The Ghost of Willow Creek — Ler em português

Os títulos das histórias ainda aparecem em inglês; o texto de cada história está em português.

The Ghost of Willow Creek — capa do livro — Wonder Books A velha ponte de Willow Creek rangia e gemia sob o peso das bicicletas de Leo e Maya. "Aposto que você não consegue chegar ao outro lado sem olhar para trás!"…

A velha ponte de Willow Creek rangia e gemia sob o peso das bicicletas de Leo e Maya. "Aposto que você não consegue chegar ao outro lado sem olhar para trás!", Leo desafiou, já na metade da estrutura precária. Maya, sempre cautelosa, ajeitou os óculos. "O último a chegar tem que comer uma minhoca!", Leo gritou por cima do ombro. Nesse instante, um vulto branco chamou a atenção de Maya perto da beira da água. Mas Leo já estava muito à frente. Eles tinham ouvido histórias sobre um fantasma assombrando Willow Creek, mas Maya nunca lhes deu muita atenção. O que poderia ser?

Leo parou bruscamente do outro lado da ponte. "Ha! Eu venci! Agora você me deve..." Ele parou no meio da frase, percebendo que Maya não o havia seguido. "Maya?

Leo parou bruscamente do outro lado da ponte. "Ha! Eu venci! Agora você me deve..." Ele parou no meio da frase, percebendo que Maya não o havia seguido. "Maya? O que foi?" Ele se virou, agora preocupado. Maya apontou um dedo trêmulo para o riacho. "Lá... nas árvores... eu vi algo branco." Leo zombou. "Provavelmente só um pássaro. Ou... um marshmallow bem grande?" Maya balançou a cabeça, não convencida. "Não, parecia... uma figura. Um fantasma, talvez?" Os olhos de Leo se arregalaram. Ele tentou ignorar o medo dela, mas sentiu um arrepio percorrer sua espinha.

"Um fantasma? Aqui?" Leo perguntou, tentando parecer corajoso. "Bem, não podemos simplesmente deixar um fantasma sozinho, podemos?" Ele pegou sua lupa da…

"Um fantasma? Aqui?" Leo perguntou, tentando parecer corajoso. "Bem, não podemos simplesmente deixar um fantasma sozinho, podemos?" Ele pegou sua lupa da mochila. Maya hesitou. "Tem certeza de que é uma boa ideia, Leo? E se for perigoso?" Leo estufou o peito. "Perigo é meu nome do meio! Ok, na verdade é Bartolomeu, mas ainda assim! Somos detetives! Nós resolvemos mistérios!" Maya suspirou, sabendo que não conseguiria dissuadi-lo. "Tudo bem", ela concedeu. "Mas ficamos juntos. E nada de comer minhocas, ok?" "Feito!" Leo sorriu, já voltando em direção à ponte.

Enquanto se aproximavam cautelosamente do riacho, viram o velho Sr. Abernathy, o entusiasta da história local, pescando por perto.

Enquanto se aproximavam cautelosamente do riacho, viram o velho Sr. Abernathy, o entusiasta da história local, pescando por perto. "Boa tarde, crianças!", ele os cumprimentou, seu rosto marcado pelo tempo se enrugando em um sorriso. "Alguma coisa mordendo?", Leo perguntou. O Sr. Abernathy riu. "Só histórias de pescador, filho. Vocês conhecem a história do Fantasma do Riacho Willow, certo?" Os olhos de Maya se arregalaram. "Acabamos de ver algo perto das árvores..." O Sr. Abernathy se inclinou, baixando a voz. "Dizem que é o espírito de Eliza, uma mulher que se afogou aqui há muito tempo. Mas não se importem, são apenas histórias bobas! Embora alguns afirmem que ela procura algo perdido...", ele disse.

"Perdido, hein?", Leo murmurou. "Tipo... tesouro?" Maya revirou os olhos. "Ou talvez... a xícara de chá favorita dela, gênio." Ignorando-a, Leo examinou…

"Perdido, hein?", Leo murmurou. "Tipo... tesouro?" Maya revirou os olhos. "Ou talvez... a xícara de chá favorita dela, gênio." Ignorando-a, Leo examinou cuidadosamente a margem do riacho com sua lupa. Ele notou algo brilhando sob uma espessa camada de lama. Ele enfiou a mão na água fria, ignorando os protestos de Maya, e puxou um pequeno medalhão de prata manchado. "Uau!", ele exclamou. "Olha só!" O medalhão tinha formato de coração e era intrincadamente gravado. Ele o abriu. Dentro havia dois pequenos retratos – uma jovem e um homem bonito. "Fotos são como pequenas máquinas do tempo", disse Maya, espiando por cima do ombro dele. "Elas nos mostram o passado."

De repente, uma rajada de vento varreu as árvores e o ar ficou frio. Um lamento fúnebre ecoou ao redor deles. Maya ofegou e agarrou o braço de Leo. "O fantasma!

De repente, uma rajada de vento varreu as árvores e o ar ficou frio. Um lamento fúnebre ecoou ao redor deles. Maya ofegou e agarrou o braço de Leo. "O fantasma! Está aqui!" O medalhão escorregou da mão de Leo e caiu de volta no riacho. Enquanto ele o alcançava, uma figura branca e fantasmagórica materializou-se da névoa, seus olhos fixos no local onde o medalhão desapareceu. A figura flutuou em direção a eles, sua expressão triste enviando calafrios por suas espinhas. Mas sua boca não se moveu. Apenas gemeu. "Temos que correr!", Maya gritou.

Eles voltaram correndo para o Senhor Abernathy, sem fôlego. "O fantasma! É real!", Maya gritou. O Senhor Abernathy permaneceu calmo.

Eles voltaram correndo para o Senhor Abernathy, sem fôlego. "O fantasma! É real!", Maya gritou. O Senhor Abernathy permaneceu calmo. "Vocês encontraram alguma coisa?" Leo, ainda abalado, explicou sobre o medalhão. "Ela quer ele de volta!", Maya percebeu. O Senhor Abernathy assentiu. "Eliza amava Thomas, mas eles foram separados por um terrível mal-entendido. Ela perdeu o medalhão e, com ele, a esperança de um dia encontrá-lo novamente." Ele apontou para o velho moinho. "O açude do moinho era mais profundo naquela época. Talvez esteja lá." Hora do trabalho em equipe! Leo e Maya se entreolharam. "Temos que encontrá-lo", disse Leo, "antes que Eliza fique mais brava."

Eles correram para o velho moinho, cuja roda d'água havia sumido há muito tempo. O açude do moinho agora era apenas uma poça de lama.

Eles correram para o velho moinho, cuja roda d'água havia sumido há muito tempo. O açude do moinho agora era apenas uma poça de lama. Usando pás que pegaram emprestadas do senhor Abernathy, eles começaram a cavar. Horas se passaram. Justo quando estavam prestes a desistir, a pá de Maya atingiu algo duro. Era um pequeno baú de madeira, encharcado e coberto de musgo. Dentro, aninhado em uma cama de veludo, estava um medalhão de prata idêntico! Assim que Leo levantou o medalhão, a figura fantasmagórica de Eliza apareceu diante deles. Desta vez, ela sorriu. "Meu amor me encontrou", ela sussurrou, sua voz clara e doce. Então, ela desapareceu. "Corações valentes encontram o caminho."

De volta ao riacho, eles cuidadosamente colocaram o segundo medalhão onde o primeiro havia caído. A água cintilou e o medalhão desapareceu.

De volta ao riacho, eles cuidadosamente colocaram o segundo medalhão onde o primeiro havia caído. A água cintilou e o medalhão desapareceu. Enquanto se viravam para sair, um homem se aproximou. Ele era mais velho, mas Maya o reconheceu da foto no primeiro medalhão. "Eliza?", ele sussurrou, vendo o local onde o medalhão desapareceu. "Thomas?", o senhor Abernathy perguntou suavemente. O homem assentiu, com lágrimas nos olhos. "Eu a procurei por anos." Com o mistério resolvido, eles ajudaram Thomas a encontrar um lugar no riacho, agora em paz.

Enquanto Leo e Maya caminhavam para casa, de mãos dadas, Leo sorriu. "Talvez fantasmas não sejam tão assustadores, afinal." Maya sorriu.

Enquanto Leo e Maya caminhavam para casa, de mãos dadas, Leo sorriu. "Talvez fantasmas não sejam tão assustadores, afinal." Maya sorriu. "Talvez eles só precisem de uma ajudinha." Leo assentiu. "E talvez Bartolomeu não seja um nome do meio tão ruim, afinal!", ele acrescentou. Ele tinha ficado com medo, mas tinha ajudado alguém do além. Maya achou muito legal que Leo, o barulhento, também tivesse sido tão corajoso. Ela não pensava mais que era a única corajosa. Daquele dia em diante, eles não eram apenas amigos, mas parceiros, sempre prontos para o próximo mistério, ou pelo menos, prontos para qualquer coisa.