Sadie's Smile Seeds of Kindness

"Você viu aquilo, Pip? Era enorme!" Sadie exclamou, apontando uma mão coberta por luva para o céu. Sua melhor amiga, Pip, estremeceu. "Eu vi, Sadie. Agora podemos, por favor, encontrar a entrada para o Carnaval das Estrelas Cadentes? Estou congelando minhas orelhas!" As duas crianças apressaram-se pela multidão agitada de frequentadores do festival, seus olhos examinando as tendas giratórias e as luzes cintilantes.

De repente, Pip parou bruscamente, esbarrando em Sadie. "Olha!", ele ofegou, apontando para uma pequena bolsa descartada perto da tenda de uma cartomante. Sadie a pegou com cautela; era feita de veludo e bordada com pequenas estrelas. Dentro, eles encontraram um punhado de... sementes? "Sementes Sorriso?", Sadie leu em voz alta do pequeno rótulo, confusa. "O que são essas?"

"Sementes Sorriso? Que bobagem", Pip zombou, cruzando os braços. Sadie o ignorou, com uma expressão pensativa no rosto. "'A melhor maneira de se encontrar é se perder no serviço aos outros'", ela murmurou, citando Mahatma Gandhi. "Acho que deveríamos descobrir o que essas sementes fazem, Pip! Talvez elas possam ajudar alguém aqui no parque que precise de um sorriso." Pip suspirou dramaticamente, mas seguiu Sadie enquanto ela se afastava, determinada a encontrar alguém que precisasse de um ânimo.

Elas passaram por uma argola, uma cabine de mergulho e um salão de espelhos, antes que Sadie avistasse uma garota sentada sozinha em um banco, com a cabeça entre as mãos. "Ela parece triste", Sadie sussurrou para Pip. "Vamos tentar as sementes nela!" Pip engoliu em seco, ajustando nervosamente seu cachecol. "Você tem certeza disso, Sadie? E se não funcionar? Ou pior... e se piorar as coisas?"

Sadie se aproximou da garota com cautela. "Olá", ela disse suavemente. A garota olhou para cima, com os olhos vermelhos e inchados. "Oi", ela respondeu, a voz quase um sussurro. Sadie se ajoelhou e gentilmente ofereceu a ela uma Semente do Sorriso. "Nós encontramos estas. Achamos que podem ajudar", Sadie explicou gentilmente. Enquanto a garota pegava a semente, Sadie notou uma pequena caixa de música de madeira intrincadamente esculpida, aninhada ao lado dela no banco.

A menina olhou para a semente, depois de volta para Sadie, confusa. "O que ela faz?", perguntou. Sadie deu de ombros. "Não sabemos. Só pensamos... talvez pudesse fazer você se sentir um pouco melhor." De repente, um forte estrondo ecoou pelo parque de diversões! Pessoas gritaram e apontaram para a roda-gigante. Um dos carros havia parado de girar, deixando seus passageiros presos bem alto acima do chão.

"Ah, não!", Sadie gritou, os olhos arregalados de preocupação. "Aquelas pessoas estão presas!" Pip torceu as mãos. "Temos que fazer alguma coisa! Mas o quê?" A menina triste agarrou a Semente do Sorriso com força. "Eu... eu acho que sei o que fazer", ela gaguejou. "Meu avô sempre disse que a música pode acalmar até as tempestades mais assustadoras. Talvez... talvez minha caixinha de música possa ajudar?"

"É isso!" Sadie exclamou. "A caixinha de música! Toque-a!" A garota respirou fundo e abriu a caixinha de música. Uma melodia linda e calma encheu o ar, flutuando em direção à roda-gigante. Lentamente, milagrosamente, a roda começou a girar novamente! Os passageiros presos aplaudiram enquanto seu carro descia em segurança ao chão. "Funcionou!" Pip gritou, pulando. "A bondade é a linguagem que o surdo pode ouvir e o cego pode ver", Sadie acrescentou, lembrando as palavras de Mark Twain.

A menina sorriu, um sorriso genuíno e brilhante que alcançou seus olhos.

"Obrigada, Sadie e Pip", disse a garota, com a voz cheia de gratidão. "Acho que nunca mais teria usado isso sem vocês." Sadie abraçou a nova amiga com força. "Estamos apenas felizes por termos ajudado", respondeu Sadie, sorrindo. À medida que a chuva de meteoros começava a desaparecer, Sadie sabia que mesmo as menores sementes de bondade poderiam florescer em algo verdadeiramente extraordinário.