Lazy Girl

No mundo cintilante e dourado de Aurélia vivia uma garota chamada Lyra. Aurélia era um lugar de luz solar constante, rios dourados e casas feitas de minério cintilante. No entanto, Lyra era conhecida como Garota Preguiçosa porque preferia sonhar acordada a fazer qualquer coisa. Um dia, Lyra olhou para cima e percebeu que algo estava terrivelmente errado: a lua, Luna, havia desaparecido. Sua amiga Willow a avisou, uma tarefa terrível a esperava. "Luna se foi!", exclamou Lyra, apontando para o céu vazio. Willow suspirou. "A lenda diz que quando a lua desaparece, a terra deve ser purificada. Uma tarefa espera, uma para a qual você não está apta!" Detalhe da história: Abertura - ambientando a cena e introduzindo a lua desaparecida.

Na manhã seguinte, uma lama espessa e escura manchou os campos dourados. Ela escorria e se espalhava, diminuindo o brilho da terra. Lyra franziu o nariz. Era repugnante, então ela decidiu que não conseguiria limpar. Mas Willow se lembrou de uma história de sua avó sobre a Tecelã da Lua. Ela disse a Lyra que a única maneira de trazer a lua de volta era limpar a terra dourada. "Aff, lama!", Lyra gemeu. "Eu certamente não vou limpar isso!" Willow a cutucou, "Minha avó costumava dizer: 'Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades', como o Homem-Aranha disse uma vez. Isso deve significar que temos que limpar, Lyra." Detalhe da História: Apresentando o desafio lamacento.

Lyra fez uma tentativa sem muita vontade de limpar a lama com um pano dourado, mas rapidamente desistiu. "Isso é horrível!", exclamou ela. Logo, criaturas estranhas chegaram e limparam a bagunça. Lyra viu uma cabra suja e decidiu que não era problema dela. Em vez disso, ela correu em direção a um palácio dourado e cintilante. Uma voz retumbou, avisando-a: "Nunca entre no sétimo quarto!" "Nunca entre no sétimo quarto!", a voz desencarnada avisou. Lyra estremeceu. "Por que não?" Detalhe da História: A voz a avisa para não entrar no sétimo quarto.

A curiosidade roía Lyra. O aviso só alimentou seu desejo. Ela andava de um lado para o outro diante do sétimo quarto, considerando a voz retumbante. Que segredos poderia guardar? Que tesouros? Sua amiga Noor era gentil, mas não era amiga de aventura! A porta cintilava de forma tentadora. Depois de muita deliberação, Lyra girou a maçaneta dourada e entrou. "Não consigo resistir!", Lyra sussurrou, olhando para a maçaneta da porta. Noor puxou sua manga. "Você não ouviu a voz? Além disso, você disse que estava procurando a lua perdida, não tesouros perdidos!" Detalhe da história: Entrando pela porta proibida.

No momento em que Lyra entrou, o mundo dourado desapareceu. A chuva caía torrencialmente, encharcando-a em água fria. O quarto era cinzento e sombrio, um forte contraste com o sol interminável de Aurélia. Lyra ofegou, recuando do banho inesperado. Ela tropeçou para fora, determinada a nunca mais voltar para o sétimo quarto e definitivamente nunca mais limpar. "Chuva?", Lyra gritou, completamente chocada. "Isso é um ultraje! Eu NUNCA mais vou limpar se isso levar a esse tipo de tempo horrível!" Detalhe da História: As consequências de entrar no sétimo quarto.

Saindo do palácio, Lyra marchou pesadamente até a beira de Aurélia. Ela sentou-se, amuando, até que viu uma garota. Ela era magra, vestida em trapos, e carregava baldes vazios. Ela não tinha água. Isso era muito estranho. Lyra perguntou o nome da garota. A garota respondeu que era Estrela, e que a seca havia levado tudo. "Qual é o seu nome?", Lyra perguntou cautelosamente. A garota olhou para ela tristemente. "Eu sou Estrela", ela disse, "e não temos mais água." Detalhe da história: Encontro com Estrela e a seca.

"Sem água?", Lyra perguntou, confusa. Em seu mundo dourado, a água fluía livremente. Um pensamento a atingiu: a chuva no sétimo quarto. "Venha comigo!", ela exclamou. "Eu conheço um lugar com água demais!" Lyra levou Star de volta ao palácio, uma nova determinação enchendo seu coração. Lyra percebeu que amigos eram melhores que ouro. "Venha comigo!", Lyra gritou, pegando a mão de Star. "Eu conheço um lugar com ÁGUA DEMAIS! Como Helen Keller disse: 'Sozinhos podemos fazer tão pouco; juntos podemos fazer tanto!'" Detalhe da história: Levando Star para a sala da chuva.

Lyra e Star entraram na sétima sala. A chuva caía, enchendo os baldes de Star. Elas levaram água de volta para a aldeia de Star, onde as plantações sedentas beberam profundamente. Aurelia observava maravilhada. Até a cabra suja sorriu. A água saciou a sede, reviveu as plantas e as duas meninas encontraram conforto em sua nova amizade. À medida que a terra florescia, o laço entre elas também florescia. "Obrigada, Lyra!", exclamou Star, observando a água fluir. "Nossas plantações vão viver!" Lyra sorriu, "É bom finalmente fazer algo útil, pela primeira vez!". Detalhe da História: A água restaura a aldeia.

À medida que a última gota de água nutria a terra, Aurélia começou a brilhar mais uma vez. A lama desapareceu, e o brilho dourado retornou. Então, Lyra e Star olharam para cima. Luna, a lua, estava de volta, mais brilhante e mais bonita do que nunca. Ela iluminava a amizade delas, um laço mais forte que ouro ou preguiça. As meninas se abraçaram. "Olha!", Star gritou, apontando para o céu noturno. "Luna está de volta!" Lyra olhou para cima, sorrindo. "Talvez ajudar os outros não seja tão ruim, afinal." Detalhe da história: O retorno da lua.

A partir daquele dia, Lyra ainda era Lyra, mas o mundo a conhecia por outro nome: "Lyra, a Gentil". Ela ainda amava sonhar acordada, mas agora também amava ajudar os outros. A luz de Luna a ensinou que o verdadeiro ouro não estava no minério cintilante, mas nos laços de amizade e na alegria de servir. Isso, ela finalmente sabia, era a verdadeira felicidade. E o mundo, para sempre mais brilhante, sorria com ela. Willow riu ao se juntar a elas. "Parece que você finalmente encontrou algo melhor que ouro!", Willow brincou. Lyra sorriu, "Acho que os melhores tesouros não são brilhantes, são as pessoas com quem os compartilhamos."