The Dolphin's Song

The Dolphin's Song — cover The Dolphin's Song — page 1

O Mercado do Céu fervilhava de atividade, barracas transbordando com clima engarrafado: sol, chuva, até mesmo uma nevasca em um pote! Sora pulava pela multidão, seus olhos arregalados de admiração. "Olha, Hassan! Um arco-íris em uma garrafa!", ela exclamou, apontando para um frasco cintilante erguido por um mercador de nuvens.

The Dolphin's Song — page 2

Hassan riu, ajustando cuidadosamente sua sacola. "Cuidado para não quebrar nada, Sora. Precisamos de todas as nossas moedas-do-céu se quisermos comprar amoras-das-nuvens para a mamãe." De repente, uma melodia estranha flutuou pelo mercado, diferente de tudo o que já tinham ouvido. Parecia emanar de uma barraca escondida em um canto mais tranquilo.

The Dolphin's Song — page 3

"Que som lindo é esse?", Sora perguntou, puxando Hassan na direção da fonte. Ele hesitou. "Está vindo da barraca do Tane", Hassan disse, a voz um pouco preocupada. "Ele é um pouco... excêntrico." Sora, destemida, marchou à frente. "Como Helen Keller disse, 'As melhores e mais belas coisas do mundo não podem ser vistas nem tocadas - elas devem ser sentidas com o coração.' Vamos, Hassan!"

The Dolphin's Song — page 4

Eles chegaram à barraca de Tane, apinhada de engenhocas estranhas e poções borbulhantes. Um brilho etéreo emanava de um grande tanque ornamentado, cheio de água cintilante. Flutuando dentro dele estava um pequeno golfinho ferido, cantando uma melodia assombrosa. "Essa não é uma canção das nuvens", Hassan sussurrou. "Golfinhos não pertencem ao céu!"

The Dolphin's Song — page 5

"Ela está cantando sobre o oceano", Tane explicou, sua voz surpreendentemente gentil. "Sobre recifes de coral e correntes profundas. Eu a encontrei presa em uma rede celeste, longe de sua casa." Sora franziu a testa. "Mas golfinhos precisam de água salgada, não é? Esta água parece... doce." Tane assentiu, acariciando o queixo. "De fato. A salinidade está errada. Está diluída com chuva celeste."

The Dolphin's Song — page 6

"O oceano está muito abaixo do céu; se ela não nadar na água certa, talvez não sobreviva", declarou Hassan tristemente. Os olhos de Sora se arregalaram. "Mas como podemos ajudá-la? Não podemos simplesmente... despejar uma garrafa de água do mar no aquário." Tane suspirou. "Tenho tentado criar uma solução salina, mas todas as minhas tentativas falharam. Sal do céu e sal do oceano são... diferentes. Estou usando a proporção errada, mas não sei qual é!"

The Dolphin's Song — page 7

"Espera!", Sora exclamou, lembrando-se de algo. "O vovô costumava dizer que o sal do oceano é feito com três partes de ar do oceano, uma parte de clima marítimo e uma parte de areia do mar. Ele dizia que o segredo estava no redemoinho!" Os olhos de Tane se iluminaram. "É isso! O redemoinho replica as correntes oceânicas! Precisamos replicar a fórmula. Hassan, você tem suas garrafas de clima? Eu vou moer areia de uma pedra celeste!"

The Dolphin's Song — page 8

Eles trabalharam rapidamente, medindo e misturando cuidadosamente os ingredientes em um grande béquer de vidro. A mistura cintilava, imitando as profundezas turquesa do oceano. Tane cuidadosamente despejou a água salgada no tanque. O golfinho chilreou alegremente, sua melodia mudando para uma canção de alívio! Sora sorriu. "Ela está cantando sobre casa!", exclamou ela. "A água certa a traz de volta à felicidade!"

The Dolphin's Song — page 9

Tane soltou o golfinho da rede do céu, e ela nadou mais forte do que nunca. Eles abriram o fundo do tanque para permitir que ela nadasse para o céu aberto e o oceano. Hassan sorriu. "Sabe, 'Estamos mais vivos quando estamos apaixonados', como disse John Updike. E aquele golfinho está finalmente apaixonado pelo oceano, com seu verdadeiro lar!"

The Dolphin's Song — page 10

Enquanto o golfinho alçava voo em direção ao oceano, sua canção ecoava pelo Mercado Celeste, um lembrete da importância do lar e do pertencimento. Sora sorriu para Hassan. "Fizemos uma nova amiga e ajudamos uma antiga a voltar para onde precisava estar!", disse ela, sorrindo para o golfinho. Hassan assentiu. "Talvez abraçar as diferenças nos torne mais fortes!"