Labyrinth League's Great Sportsmanship Game

"Anda, Rafael!", Tara chamou, a voz dela ecoando pela enorme flor de abóbora. Rafael, ofegante, se apressou atrás dela, suas pequenas botas rangendo no caminho coberto de pólen. "Os jogos da Liga do Labirinto começam a qualquer minuto! Não quero perder o pontapé inicial!"

Eles finalmente chegaram ao estádio — uma abóbora oca, esculpida com janelas e portas. "Olha!", exclamou Rafael, apontando para uma faixa pendurada acima da entrada. "'Grande Jogo de Espírito Esportivo' — isso é novo, não é?" Tara inclinou a cabeça. "Acho que li algo sobre isso. Aparentemente, quem encontrar a 'Semente da Unidade' perdida ganha pontos extras para sua equipe!"

Dentro do estádio de abóbora, a multidão zumbia de excitação. Rafael avistou Ivan, seu amigo, perto da barraca de lanches de sementes de abóbora. "Ivan!", Rafael gritou. Ivan, virando-se, sorriu. "E aí, pessoal! Ficaram sabendo da 'Semente da Unidade'? Dizem que está escondida em algum lugar no Jardim do Labirinto!" Tara franziu a testa. "Não deveríamos focar no jogo?"

"Tara está certa", disse Rafael, ajustando seu capacete de bolota. "Mas... talvez possamos procurar depois do jogo?" O apito soou, e os times dos Besouros e das Lagartas avançaram para o campo coberto de orvalho. O jogo era rápido, com saltos de gafanhoto e disparadas de joaninha. Os Besouros marcaram! A multidão rugiu. Mas durante a celebração, seu jogador estrela, Zoom, torceu o tornozelo!

"Ah, não!", exclamou Tara. "Zoom é o melhor jogador deles!" O capitão do time dos Besouros, um gafanhoto mal-humorado chamado Hopper, balançou a cabeça. "Nunca vamos ganhar sem o Zoom!" Rafael, vendo a aflição de Hopper, teve uma ideia. "Ei", disse ele, "talvez encontrar a 'Semente da Unidade' pudesse dar um impulso a eles! Pode levantar o ânimo deles, pelo menos." Tara deu de ombros. "Ok, vamos procurar. Por onde a gente começa?"

Ivan apontou para um emaranhado de roseiras espinhosas. "O Jardim do Labirinto, lembra? O Velho Willowbug disse que é um labirinto de caminhos tortuosos e cheiros confusos. E ele mencionou algo sobre 'seguir o zumbido'." Tara ergueu uma sobrancelha. "Zumbido? Abelhas? Eu sou alérgica!" Rafael sorriu. "Não se preocupe, eu tenho um frasco de néctar! Ele mantém as abelhas amigáveis, o Velho Willowbug me falou sobre isso."

Eles entraram cautelosamente no Jardim do Labirinto. Espinhos prendiam em suas roupas, e o ar estava denso com o cheiro adocicado de rosas. "Buzzzzzz", fez uma abelha, circulando a cabeça de Tara. Rafael rapidamente destampou o frasco de néctar, e a abelha suavemente pousou em seu dedo. "Viu?", ele disse. Eles seguiram o zumbido, cada vez mais fundo no labirinto. Viraram à direita, depois à esquerda, depois outra vez à esquerda.

De repente, eles tropeçaram em uma pequena clareira. No centro, repousando sobre uma almofada de veludo, estava uma pequena semente brilhante — a Semente da Unidade! Mas guardando-a estava uma lagarta gigante e mal-humorada! "Parem!", ela rosnou. "Ninguém leva a Semente sem responder à minha charada!" Rafael lembrou-se de algo que o Velho Senhor Salgueiro sempre dizia. "'A única verdadeira sabedoria está em saber que você não sabe nada', assim como Sócrates disse. Qual é a charada?"

A lagarta limpou a garganta. "Estou sempre chegando, mas nunca chego. Estou sempre perto, mas nunca aqui. O que sou eu?" Tara, pensando rápido, disse: "O amanhã!" A lagarta suspirou. "Correto. Pegue a Semente." Eles correram de volta para o estádio e apresentaram a Semente a Hopper. A equipe dos Besouros aplaudiu, seus ânimos renovados. Zoom, apesar de sua lesão, sorriu. "Ainda podemos vencer!"

Os Besouros jogaram com energia renovada, mostrando grande espírito esportivo. Embora não tenham vencido, sua atitude positiva inspirou a todos. Ao saírem do estádio, Rafael sorriu. "Às vezes", disse Tara, "dar o nosso melhor é mais importante do que vencer. E ajudar os outros torna tudo melhor!" Rafael assentiu. "Que tal encontrarmos outra aventura no jardim amanhã?"