The Banishment of Napoleon to Elba

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Os minúsculos óculos em um esquilo escorregaram pelo seu nariz enquanto o chão tremia. Um regimento inteiro de texugos, enfeitados com miniaturas de uniformes napoleônicos, marchava, suas mochilas cheias de livros balançando. "Esta floresta nunca mais será a mesma!", guinchou um rato do campo, agarrando um volume de filosofia. Mas onde tudo isso começou?

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Anaya ajustou os próprios óculos, pousados no nariz. "Tudo começou com a Grande Caça ao Papel", Hassan explicou, com a voz baixa. Ele tocou um mapa desgastado coberto de pegadas, o líder do conselho da floresta. "Napoleão Lebreaparte declarou guerra aos sábios corujas!"

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"Corujas acadêmicas?", Tarek guinchou, sua cauda tremendo. Anaya se lembrava de ter ouvido trechos do conflito: as corujas acumulavam todos os melhores textos filosóficos, recusando-se a compartilhar. "As lebres estão dizendo 'conhecimento é poder', mas será que estão indo longe demais?"

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Hassan suspirou, apontando com um graveto para uma minúscula ilustração no mapa. "As Ilhas Elban. Nossa última resistência. Hareaparte construiu uma fortaleza de livros de biblioteca confiscados! Precisamos encontrar uma maneira de negociar antes que ele bane todas as corujas de lá."

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"Negociar com Hareaparte? Ele é impossível!" Anaya exclamou, jogando as mãos para cima. Hassan respondeu: "Lembrem-se do antigo ditado dos texugos: 'A paz é sempre bela.' Até as corujas concordam. Precisamos mostrar isso a ele." Tarek estufou o peito, perguntando: "Como fazemos isso?"

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Hassan sorriu, tirando um livro esfarrapado da mochila. "A lenda diz que os esquilos antigos criaram uma poção que altera a mente usando conhecimento de todos os ramos de estudo. Se conseguirmos replicá-la e compartilhá-la com Hareaparte, sua ordem de banimento será revertida!" Anaya inclinou a cabeça: "Mas a receita está perdida!"

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"Não inteiramente", disse Hassan, folheando as páginas, "parece que eles registraram a receita como um enigma. Apenas uma linha permanece clara o suficiente para ler: 'Onde o conhecimento flui, e a amizade cresce, a resposta aparece.'" Tarek questionou: "Onde podemos encontrar isso na floresta?"

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Os olhos de Anaya se arregalaram. "A antiga fonte da filosofia! Todos os animais se reúnem lá para compartilhar ideias!" Eles correram pela vegetação rasteira, o livro balançando na mochila de Hassan. Ao chegarem à fonte, encontraram animais de todos os cantos da floresta em profunda conversa. "'Onde o conhecimento flui e a amizade cresce...' a fonte!" Anaya gritou.

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Atrás de uma raiz retorcida, eles o encontraram: um pequeno frasco coberto de musgo. "Deve ser isso!" Tarek sussurrou, destampando-o cuidadosamente. O frasco encheu o ar com uma mistura de energia intelectual e amizade. "Esta pode ser a nossa única esperança para reverter o banimento."

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Diante de Hareaparte, Anaya ofereceu-lhe a poção. Ele tomou um gole, seus olhos se arregalando. A fortaleza-livro desmoronou, substituída por uma biblioteca compartilhada. "Voltaire disse: 'Desaprovo o que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-lo'", declarou Hareaparte, rescindindo o banimento, "As corujas podem ficar."