The First Kid on Mars — Ler em português
Os títulos das histórias ainda aparecem em inglês; o texto de cada história está em português.
Leo ajustou seu capacete grande demais, a poeira vermelha marciana rodopiando em torno de suas botas. Ao lado dele, Maya pulava de impaciência. "Pronto para a primeira corrida infantil em Marte?", ela perguntou, sua voz chiando pelos comunicadores. Leo sorriu, apertando o controle de seu rover, apelidado de "Rusty". "Nascido pronto! Apenas tente me acompanhar, Maya." Era isso — um momento para os livros de história. A buzina de partida soou, e os rovers dispararam, deixando rastros gêmeos na areia cor de ferrugem. A aventura estava começando.
A corrida foi emocionante. Rusty lidou com o terreno acidentado surpreendentemente bem. "Estou assumindo a liderança!", gritou Leo, manobrando para passar por uma imponente formação rochosa. MAS, de repente, Rusty engasgou, tossiu e parou completamente. "Leo! O que aconteceu?", Maya chamou, puxando Comet para o lado. "Não sei! Falha no motor, talvez?", Leo mexeu nos controles, o rosto marcado pela preocupação. O veículo era a única maneira de voltarem ao habitat Ares Seis. Sem ele, estavam presos. "Bem, há uma antiga estação de pesquisa a cerca de cinco quilômetros a oeste. Provavelmente está abandonada, mas pode ter ferramentas", Maya afirmou com naturalidade.
Leo bateu o punho no painel. "Cinco quilômetros? A pé? Com esses trajes?" Maya assentiu, com a expressão sombria. "É a nossa única escolha. POR ISSO, precisamos pegar o kit de reparo de emergência e um pouco de água. Pode haver algo naquela estação que possa nos ajudar." Leo hesitou, olhando para o sol poente. "Vai escurecer logo..." Maya pegou um dispositivo portátil. "De acordo com isso, uma tempestade de poeira também está vindo em nossa direção. Vamos!" Com um olhar compartilhado de determinação, eles pegaram seus suprimentos e começaram a caminhar em direção à estação abandonada.
A caminhada foi árdua. O sol marciano castigava-os, e os pesados trajes tornavam cada passo uma luta. "Já chegamos?", Leo choramingou. Maya consultou seu aparelho. "Quase. Logo depois daquela crista." Ao chegarem ao topo, viram: uma pequena estrutura dilapidada, semienterrada na areia. De repente, uma figura emergiu da estação! Era uma mulher mais velha, em um uniforme azul desbotado, o rosto marcado pelo tempo e pelas linhas. "Ora, vejam só o que o vento trouxe. Vocês dois estão perdidos ou algo assim?", ela disse.
"Nosso jipe quebrou", Maya explicou. "Estávamos esperando que você tivesse algumas ferramentas ou peças de reposição." A mulher, que se apresentou como Doutora Aris, riu. "Este lugar não é usado há anos. A energia acabou, as comunicações estão mortas. Eu estou apenas... esperando." Ela os levou para dentro. A estação estava empoeirada e bagunçada, mas surpreendentemente intacta. Em um canto, Leo avistou algo interessante: um pequeno jipe coberto com rodas maiores. "O que é aquilo?", ele perguntou, apontando. "Ah, aquele é o 'Saltador de Areia'. Ele foi construído para explorar aquelas cavernas. Debaixo da superfície, existem tubos de lava gigantescos!", disse a Doutora Aris.
"O Sand Hopper pode funcionar por uma curta distância na superfície, certo?", perguntou Maya. A Dra. Aris franziu a testa. "Ele precisa de uma bateria totalmente carregada. Os sistemas de energia da estação estão offline. Eu também não tenho nenhuma ferramenta para fazer o seu rover funcionar." A esperança de Leo despencou. ALÉM DISSO, as notícias pioraram quando a Dra. Aris verificou seu dispositivo meteorológico. "A tempestade de poeira está se intensificando. Ela chegará em algumas horas. Vocês não podem ficar lá fora." Leo olhou para Maya, com medo nos olhos. "Estamos presos! Precisamos encontrar uma maneira de carregar aquele Sand Hopper, e rápido!"
"Espere um minuto", disse Maya, estalando os dedos. "E os painéis solares? Podem ser velhos, mas se os angulássemos do jeito certo, conseguiríamos carga suficiente." O rosto de Leo se iluminou. "Vale a pena tentar! Mas precisamos trabalhar juntos." Maya, com seu conhecimento de ângulos e luz solar, dirigiu o posicionamento dos pesados painéis. Leo, com sua força surpreendente, ajudou a posicioná-los. Doutor Aris, impressionado com o trabalho em equipe deles, encontrou alguma fiação antiga e ajudou a conectar os painéis à bateria do Sand Hopper, mostrando-lhes como.
Horas se passaram. A tempestade de poeira rugia lá fora, sacudindo a estação. Finalmente, uma pequena luz verde piscou no console do Sand Hopper. "Está carregando!", exclamou Maya. Mas, nesse exato momento, as luzes piscaram e morreram. Um cabo se rompeu, mergulhando-os na escuridão. "É isso! Estamos perdidos!", Leo gritou em desespero. Naquele instante, o Doutor Aris disse calmamente: "Às vezes, a menor faísca pode acender a maior coragem. Respirem fundo, vocês conseguem!"
Lembrando as palavras do Doutor Aris, Leo pegou uma lanterna e a apontou para o cabo quebrado. Maya rapidamente encontrou um fio sobressalente e, juntos, eles reconectaram o circuito. A luz verde piscou de volta à vida, mais brilhante do que antes. Eles conseguiram! O Sand Hopper estava carregado o suficiente para uma curta viagem. Juntando seus equipamentos, eles se despediram do Doutor Aris. "Obrigado", Leo disse sinceramente. "Você nos salvou." O Doutor Aris sorriu, "Vocês se salvaram. Não se esqueçam disso."
Leo e Maya entraram no Sand Hopper e partiram em direção aos seus rovers desativados. A jornada foi acidentada e tensa, mas eles conseguiram. Eles repararam Rusty usando peças do Sand Hopper e voltaram mancando para o habitat Ares Seis. De volta à segurança da base, Leo olhou para Maya. "Nós conseguimos! Fomos corajosos e trabalhamos juntos, exatamente como você disse." Maya sorriu. "Formamos uma boa equipe, hein?" Leo sorriu, uma nova confiança em seus olhos. Ele percebeu que as maiores descobertas não são apenas sobre explorar novos mundos, mas sobre descobrir do que você é capaz.