The Firefly Lantern — Ler em português
Os títulos das histórias ainda aparecem em inglês; o texto de cada história está em português.
"Olha, Elara, não é magnífico?", Finn gritou, apontando para os distantes picos das montanhas que roçavam as nuvens. Elara protegeu os olhos, espiando a figura colossal abaixo de sua aldeia. "Magnífico e inquietante", ela respondeu, um arrepio percorrendo sua espinha. A aldeia deles, aninhada entre as cristas espinhosas das costas do gigante, tinha sido seu lar por gerações, mas Elara nunca se acostumou completamente com os roncos que faziam a terra tremer.
De repente, um grito frenético ecoou pela aldeia: "A lanterna! A lanterna de vaga-lume sumiu!". O Velho Silas tropeçou pela praça, o rosto marcado pela preocupação. "Sem ela, o gigante vai acordar e se mexer em seu sono", Silas ofegou, apertando o peito. "E o que acontece então?", Finn perguntou, a voz quase um sussurro, os olhos arregalados. Elara o cutucou, lembrando-se da história de sua avó sobre um antigo enigma a respeito do poder da lanterna, passado por gerações de anciãos da aldeia.
"Temos que encontrá-lo", Elara declarou, a voz firme apesar do tremor nas mãos. Finn assentiu, seu habitual semblante alegre substituído por uma determinação sombria. "Mas por onde sequer começamos?", ele perguntou, coçando a cabeça. Elara lembrou-se de algo: "A vovó costumava dizer: 'A jornada de mil milhas começa com um único passo', como disse Lao Tzu, e precisamos começar em algum lugar." Ela então sussurrou: "Lembro-me de um mapa desbotado guardado dentro de um livro empoeirado na biblioteca da vila, talvez ele contenha uma pista."
Dentro da biblioteca, prateleiras imponentes estavam repletas de tomos antigos. Eles se apressaram, puxando livro após livro, partículas de poeira dançando nos feixes de luz solar que atravessavam as janelas empoeiradas. "Aqui está!" Finn exclamou, puxando cuidadosamente um livro encadernado em couro. Ao abri-lo, um pequeno mapa intrincadamente desenhado flutuou até o chão. "Mas o que são esses símbolos estranhos?" Elara perguntou, apontando para uma série de marcações no mapa.
"Aqueles símbolos combinam com as runas antigas gravadas nas escamas do gigante perto das Cataratas Sussurrantes", uma nova voz chilreou. Eles se viraram para ver Maya, uma garota de olhos brilhantes com uma cascata de cabelos ruivos flamejantes. "Minha avó me ensinou a lê-los", ela ofereceu, um sorriso confiante brincando em seus lábios. "O mapa leva a uma passagem escondida sob as cataratas, onde a lanterna de vaga-lume foi guardada há muito tempo", Maya explicou.
A jornada para as Cataratas Sussurrantes era traiçoeira. Rochas pontiagudas e musgo escorregadio tornavam cada passo um desafio. "Nunca vamos conseguir!", Finn bufou, tropeçando. De repente, o chão sob eles estremeceu. Um ronco profundo e gutural ecoou pelo vale. "O gigante está acordando!", Elara gritou. "Temos que nos apressar!", Maya insistiu, apontando para uma fenda estreita escondida atrás da água em cascata.
Dentro da passagem, o ar ficou denso e pesado. Estranhos fungos luminosos iluminavam as paredes úmidas. "Ugh, que cheiro é esse?" Finn engasgou, apertando o nariz. "Não se preocupe, é só musgo luminescente", Maya explicou, pegando um pedaço e entregando a Finn. "Use-o para iluminar nosso caminho", ela instruiu. Com o musgo fornecendo um brilho suave e misterioso, eles se aventuraram mais fundo no desconhecido.
Eles chegaram a uma vasta caverna, onde a lanterna de vaga-lumes estava suspensa no teto por uma delicada corrente. Mas, guardando-a, estava um grotesco Grolak, com seus olhos brilhando ameaçadoramente. "Estamos perdidos!", Finn choramingou. "Ainda não", disse Elara, lembrando-se do enigma de sua avó: "O que dança sem pernas e canta sem voz?". Ela sussurrou para Finn e Maya: "Vaga-lumes! Usamos o musgo luminescente para atrair vaga-lumes, e eles criarão uma dança de luz para distrair o Grolak."
Finn e Maya rapidamente espalharam o musgo luminescente pela caverna. Logo, centenas de vaga-lumes se aglomeraram em direção à luz, criando um espetáculo hipnotizante. O Grolak, cativado pelas luzes dançantes, ficou desorientado. "Agora!" Elara gritou. Eles avançaram, pegaram a lanterna e fugiram da caverna enquanto o Grolak rugia de frustração. Ao escaparem, Elara gritou: "Nós conseguimos!"
De volta à aldeia, eles devolveram a lanterna de vaga-lume ao seu devido lugar. O gigante voltou a um sono tranquilo. "Nós conseguimos, Elara", disse Finn, com um largo sorriso no rosto. Elara sorriu, "De fato, Finn, como Helen Keller disse, 'Embora o mundo esteja cheio de sofrimento, ele também está cheio da superação dele.' Nós mostramos coragem e bondade, e é isso que realmente importa."