Professor Atom's Lab
Risadas ecoavam pelo ar estrelado enquanto Elara e Finn giravam no carrossel. "Mais rápido!", Elara gritou, seus cabelos dourados voando. Eles estavam no Carnaval da Chuva de Meteoros, um lugar mágico que aparecia apenas quando estrelas cadentes riscavam o céu aveludado; ele cintilava como um sonho entre um piscar e o próximo. Ao redor, tendas brilhavam com uma luz de outro mundo, prometendo jogos fantásticos e prêmios impossíveis.
"Você viu aquela placa?", exclamou Finn, apontando para uma tenda coberta com cortinas de veludo. Uma placa pintada à mão dizia: "O Incrível Laboratório do Professor Átomo". "Dizem que ele consegue transformar poeira estelar em desejos!" Os olhos de Elara se arregalaram. Finn de repente se lembrou do que seu avô costumava dizer sobre o laboratório do professor. "O vovô disse que ele usa cristais lunares raros para alimentar seus experimentos", sussurrou Finn. "Mas eles são incrivelmente frágeis, então tome cuidado!"
"Poeira estelar em desejos? Cristais da lua?" Elara inclinou a cabeça, um brilho cético nos olhos. "Isso me parece bobagem!" Finn riu. "Ainda assim", Elara concedeu, "'O importante é nunca parar de questionar', como disse Albert Einstein. Talvez o laboratório do Professor Atom seja mais do que apenas uma atração de carnaval." De repente, uma mulher com óculos no nariz e um jaleco que brilhava com glitter esbarrou neles. "Com licença, queridos! O Professor Atom precisa de vocês. Com urgência!"
"Professor Átom precisa de nós?", Finn gaguejou. O assistente, cujo crachá dizia 'Beaker', agarrou suas mãos e os puxou para dentro da tenda. Lá dentro, o laboratório era um turbilhão caótico de béqueres borbulhantes, fios soltando faíscas e engenhocas flutuantes. Professor Átom, um homem de cabelos selvagens com óculos de proteção na testa, torcia as mãos. "Minha máquina de desejos... enlouqueceu!", ele gritou. "E só vocês podem ajudar!"
O Professor Atom apontou para uma máquina enorme que zumbia erraticamente. "Era para realizar desejos, mas agora está criando... bolhas de má sorte!" Uma pequena bolha flutuou, e um banquinho próximo desabou. "São os cristais da lua! Um deles está rachado!" Beaker explicou que os cristais da lua, formados apenas no lado escuro da lua, focam energia mágica. "Precisamos substituí-lo, mas eles são incrivelmente raros", ela acrescentou.
"Cristal da lua rachado? Bolhas de má sorte?" Finn engoliu em seco. Nesse instante, uma bolha gigante de puro caos quicou pelo laboratório, virando tudo o que tocava de cabeça para baixo. Beaker gritou quando a invenção premiada do Professor, o "Tradutor Universal", começou a falar em um idioma incompreensível. "Temos que pará-la!", Elara exclamou. "Ou o carnaval inteiro vai estar nadando em má sorte!"
Finn lembrou o que seu avô lhe contara sobre os cristais da lua. "Vovô disse que a Gruta de Cristal na Montanha Meteoro é o único lugar para encontrar novos!" Elara pegou um mapa da parede, suas bordas chamuscadas por uma faísca perdida. "Então temos que ir!" ela declarou, apontando para um caminho sinuoso marcado como 'Perigo: Pode Conter Meteoros Travessos'. "Mas vamos precisar de algo para proteger os cristais!" exclamou Beaker.
Beaker remexeu em uma gaveta e puxou uma pequena caixa acolchoada. "A caixa ultraprotetora do Professor Atom!" Elara pegou a caixa com cuidado e a guardou em sua sacola. Eles saíram correndo da barraca e foram em direção à Montanha Meteoro. Enquanto subiam, meteoros travessos passavam zunindo, por pouco não os atingindo. Finn de repente se lembrou dos cristais da lua, pegando a caixa da bolsa de Elara. Ele a segurou bem alto, gritando: "Cristais da lua, protejam-nos!" Os meteoros desviaram, e o último meteoro explodiu em poeira estelar inofensiva. Elara, respirando com dificuldade, proferiu a frase memorável: "Às vezes, Finn, a beleza interior é o verdadeiro poder!"
Na Gruta de Cristal, eles escolheram cuidadosamente um cristal cintilante de lua nova e o colocaram no estojo ultraprotetor. De volta ao laboratório, eles substituíram o cristal rachado na máquina de desejos. Com um zumbido e um ruído, a máquina ganhou vida, sem mais bolhas de caos. "Está funcionando!", Beaker gritou, batendo palmas. "Você salvou o carnaval!"
"Não teríamos conseguido um sem o outro", disse Finn, sorrindo para Elara. O Professor Atom sorriu radiante. "Sabem", ele disse, "às vezes a maior magia vem de dentro." Enquanto estrelas cadentes riscavam o céu, Elara percebeu que não duvidava mais da magia. "E às vezes", ela acrescentou, "não é sobre desejar algo novo, mas apreciar o que já temos." O Carnaval da Chuva de Meteoros cintilou, pronto para desaparecer até a próxima chuva de meteoros, deixando para trás um mundo preenchido com um pouco mais de encanto.