The Egyptian Cat Goddess
"Olha, Elina, que luz cintilante é aquela?", Kai perguntou, apontando para um brilho pulsante mais fundo na trincheira. Elina ajustou seu farol, cujo feixe cortava a escuridão total. "Poderia ser a lendária Cidade Submersa de Bastet?", ela exclamou, com a voz cheia de excitação. Ela pegou os controles de seu submersível, pronta para pilotar em direção à aventura.
"De acordo com este mapa antigo, a cidade é protegida por uma barreira mágica", disse Elina, apontando para um pergaminho desbotado. Kai se inclinou, traçando os estranhos símbolos com o dedo. "Diz que a barreira só pode ser aberta por alguém com um 'coração puro' e conhecimento do canto sagrado de Bastet." Ele encontrou uma página rasgada de um livro: "Bastet amava gatos e recompensava a bondade". "Talvez possamos usar isso!"
"O impedimento para a ação avança a ação. O que está no caminho se torna o caminho", disse Marco Aurélio, rosnou uma voz. Um enorme tamboril bioluminescente nadou para mais perto, revelando uma tartaruga marinha velha e mal-humorada montada em sua cabeça. "Eu sou Bartolomeu, guardião destas águas. Por que vocês perturbam a cidade?", Elina declarou: "Não estamos aqui para roubar; apenas para nos maravilhar com suas maravilhas."
"Provem seus corações puros, então!", desafiou Bartolomeu. "Resolvam minha charada: Tenho cidades, mas não casas; florestas, mas não árvores; e água, mas não peixes. O que sou eu?" Kai coçou a cabeça. "Um mapa!", Elina gritou. Bartolomeu resmungou: "Correto. Mas a barreira ainda exige o encantamento. Recitem-no corretamente, ou serão banidos!"
Elina hesitou. "Lembro-me de ter lido que o ronronar de um gato era a chave para o coração de Bastet", Kai murmurou. Elina assentiu e tentou imitar o som: "Purrrrrr..." De repente, o oceano ao redor deles brilhou com uma luz esmeralda, e um portal enorme e ornamentado apareceu diante deles. "Incrível!", ela ofegou. "Funcionou!"
Ao entrarem, um enxame de minúsculos escaravelhos mecânicos passou zunindo. "Estes são guardiões antigos", Bartholomew explicou, "eles atacarão qualquer coisa impura." De repente, um deles avançou contra Kai, suas pinças estalando. Elina empurrou Kai para fora do caminho, mas o escaravelho rasgou um buraco em seu traje de mergulho. "Temos que ter cuidado!", ela gritou, a adrenalina correndo em suas veias.
"Lembra o que aquele livro disse? 'Bastet recompensava a bondade'", Kai a lembrou. Ele rapidamente pegou um pedaço de coral e o ofereceu ao escaravelho. Para a surpresa deles, o escaravelho parou, então gentilmente pegou o coral e voou para longe. "Parece que eles só atacam quem não é gentil!", Elina exclamou. Ela remendou seu traje, parecendo aliviada.
Mais fundo na cidade, eles encontraram o templo de Bastet, guardado por um colossal gato de pedra. Seus olhos brilhavam de forma sinistra. "O teste final: só quem mostra verdadeira coragem pode passar", Bartholomew alertou. Elina lembrou-se da página rasgada que mostrava que Bastet recompensa a bondade e como ela empurrou Kai para fora do caminho. Firmando sua resolução, Elina deu um passo à frente e tocou gentilmente a pata do gato. "Eu escolhi a segurança do meu amigo acima da minha própria!"
O gato de pedra ronronou, e as portas do templo se abriram, revelando uma câmara deslumbrante cheia de tesouros antigos. "Vocês provaram ser dignos", anunciou Bartolomeu. "Bondade e coragem são os maiores tesouros de todos." Elina e Kai trocaram sorrisos. "Deveríamos levar alguns desses artefatos de volta", sugeriu Kai. Elina balançou a cabeça. "Esses tesouros pertencem a este lugar. Deveríamos levar histórias de volta!"
"Aprendemos que mesmo o oceano mais profundo guarda beleza e bondade, Elina", Kai comentou enquanto o submersível deles subia. "O verdadeiro tesouro não é ouro, mas a coragem de ser gentil, especialmente quando é difícil", ela respondeu, lembrando-se de sua própria bravura. "Assim como o ditado, 'As melhores e mais belas coisas do mundo não podem ser vistas ou tocadas - elas devem ser sentidas com o coração', como disse Helen Keller", Elina sorriu. Ela ligou o motor.