The Day My Pants Walked Away

The Day My Pants Walked Away — cover The Day My Pants Walked Away — page 1

Barnaby, um menino com óculos que escorregavam perpetuamente pelo nariz, entrou na ponta dos pés no Grande Repositório. "Psst, Elara, você está aqui?", ele sussurrou, sua voz ecoando entre as prateleiras imponentes. Elara, empoleirada no topo de uma pilha instável de contos de fadas, olhou para baixo com um sorriso maroto. "Abaixe a voz, Barnaby! Você vai acordar os sonetos adormecidos!", ela sibilou, quase deixando cair um livro encadernado em couro intitulado 'As Aventuras das Calças Andantes'.

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"Calças que andam?", Barnaby perguntou, ajeitando os óculos. "Que bobagem!" Elara folheou as páginas envelhecidas. "Ouça isto: 'A lenda diz que estas calças pertenceram a um feiticeiro travesso que acidentalmente as imbuíu com o poder da locomoção!' Elas podem estar em qualquer lugar!" De repente, um leve farfalhar veio de trás de uma prateleira cheia de diários de viagem. Barnaby engoliu em seco. "Você ouviu isso?"

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"Provavelmente é só o vento", Elara disse, tentando parecer corajosa, mas seus olhos denunciavam seu medo. Ela agarrou o braço de Barnaby. "Mesmo assim, vamos investigar! Como Helen Keller disse, 'A vida é uma aventura ousada ou nada.' Temos que ver o que está fazendo esse barulho!" Barnaby hesitou. "Mas e se forem perigosos?" Elara sorriu, pegando um candelabro. "Então vamos fazer cócegas neles com penas!", ela disse com uma risadinha.

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Eles se esgueiraram por trás da estante, o ar denso com o cheiro de papel velho e sonhos esquecidos. De repente, um par de calças de tweed marrom saiu correndo de trás de uma pilha de atlas! Elas estavam andando – ou melhor, pulando – para longe! "Elas são reais!", Barnaby ofegou. Elara, nunca de recuar diante de um desafio, pegou um espanador de penas longo de um carrinho de limpeza próximo. "Não se eu puder fazer algo a respeito!"

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"Atrás deles!", Elara gritou, brandindo o espanador de penas. As calças, com surpreendente agilidade, desviavam e ziguezagueavam pelas estantes da biblioteca. "Você sabia que as calças costumavam ser chamadas de 'inexprimíveis'?", Barnaby ofegou, tentando acompanhar. Elara parou, no meio da perseguição. "Inexprimíveis?", ela perguntou. "Sim!", Barnaby explicou. "Porque os homens não queriam falar sobre o que estava dentro delas! Agora vamos!"

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A calça os levou em uma perseguição divertida, passando por prateleiras de receitas esquecidas e dicionários empoeirados. De repente, a calça pulou em uma escada rolante e começou a subir em direção à prateleira mais alta da biblioteca! "Ah não, eles estão indo para a seção proibida!" Barnaby gritou, com a voz cheia de pavor. "Não podemos deixá-los chegar lá! Quem sabe que tipo de travessura eles vão causar!"

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"Precisamos de um plano!", exclamou Elara, olhando freneticamente ao redor. Barnaby avistou uma pilha de almofadas velhas. "Tenho uma ideia!", gritou ele. "Elara, distraia-os com o espanador! Eu vou empilhar as almofadas e tentar alcançar a escada!" Com um aceno de cabeça, Elara avançou em direção à escada, agitando o espanador como a lança de um cavaleiro. "Ei, calças! Querem umas cócegas?"

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Barnaby, com um último empurrão, empilhou a última almofada. Ele cambaleou precariamente, esticando-se para pegar a escada. Assim que as calças alcançaram o topo, Barnaby agarrou o degrau de baixo! "Te peguei!", ele gritou. Com um puxão forte, ele afastou a escada da prateleira. As calças, surpresas com o movimento repentino, caíram, aterrissando em uma pilha de mapas antigos! "Ha! Bem feito, suas calças rebeldes!"

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Elara correu, rindo. "Você conseguiu, Barnaby!", exclamou ela. "Agora, como desfazemos a magia destas calças?" Barnaby, lembrando-se do livro, disse: "Mencionava um contrafeitiço envolvendo... rimas bobas!". Elara sorriu. "Rimas bobas? Isso vai ser divertido!". Juntos, eles começaram a recitar todas as rimas sem sentido que conseguiam pensar. "Rosas são vermelhas, violetas são azuis, calças que andam, dizemos adeus!"

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Ao terminarem a rima, as calças brilharam e então desabaram em um par de calças normal e inanimado. "Conseguimos!", Barnaby comemorou, seus óculos quase caindo do nariz. Elara sorriu. "Quem diria que rimas bobas poderiam salvar o dia?" Barnaby sorriu, olhando ao redor do Grande Repositório. "Bem", ele afirmou, "acho que as aventuras podem vir em todas as formas e tamanhos."