamente em volta de sua cabeça. "Outra história, Flicker?", Eliana riu, seus dedos traçando as letras douradas desbotadas em um livro muito antigo. "Mas qual delas vamos trazer à vida hoje?"

Flicker voou até um volume particularmente empoeirado, encadernado em escamas verde-esmeralda cintilantes. "Este aqui!", ele piscou, sua luz piscando animadamente. Eliana cuidadosamente puxou o livro da prateleira. "'A Dança da Bondade da Floresta do Vaga-lume', uma história de animais!", ela exclamou, lendo o título em voz alta. "A lenda diz que os vaga-lumes podiam falar com os animais se soubessem os passos secretos da dança",

"Os animais tiveram uma praga terrível!", Eliana leu, a voz baixa. "Mas como encontramos esses degraus secretos?" Flicker piscou, sua luz diminuindo um pouco. "Bem, como Leonardo da Vinci disse, 'Princípios para o Desenvolvimento de uma Mente Completa: Estude a ciência da arte; estude a arte da ciência. Desenvolva seus sentidos - especialmente aprenda a ver. Perceba que tudo se conecta a todo o resto'", Eliana disse. "Vamos estudar a floresta!"

De repente, uma voz mal-humorada os assustou. "Dança da floresta? Absurdo!" Um velho rato de biblioteca chamado Barnaby espiou por cima de uma pilha de enciclopédias. "Falar com animais? Bobagem! Você só vai perder seu tempo, criança." "Não vamos, senhor Barnaby!", Eliana exclamou, apertando o livro. "Vamos ajudar a floresta!"

Aventure-se no jardim esquecido da biblioteca, Eliana e Flicker descobriram um portal cintilante escondido sob um salgueiro-chorão. "Uau!", exclamou Flicker, sua luz pulsando. "Aonde isso vai?" Hesitante, Eliana estendeu a mão e tocou o portal. "Só há uma maneira de descobrir! Mas fique perto, Flicker."

Atravessando o portal, eles se encontraram em uma floresta sombria, as árvores cobertas por folhas murchas. Os animais pareciam apáticos e tristes. "Ah, não!", Eliana ofegou, avistando um esquilo desanimado. "A floresta está realmente doente!" De repente, uma voz estrondosa ecoou pelas árvores. "Vocês ousam perturbar nossa miséria?"

"Quem disse isso?", Eliana chamou, a voz tremendo levemente. Um majestoso cervo emergiu das sombras, seus chifres adornados com flores mortas. "Nós costumávamos dançar com alegria, guiados pelos vaga-lumes", lamentou o cervo. "Mas agora, a música se foi. A praga levou nossa alegria." "Mas o senhor Barnaby riu de mim!", Eliana disse tristemente, as lágrimas brotando. "Entender que pedir ajuda é força!", Flicker interveio. "Nós também podemos aprender a dançar."

Eliana abriu o livro, lembrando-se das ilustrações de cogumelos brilhantes. "O livro diz que os vaga-lumes ensinaram os animais a seguir os padrões dos cogumelos brilhantes para dançar", ela exclamou. Seguindo os padrões, Flicker mostrou a Eliana os passos graciosos. Logo, ela começou a dançar com os animais, os cogumelos iluminando o caminho deles. Enquanto ela dançava, as folhas das árvores voltaram a ficar verdes.

Os chifres do cervo floresciam com flores vibrantes. O rabo do esquilo balançava de alegria! A floresta prosperava novamente, cheia de risos e música. "Nós conseguimos!", Eliana exclamou, abraçando o cervo. "Obrigada, Eliana", disse o cervo, sua voz cheia de gratidão. "Você trouxe a dança e a bondade de volta à nossa floresta."

De volta à biblioteca, Eliana sorriu para Flicker. "Nós mostramos para aquele velho rabugento e leitor de livros!", ela riu. "Bondade e um pouco de dança podem resolver qualquer problema!" Flicker piscou em concordância. "Se a gravidade funciona em todo lugar, ela funciona em outras histórias também?" Eliana pensou. "É exatamente isso que vamos explorar na próxima vez."