Purple Penguins Play Ping Pong

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"Anda logo, Pip!", guinchou Penelope, suas asinhas batendo furiosamente. "O torneio de Pingue-Pongue está para começar!" Pip se apressou o mais rápido que seus pezinhos membranosos conseguiam levá-lo, uma raquete em miniatura agarrada em sua asa. A neve cintilava sob o sol antártico enquanto eles corriam em direção à pista de gelo colorida, o único toque de alegria na paisagem branca ofuscante.

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Eles derraparam até parar ao lado de seu amigo Percy, que estava meticulosamente polindo uma bola de pingue-pongue roxa. "Percy, qual é a dessa bola roxa?", Pip perguntou, inclinando a cabeça. "Eu a encontrei enterrada no gelo", Percy respondeu, com a testa franzida. "Ela tem símbolos estranhos gravados. Aposto que é mágica!"

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"Magia? Bobagem!", Penelope zombou, mas seus olhos brilhavam com curiosidade. "Ainda assim, pode nos dar uma vantagem. Precisamos vencer este torneio." Pip assentiu, lembrando-se das palavras de Leonardo da Vinci: "'Fiquei impressionado com a urgência de fazer. Saber não é suficiente; devemos aplicar.' Ele está certo, Percy, vamos aplicar aquela bola mágica e vencer!" Percy encolheu os ombros. "Tudo bem, vamos fazer isso! Mas se começarmos a brotar penas onde não deveriam, vou culpar vocês dois."

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O primeiro jogo foi contra o corpulento Boris e seu irmão brutal, Bruno. Boris sacou, batendo a bola por cima da rede com força surpreendente. Pip, distraído pelo leve zumbido da bola roxa, mal conseguiu devolvê-la. "Foco, Pip!", guinchou Penelope, batendo as asas em agitação. Boris e Bruno trocaram sorrisos maliciosos. Isso não estava indo bem.

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De repente, Pip notou algo peculiar. O gelo sob os pés de Boris e Bruno estava derretendo! Pequenas gotas de água se formavam ao redor de suas botas, fazendo-os escorregar e deslizar. "Olhem!", exclamou Pip, apontando com seu remo. "A bola roxa está esquentando o gelo!" Aparentemente, a magia da bola não era sobre habilidades de pingue-pongue, mas manipulação de temperatura.

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Bruno perdeu o equilíbrio completamente, caindo no gelo com um baque alto. Boris, nervoso, tentou recuperar o controle, mas o gelo era muito escorregadio. "Isso não é justo!", Boris rugiu, o rosto vermelho de raiva. "Isso é trapaça!" Penelope balançou a cabeça. "Isso se chama estratégia, Boris! Além disso, as regras nunca disseram nada sobre bolas de pingue-pongue mágicas roxas!"

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Usando o gelo escorregadio a seu favor, Pip e Penelope começaram a deslizar a bolinha de pingue-pongue estrategicamente, criando poças de gelo derretido onde quer que Boris e Bruno tentassem ficar de pé. "Trabalho em equipe faz o sonho acontecer!" Percy gritou, ajustando seu monóculo. Bruno soltou um rosnado frustrado. Eles mal conseguiam se mover sem escorregar. "Agora, Pip! O smash de backhand!" Penelope gritou, apontando para a rede.

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Pip respirou fundo, lembrando-se dos estranhos símbolos na bola roxa. Ele concentrou sua energia, visualizando o gelo derretendo ainda mais rápido. Com um golpe poderoso, ele esmagou a bola – não por cima da rede, mas diretamente nos pés de Bruno! "Isso sim é o que eu chamo de ladeira escorregadia", gritou Percy. O gelo cedeu completamente, fazendo Bruno cair em uma poça. Ponto do jogo!

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"Conseguimos!", Penelope guinchou, pulando nas costas de Pip. "A bola mágica funcionou!" Percy ajustou seu monóculo. "De fato. Uma aplicação inteligente da termodinâmica, se me permite dizer." Pip sorriu, coberto de água gelada e triunfo. Ele nunca se sentira tão feliz – ou tão frio. "Vamos celebrar com peixe!"

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Enquanto se afastavam, Penelope apertou a asa de Pip. "Sabe, Pip", ela disse suavemente, "às vezes as coisas mais bobas podem trazer a maior alegria." Pip sorriu. Ele percebeu que vencer não era tudo; o que realmente importava eram as risadas e a amizade. E talvez, só talvez, um pouquinho de magia também.