Sir laughs-a-lot

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Sir Reginald Risadinha não era um cavaleiro típico. Enquanto outros poliam suas armaduras e praticavam esgrima, Reginald contava piadas, cantava músicas bobas e tropeçava nos próprios pés. Sua melhor amiga, Beatriz, a texugo, sempre ao seu lado, achava suas palhaçadas infinitamente divertidas. Uma tarde ensolarada, enquanto faziam um piquenique perto da Floresta Sussurrante, Beatriz apontou para a entrada de uma caverna escura. "Reginald, você já ouviu falar da lenda da Pedra Sombria?", ela perguntou, mastigando uma amora. Reginald, no meio de um malabarismo com maçãs, parou, com os olhos brilhando. "Uma Pedra Sombria, você diz? Parece deliciosamente sombrio! Vamos investigar!"

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Beatrice explicou a lenda: a Pedra Sombria era uma joia de imensa tristeza, capaz de drenar toda a alegria da terra. MAS, uma sombra caiu sobre o rosto de Reginald. Ele ouviu Elara, uma fada, chorando por perto. "A Pedra Sombria... é real! Um grifo a roubou e escondeu naquela caverna, e agora todas as flores no meu vale estão murchando!", ela soluçou, lágrimas como gotas de orvalho caindo na grama. Reginald, esquecendo suas piadas habituais, ajoelhou-se ao lado dela. "Não tema, bela Elara!", ele declarou, sua voz incomumente séria. "Sir Risadinha está no caso! Nós vamos recuperar esta joia sombria!"

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"Portanto", acrescentou Beatriz, ajustando seus minúsculos óculos, "precisamos de um plano. Grifos são notoriamente mal-humorados, e aquela caverna parece terrivelmente... cavernosa." Reginaldo, no entanto, já estava a meio caminho da entrada da caverna. "Sem tempo para planos! Uma donzela está em perigo, e as flores estão murchando! Avante!" Ele sacou sua espada — mais para exibição do que para lutar de verdade, Beatriz suspeitava — e avançou. Beatriz suspirou, pegando sua sacola. "Às vezes, um pouco de tolice é o melhor tipo de coragem. Vou procurar Mirtilo, a Rata. Ela conhece bem a caverna", murmurou para si mesma.

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Dentro da caverna, Reginald tropeçava na escuridão, esbarrando em pedras e murmurando desculpas a morcegos invisíveis. "Olá? Gloomstone? Grifo Malvado? Tem alguém em casa?" De repente, uma voz rouca grasnou: "Procurando algo, cavaleiro brilhante?" Um velho troll enrugado, com musgo no lugar do cabelo e pedrinhas nos dentes, emergiu das sombras. "Eu sou Grok, o guardião do portão. Você não pode passar sem responder à minha charada: O que tem um olho, mas não pode ver?" Reginald parou, coçando o queixo. "Hum... uma agulha!"

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Grok sorriu, revelando seus dentes de seixo. "Correto! Você pode passar." Ele se afastou, revelando uma passagem escondida. "Mas cuidado", ele alertou, sua voz ecoando, "o covil do Grifo está cheio de ilusões!" Reginald agradeceu a Grok e seguiu em frente. A passagem serpenteava e virava, e o ar ficava mais frio. Ele notou estranhas luzes cintilantes dançando nas paredes. Essas luzes lhe mostravam visões de seu passado – seus fracassos, suas vergonhas. "Então, as ilusões brincam com seus medos!", ele exclamou. "Tática interessante!"

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De repente, a passagem se abriu para uma vasta caverna. Lá, empolegado no topo de uma montanha de moedas de ouro, estava o Grifo. MAS, ele não estava guardando a Pedra Sombria! A joia jazia esquecida em um canto escuro, sua luz diminuída. O Grifo, normalmente uma criatura temível, estava... chorando. Lágrimas enormes e brilhantes rolavam por suas bochechas emplumadas. "Ele... ele se foi!" o Grifo lamentou. "Minha posse mais valiosa! Alguém roubou meu pente!" Reginald se aproximou cautelosamente. Isso não estava saindo como planejado. A Pedra Sombria era secundária; o grifo estava sentindo falta de algo mais pessoal.

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Beatrice e Myrtle chegaram. "O Grifo é conhecido por sua plumagem magnífica. Perder sua crista é como perder a confiança!", Myrtle guinchou, espiando da sacola de Beatrice. Reginald, lembrando-se de suas maçãs de malabarismo, teve uma ideia. Ele tirou um pequeno espelho do bolso e, com a ajuda de Beatrice, começou a refletir a luz do sol nas paredes, criando padrões dançantes. O Grifo, distraído pela luz, esqueceu momentaneamente sua tristeza. "Talvez", Reginald sugeriu, "se encontrarmos sua crista, você se sentirá melhor, e o vale de Elara florescerá novamente?"

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Myrtle, sendo pequena e ágil, correu pela caverna e farejou debaixo de uma pedra solta. "Achei!", ela guinchou, emergindo com um pente dourado e brilhante. O Grifo pegou o pente e alisou suas penas. Seus olhos brilharam, e ele soltou um rugido triunfante. A Gloomstone pulsou, irradiando alegria. "Obrigada, bravo cavaleiro!", o Grifo exclamou. "Agora, pegue a Gloomstone e vá embora! E lembre-se: até os grifos mais mal-humorados precisam de um pouco de vaidade!"

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Reginald pegou cuidadosamente a Pedra Sombria, que agora irradiava um calor suave, e Beatrice a colocou em sua sacola. Eles agradeceram ao Grifo e correram de volta para o vale de Elara. Ao colocar a Pedra Sombria de volta em seu devido lugar, as flores murchas voltaram à vida, explodindo em cores vibrantes. Elara dançou de alegria, cobrindo-os com pétalas de flores. "Vocês salvaram meu vale!", ela exclamou, com a voz cheia de gratidão. Reginald sorriu, um sorriso genuíno e sincero. Ele não precisava de piadas; ele havia trazido alegria.

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De volta ao prado, Reginald sentou-se ao lado de Beatrice, observando o pôr do sol. "Sabe", ele disse pensativo, "às vezes, o riso não é a única resposta. A bondade e um pouco de bobagem podem ser igualmente poderosas." Beatrice aninhou-se em sua mão. "De fato, Reginald. A verdadeira coragem não é sobre lutar contra dragões; é sobre ajudar aqueles que precisam, com ou sem pente." A partir daquele dia, Sir Reginald Ri-Muito continuou a contar piadas, mas também se lembrou do Grifo, da fada e do poder de um coração bondoso. Ele aprendeu que a beleza interior brilha mais do que qualquer armadura.