The Dragon of the East

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A caverna cintilava com fungos bioluminescentes, lançando um brilho etéreo sobre a movimentada vila de cogumelos abaixo. A pequena Elara ajustou seus óculos, espiando através do ar úmido o mercado. "Depressa, Pip!", ela chamou seu ágil companheiro, uma criatura peluda com orelhas enormes. "O vovô diz que os Cristais de Fogo são mais baratos antes do meio-dia!"

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"Quase lá!", Pip guinchou, saltitando à frente. Eles chegaram à barraca do Vovô Faelan, transbordando de pedras cintilantes. "Elara, você chegou bem a tempo", o velho e sábio fazendeiro de cogumelos riu, seu rosto marcado por rugas profundas. "Desenterrei algo extraordinário hoje — um fragmento de Escama de Dragão! Dizem que amplifica o poder dos Cristais de Fogo, mas precisa de uma Pedra de Dragão especial para desbloquear sua magia."

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"Uma Pedra do Dragão?" Elara perguntou, arregalando os olhos. Vovô Faelan assentiu gravemente. "A lenda diz que ela está escondida no Covil do Dragão, guardada pelo Dragão do Leste." Pip tremeu. "O Dragão? Mas...mas é só um mito!" Elara respirou fundo. "'A jornada de mil milhas começa com um único passo', Vovô", ela declarou, citando o filósofo Lao Tzu. "Temos que tentar."

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A jornada deles os levou por túneis sinuosos, o ar ficando mais quente a cada passo. "Acho que estamos perto", disse Elara, enxugando o suor da testa. De repente, um estrondo ecoou pela passagem. Besouros gigantes e brilhantes bloqueavam o caminho deles! "Não podemos contorná-los; o túnel é muito estreito!", gritou Pip. Elara examinou a cena, avistando cristais soltos no teto.

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"Lembra o que o vovô Faelan disse?", Elara sussurrou. "Besouros são atraídos por luz forte!" Ela tirou um Cristal de Fogo da bolsa e o jogou para o lado oposto do túnel. Os besouros, hipnotizados, cambalearam em direção à luz. "Agora é a nossa chance!", Elara gritou, agarrando a pata de Pip. Eles passaram correndo pelos besouros distraídos, mais fundo no covil, descobrindo um antigo e esquecido acampamento de mineradores.

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Dentro do acampamento, eles encontraram um diário esfarrapado. "'Dia cento e quarenta e sete... o canto do dragão ecoa... está mudando... escamas lindas... mas o coração...'" Elara leu em voz alta, sua voz tremendo. Pip apontou para um mapa malfeito mostrando uma passagem secreta atrás de uma cachoeira. "O Covil do Dragão não é uma caverna! É uma criatura transformada, e está mudando!" Elara ofegou. "Mas e a Pedra do Dragão?"

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Seguindo o mapa, eles chegaram a uma cachoeira em cascata. "É tão barulhento!", Pip gritou por cima do rugido da água. Elara tocou a rocha fria e escorregadia atrás das quedas, encontrando uma alavanca escondida. Com um gemido, a cachoeira se abriu, revelando uma caverna cintilante. "Deve ser aqui!", Elara exclamou. "Mas tome cuidado, Pip. Não sabemos o que nos espera."

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Lá dentro, eles não encontraram uma fera temível, mas um magnífico dragão, com as escamas cintilando com todas as cores imagináveis. Ele cantava uma canção triste, com o coração consumido por um estranho e escuro cristal. "A canção... o diário...", Elara percebeu. "Ele está preso!" Lembrando do fragmento da Escama de Dragão, ela o ergueu. "Talvez a Pedra do Dragão não seja uma pedra, afinal, mas um ato de bondade!", ela exclamou. "Vamos mostrar-lhe algum carinho, Pip!"

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Pip se aproximou cautelosamente do dragão, oferecendo-lhe um cogumelo brilhante. Enquanto o dragão gentilmente pegava a oferenda, um feixe de luz disparou do fragmento da Escama de Dragão, estilhaçando o cristal escuro. O dragão rugiu, não mais de dor, mas de gratidão. A caverna começou a tremer. "Temos que ir!", Elara gritou. "Agora!"

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De volta à vila dos cogumelos, Elara e Pip olharam para a cachoeira. "Nós conseguimos!", Pip guinchou. Elara sorriu. "Bondade e coragem", ela disse. "Elas podem mudar até o dragão mais temível." Vovô Faelan sorriu radiante. "E lembre-se, Elara, 'As melhores e mais belas coisas do mundo não podem ser vistas nem tocadas - elas devem ser sentidas com o coração', como disse Helen Keller."