River Otter's Ripple of Kindness

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"Você ouviu isso, Pip?", guinchou uma voz pequena. Bartholomew Button, um rato de museu com óculos empoleirados no nariz, espiou por trás de uma corda de veludo. "É a badalada da meia-noite! Isso significa... aventura!", respondeu Pip, um arganaz um pouco maior vestindo um avental de artista em miniatura, seus bigodes tremendo de excitação. De repente, um grande retrato de uma lontra-do-rio cintilou, seus olhos pintados piscando e se abrindo.

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A voz da lontra, suave como pedras de rio, ecoou: "Saudações, pequeninos! Eu sou Ollie, guardião da gentileza desta galeria." Pip ofegou, deixando cair seu minúsculo pincel. "Gentileza? Que galeria de gentileza?" Bartholomew ajustou seus óculos. "E... o senhor vai sair do quadro, senhor?"

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"De fato, sou eu, Bartolomeu", Ollie riu, sua pata pintada estendendo-se da tela. "Mas uma sombra caiu sobre a galeria, uma maldade que ameaça apagar sua luz. Preciso da sua ajuda!" Pip, recuperando a compostura, estufou o peito. "Não temos medo de maldade alguma! O que precisamos fazer?" Bartolomeu, sempre o estudioso, acrescentou: "Como disse Aristóteles: 'O valor último da vida depende da consciência e do poder da contemplação, e não da mera sobrevivência.' Então, diga-nos, como podemos ajudar a restaurar a bondade?"

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"A maldade infectou várias pinturas", Ollie explicou, sua voz diminuindo. "Você deve encontrá-las e realizar atos de bondade dentro de cada uma!" Ele tirou uma pequena bússola brilhante do bolso do colete. "Esta bússola o guiará. Mas cuidado! Cada pintura apresenta um desafio!" Pip pegou a bússola. "Um desafio, você diz? Excelente! Vamos, Bartholomew!"

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A bússola os levou a uma pintura de paisagem intitulada "O Salgueiro Solitário". Dentro dela, um único salgueiro estava curvado e desolado em um campo estéril. "Ah, céus", Bartholomew murmurou. "Parece completamente desanimado!" Pip notou um regador descartado por perto. "Eu sei! Vamos dar-lhe um pouco de água!" Ele correu e começou a encher o regador em um pequeno riacho, educando Bartholomew: "Você sabia que os salgueiros geralmente crescem perto de fontes de água e simbolizam resiliência, mas este parece ter secado?"

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Enquanto Pip regava o salgueiro, a paisagem começou a se transformar. Flores desabrocharam, pássaros cantaram e a árvore se endireitou. "Está funcionando!", exclamou Pip, mas de repente, uma nuvem escura apareceu, encobrindo o sol. Uma voz estrondosa ecoou: "Você não pode trazer alegria tão facilmente! Esta pintura precisa de tristeza!" Um gárgula rabugento apareceu em uma colina próxima, carrancudo. Bartholomew estremeceu. "Ah, não! A maldade tem um guardião!"

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"Precisamos animá-lo!", Pip declarou. "Mas como se anima uma gárgula?" Bartholomew tocou o queixo pensativamente. "Gárgulas são frequentemente símbolos de proteção, mas esta parece solitária. Talvez... um amigo?" Ele remexeu em sua pequena sacola e tirou um pedaço de argila. "Eu sempre carrego isso para emergências!" Ele começou a esculpir um pequeno e alegre pássaro de argila.

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Bartolomeu apresentou o pássaro de argila à gárgula. A gárgula o encarou, então um sorriso lento se espalhou por seu rosto de pedra. A nuvem escura desapareceu, e o sol brilhou intensamente. "Um amigo... para mim?", ele resmungou, sua voz suavizando. "Você me mostrou bondade. Eu protegerei esta pintura!" A voz de Ollie ecoou, mais forte agora: "A onda de bondade se espalhou! Lembrem-se disso, pequenos: só a compaixão pode afastar a maldade!"

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A bússola brilhou, apontando para outra pintura: "A Paisagem Marinha Tempestuosa". Dentro, um navio lutava contra ondas monstruosas. "Isso parece perigoso!", Pip exclamou. "Mas lembre-se do salgueiro", disse Bartholomew. "A bondade pode acalmar qualquer tempestade!" Lembrando-se de algo que lera, ele criou barcos de papel. Flutuando em direção ao navio que afundava, sua mensagem sussurrada para os barcos de papel foi: "Sejam a luz para guiá-los para casa."

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À medida que os barcos de papel alcançavam o navio, a tempestade diminuía. O sol rompeu as nuvens, guiando o navio em segurança para a costa. A voz de Ollie ecoou, preenchendo a galeria: "A bondade salvou o dia!". Pip e Bartholomew sorriram, sabendo que tinham feito a diferença. Olhando para trás, para o museu, agora brilhando com calor, eles concordaram em levar a bondade aonde quer que fossem. A melhor maneira, os dois amigos perceberam, era sempre através da arte.