The Day Nobody Played With Me
O balanço rangia uma melodia solitária enquanto Finn, de dez anos, se jogava em um banco, chutando a poeira. Maya, geralmente borbulhando de riso, sentava-se ao lado dele, estranhamente quieta, desenhando furiosamente em seu caderno. "Ninguém quer brincar hoje", Finn murmurou, observando as crianças passarem em direção a um jogo de queimada. "É como se eu fosse invisível."
"Olha," Maya disse, cutucando Finn com o cotovelo, "lembra daquele velho poço dos desejos que a Senhora Willow nos contou? Ela disse que está escondido em algum lugar na floresta perto do riacho." Finn se animou um pouco. "Aquele em que você tem que sussurrar um desejo secreto?", ele perguntou cético. "Ela também disse que é guardado por um... gnomo rabugento que coleciona botões perdidos", Maya acrescentou, com um brilho maroto nos olhos.
"Um gnomo rabugento? Sério, Maya?" Finn zombou, mas um pequeno sorriso brincava em seus lábios. "Bem", disse Maya, pulando, "como Helen Keller disse, 'Sozinhos podemos fazer tão pouco; juntos podemos fazer tanto.' Vamos encontrar aquele poço dos desejos! Talvez ele possa nos desejar alguns amigos." Finn hesitou por um momento, então sorriu. "Tudo bem, vamos caçar botões!"
A floresta estava salpicada de luz solar enquanto Finn e Maya seguiam um riacho sinuoso. "Acho que é por aqui", disse Maya, apontando para um emaranhado de arbustos espinhosos. "Espere", disse Finn, parando abruptamente. "Meus tênis novos!" Ele tentou passar pelos espinhos, mas eles prenderam seus cadarços. "Ai! Isso é impossível!"
"Olha!" Maya exclamou, apontando para uma grande rocha plana coberta de musgo. "Tem algo esculpido nela." Elas removeram o musgo para revelar um conjunto de símbolos estranhos. "A Senhora Willow nos falou sobre isso", disse Maya. "São símbolos antigos da natureza que te guiam até o poço dos desejos."
Seguir os símbolos os levou a uma parte escura e coberta de vegetação da floresta. De repente, um rosnado baixo ecoou entre as árvores. "O que foi aquilo?", Finn sussurrou, com os olhos arregalados de medo. Um pequeno gnomo, com uma aparência mal-humorada, saiu de trás de uma árvore, segurando uma pequena rede cheia de botões coloridos. "Vocês estão invadindo meu território de coleta de botões!"
"Não foi por querer!", exclamou Maya. "Estamos procurando o poço dos desejos. A Senhora Willow nos disse que você o guarda." O gnomo bufou. "Guardá-lo é chato! Além disso, perdi meu botão azul favorito e não consigo encontrá-lo em lugar nenhum." Finn olhou para Maya. "Talvez possamos ajudá-lo a encontrá-lo!"
Eles procuraram por toda parte, mas o botão azul não estava em lugar nenhum. Finn se lembrou dos arbustos espinhosos. "Espere!", ele gritou. "Talvez tenha ficado preso nos espinhos quando meus tênis emperraram!" Eles correram de volta para o matagal. Finn cuidadosamente afastou os espinhos, e lá estava: o botão azul favorito do gnomo! "Como Leonardo da Vinci disse, 'de vez em quando, afaste-se, relaxe um pouco, pois quando você voltar ao seu trabalho, seu julgamento será mais seguro.' Acontece que uma pequena pausa me ajudou a lembrar!", Finn declarou triunfantemente.
O gnomo, radiante, os levou a uma clareira escondida onde havia um lindo poço de pedra, coberto de flores. "Obrigado!", ele guinchou. "Agora, digam-me seus desejos!" Finn e Maya se entreolharam. "Desejamos não ser invisíveis", Finn disse suavemente. Eles sussurraram seus desejos para o poço.
No dia seguinte, Finn e Maya entraram no parque, antecipando nervosamente outra tarde solitária. Mas, desta vez, algo estava diferente. Crianças acenaram, convidando-os para se juntar aos seus jogos. Rindo, Finn e Maya correram para participar, não mais invisíveis. Eles perceberam que, às vezes, um pouco de ajuda e amizade é tudo o que você precisa.