The Explorer's Compass — Ler em português
Os títulos das histórias ainda aparecem em inglês; o texto de cada história está em português.
O vento chicoteava o manto de Elara enquanto ela corria pelos penhascos, seu riso ecoando no ar salgado. Atrás dela, Thomas, seu irmão mais novo, lutava para acompanhar, com as bochechas coradas. Eles não estavam apenas brincando; estavam procurando. O avô deles, um renomado explorador, havia desaparecido meses atrás, deixando para trás apenas um mapa enigmático e sua posse mais valiosa: uma bússola que supostamente apontava para o passado. "Espere por mim, Elara!", Thomas chamou, tropeçando em uma pedra solta. "Acho que vejo algo!"
Thomas apontou para um pequeno baú desgastado, semienterrado na areia. Os olhos de Elara se arregalaram. "O baú do vovô!", ela exclamou. Eles lutaram para abri-lo, as dobradiças gemendo em protesto. Dentro, aninhada entre veludo desbotado, estava a bússola. Elara a pegou cuidadosamente. Ela girou descontroladamente, depois se acalmou, não para o Norte, mas para um ponto atrás deles, em direção às ruínas antigas e desmoronando que sempre foram avisados para evitar. "Mas o vovô sempre disse para nunca chegar perto do Forte Antigo!", Thomas exclamou, a voz tremendo.
"Ele também disse que verdadeiros exploradores nunca fogem de um desafio", Elara retrucou, com a voz firme. "E se esta bússola realmente mostra o passado, talvez possamos descobrir o que aconteceu com ele!" Thomas hesitou, depois assentiu, seu medo temperado pela determinação. "Mas ficaremos juntos", ele insistiu. Nesse instante, uma voz rouca os assustou. "Procurando por algo, é?" Um velho magro com um brilho nos olhos emergiu de trás de uma formação rochosa. Era Silas, o velho faroleiro, conhecido por seu conhecimento de lendas locais. "Portanto", disse Elara. "Devemos explorar as ruínas."
"O Forte Antigo guarda segredos que é melhor deixar enterrados", Silas avisou, com a voz baixa. "Mas... a bússola é atraída por algo dentro daquelas paredes. Posso mostrar-lhes uma passagem secreta, escondida há muito tempo." Ele os levou a uma abertura oculta atrás do farol, mascarada por hera espessa. "A passagem é traiçoeira. Tenham cuidado. As paredes podem desmoronar, e o caminho pode enganá-los, mas a bravura será o seu guia." Elara e Thomas trocaram um olhar. "Estamos prontos", Elara disse. Thomas engoliu em seco, tentando esconder o medo. "Mas, e se houver fantasmas?"
Eles se espremeram pela abertura, encontrando-se em um túnel estreito e sinuoso. Teias de aranha grudavam em seus rostos, e o ar estava denso com o cheiro de terra úmida. Enquanto se aventuravam mais fundo, Elara notou estranhas marcações nas paredes – símbolos que lembravam constelações. "Estes são antigos mapas estelares", ela sussurrou. "O vovô os mencionou em seus diários. Ele acreditava que eles continham pistas para navegar no tempo!" De repente, uma seção da parede cintilou, revelando uma câmara escondida. Dentro dela, um grande e ornamentado relógio tiquetaqueava lentamente.
Ao entrarem na câmara, o relógio começou a badalar, seu som ecoando pelo túnel. A sala vibrou, e as paredes pareceram derreter, substituídas por um vórtice giratório de cores. "O que está acontecendo?!" Thomas gritou, agarrando a mão de Elara. "A bússola! Está brilhando!" Elara gritou. A bússola começou a puxá-los em direção ao vórtice, a atração ficando mais forte a cada badalada. Mas, quando o relógio bateu meia-noite, o vórtice desabou, deixando-os presos em um lugar completamente diferente. Eles saíram para uma rua de paralelepípedos movimentada. Sumiram as ruínas, os penhascos, o farol! Sumiu tudo. "Portanto, estamos presos aqui. No passado."
"Onde estamos?", Thomas sussurrou, os olhos arregalados de medo. Elara respirou fundo. "Eu não sei, mas a bússola ainda está apontando. Precisamos segui-la." Eles navegaram pela rua lotada, desviando de carruagens puxadas por cavalos e curiosos. Uma gentil mulher vendendo flores notou suas expressões confusas. "Perdidos, estão?", ela perguntou. "Esta é a cidade de Aethelburg no ano de mil e sessenta e seis. Uma grande celebração para o novo Rei!" Elara e Thomas trocaram olhares preocupados. Então, Elara teve uma ideia. "Talvez devêssemos perguntar sobre o vovô?"
Eles passaram dias procurando, perguntando a todos que encontravam sobre um homem alto com um sorriso gentil e uma sede de conhecimento. Finalmente, um velho ferreiro reconheceu a descrição. "Seu avô? Ele passou por aqui semanas atrás! Ele estava procurando um artefato lendário, um amuleto que dobra o tempo, escondido no cofre do Rei!", exclamou ele. "Mas o Rei foi derrubado por invasores do Norte. O amuleto está perdido!" O coração de Elara afundou. Thomas apertou a mão dela. Elara então disse, com súbita determinação: "O passado não está escrito em pedra, Thomas. Nós podemos mudá-lo."
Elara elaborou um plano. Com a perspicácia de Thomas e seu conhecimento dos mapas estelares, eles se infiltraram no castelo, agora ocupado pelos invasores. Eles navegaram pelos corredores labirínticos, evitando os guardas. Usando os mapas estelares como guia, eles localizaram a passagem secreta para o cofre. Lá dentro, em meio a pilhas de ouro e joias, estava o amuleto. Quando Elara estendeu a mão para pegá-lo, uma voz rouca trovejou: "O que vocês pensam que estão fazendo?". Um guerreiro Viking imponente bloqueou o caminho deles, seu machado reluzindo à luz das tochas. O passado estava sendo reescrito bem diante dos olhos deles.
Thomas, lembrando-se de um truque que o avô lhes ensinara, atirou um punhado de joias aos pés do guerreiro. O guerreiro tropeçou, distraído, e Elara pegou o amuleto. Enquanto ela o segurava, o relógio tocou novamente. Eles foram puxados de volta através do vórtice, aterrissando de volta nas ruínas. O avô estava esperando, sorrindo. "Eu sabia que vocês me encontrariam", disse ele. "A bússola não aponta apenas para o passado; ela nos mostra o caminho para a bravura." Elara olhou para Thomas, seu coração inchado de orgulho. Eles haviam enfrentado seus medos, trabalhado juntos e aprendido que o maior tesouro era a coragem dentro de si mesmos. A melhor parte? Eles nunca estariam perdidos enquanto tivessem um ao outro.