Professor Wobblebottom's Invention

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"Anda logo, Pip!" chamou Professor Wobblebottom, sua voz ecoando pelas dunas carmesim. "O caleidoscópio do deserto não espera por ninguém!" Pip, uma pequena criatura peluda, correu atrás do professor, suas três caudas levantando areia iridescente. Eles estavam em uma missão para encontrar o lendário Oásis de Engrenagens, um lugar que diziam conceder aos inventores seus sonhos mais loucos.

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"Professor, olhe!" Pip guinchou, apontando com uma patinha minúscula para um objeto brilhante semienterrado na areia. Era uma pequena e ornamentada caixa de música feita de latão polido. O Professor Wobblebottom cuidadosamente removeu a areia. "Intrigante", ele murmurou. "Parece estar faltando uma chave. Talvez seja isso que os textos antigos se referiam: 'A canção destranca o caminho'."

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"Precisamos encontrar a chave, Pip!", declarou o Professor Wobblebottom, ajustando seus óculos. "Se conseguirmos tocar a caixinha de música, ela poderá revelar o caminho para o Oásis." Pip assentiu com entusiasmo, suas caudas abanando. "Mas por onde começamos a procurar?", ele perguntou. "Como disse Leonardo da Vinci, 'De vez em quando, vá embora, relaxe um pouco, pois quando você voltar ao seu trabalho, seu julgamento será mais seguro'", afirmou o professor, pensativamente. "Vamos tentar aquela mesa ali — uma nova perspectiva pode ajudar."

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À medida que se aproximavam da mesa, uma voz retumbante chamou: "Parem, viajantes! Quem ousa cruzar as Areias Cantantes?" Um Golem grande e mal-humorado, feito de quartzo polido, bloqueou o caminho deles. "Eu sou o Professor Wobblebottom, e este é Pip", anunciou o professor. "Nós procuramos o Oásis Mecânico!" O Golem resmungou: "Não sem responder à minha charada!"

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"O que tem olho, mas não pode ver?", o Golem berrou. O Professor Wobblebottom acariciou a barba pensativamente. "Hmm, uma agulha!", Pip chilreou animadamente. O Golem gemeu. "Correto! Podem passar. Mas cuidado, o caminho à frente está cheio de perigos!" Atrás do Golem, aninhada entre o quartzo, eles avistaram uma minúscula chave prateada, quase escondida da vista.

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O Professor Wobblebottom cuidadosamente pegou a chave prateada das rochas. Ela se encaixou perfeitamente na caixinha de música! Mas, enquanto ele dava corda na chave, o chão começou a tremer. "O que está acontecendo?", Pip gritou, agarrando-se à perna do professor. Uma enorme rachadura apareceu na mesa, revelando um abismo escuro abaixo. "Oh, céus!", exclamou o Professor Wobblebottom. "A canção... ela abre mais do que apenas o caminho!"

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"Precisamos atravessar!", Professor Wobblebottom gritou por cima do rugido crescente. Ele agarrou um cipó longo e resistente que pendia da beirada da mesa. "Segure firme, Pip!" Juntos, eles balançaram sobre o abismo, aterrissando em segurança do outro lado. "Essa foi por pouco!", Pip exclamou, ofegante. "Mas olhe, Professor!" Ele apontou para uma miragem cintilante ao longe.

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A miragem solidificou-se em um oásis magnífico, repleto de engrenagens zumbindo, relógios tique-taqueando e frascos borbulhando. Mas um dragão gigante, movido a engrenagens, guardava a entrada! "O teste final!", Professor Wobblebottom gritou. Ele se lembrou da chave que faltava na inscrição da caixa de música: "A canção destranca o caminho, e o ritmo acalma a fera". Ele ergueu a caixa e tocou a melodia. Enquanto a música tilintava, os movimentos do dragão diminuíram, depois pararam. "O poder da bondade e da invenção!", Pip gritou.

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Dentro do Oásis de Engrenagens, invenções de todas as formas e tamanhos zumbiam e assobiavam. O Professor Wobblebottom avistou um dispositivo peculiar: um pequeno criador de nuvens operado por manivela. Ele se virou para Pip, com um brilho nos olhos. "Hora de levar chuva para o Deserto Pintado!" Juntos, eles giraram a manivela do dispositivo, e nuvens brancas e fofas começaram a se formar, lançando uma sombra bem-vinda sobre as areias coloridas.

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À medida que as primeiras gotas de chuva caíam sobre o Deserto Pintado, o Professor Wobblebottom sorriu. "Nós conseguimos, Pip!", exclamou ele. Pip roçou na perna do professor. "O deserto vai florescer de novo!", respondeu ele. "De fato", disse o Professor, "Às vezes, as maiores invenções nascem não da inteligência, mas da bondade." "A invenção não foi a máquina, mas a própria chuva!", acrescentou Pip. Ambos olharam para o horizonte.