The Girl Who Talked to Stars
"Olha só este lugar!", Lyra ofegou, nadando pela entrada da caverna, com os olhos arregalados de admiração. "Eu nunca soube que algo assim existia debaixo da nossa vila." Barnaby, seu melhor amigo, flutuava ao lado dela, ajeitando os óculos de mergulho. "De acordo com os meus cálculos, este mundo subterrâneo se estende por quilômetros!"
"Você viu aquilo?", Lyra perguntou, apontando para uma pequena alcova. Dentro dela, havia um telescópio peculiar feito de pedras preciosas polidas e metal escuro. Barnaby ajustou seus óculos de proteção. "Minhas leituras indicam que este dispositivo é... antigo. Talvez seja assim que as velhas histórias dizem que o povo das estrelas visitou e mostrou às pessoas como usar a água das profundezas para cultivar."
"Vamos tentar", Lyra decidiu, pegando o telescópio. "Talvez a gente finalmente consiga entender por que as estrelas pararam de cantar para mim!" Barnaby hesitou. "Mas e se for perigoso?" Lyra suspirou, lembrando as palavras de sua avó: "'A jornada de mil milhas começa com um único passo', Barnaby, lembre-se do que Lao Tzu disse. Vamos apenas ver o que tem lá fora."
Lyra espiou pelo telescópio. "Está... embaçado", ela resmungou. De repente, uma voz trovejou: "Você precisa do Mapa Estelar, pequena oradora das estrelas!" Uma criatura grande, de pele roxa e olhos brilhantes, emergiu de trás de uma estalactite. "Eu sou Grok, guardião deste reino, e você precisa provar que é digna."
"O Mapa Estelar?", Barnaby guinchou. Grok riu. "Ele revela as constelações que ressoam com a habilidade de Lyra de falar com as estrelas. No entanto, ele foi dividido em três pedaços e espalhado pelas Cavernas de Cristal!" "Cavernas de Cristal?", Lyra perguntou. Grok respondeu: "Sim! Cavernas onde os cristais vibram em diferentes frequências e te dão mais poder!"
"Três pedaços?" Lyra engoliu em seco. "Isso parece... complicado." Assim que ela disse isso, o chão começou a tremer. Barnaby parecia pálido. "Minhas leituras indicam atividade sísmica! Um desabamento é iminente!" Grok gritou: "Encontrem os pedaços do Mapa Estelar rapidamente, ou vocês ficarão presos aqui para sempre!"
"Precisamos usar as frequências do cristal!", Lyra gritou. "Barnaby, seus cálculos!" Barnaby, apesar de aterrorizado, puxou um pequeno aparelho. "Se combinarmos a frequência do cristal com as vibrações dessas paredes, elas vão se mover e criar passagens!" Ele girou o aparelho. "Foco, Lyra!"
Lyra focou nas vibrações, sentindo a energia percorrer seu corpo. Ela viu um brilho fraco à distância. "Ali!", ela exclamou. Usando toda a sua força, ela falou na linguagem das estrelas. "Agora, vejamos as constelações." O brilho se solidificou, revelando a primeira peça do Mapa Estelar. "A única maneira de fazer um ótimo trabalho é amar o que você faz", ela murmurou, lembrando-se do ditado de Steve Jobs, sorrindo enquanto puxava a primeira peça do mapa estelar.
Depois de coletar todas as três peças, eles correram de volta para Grok. "Temos o Mapa Estelar!", Lyra exclamou. Grok assentiu aprovando. "Agora, use-o para focar o telescópio e falar com as estrelas. Elas precisam da sua voz!" Lyra montou o mapa e alinhou o telescópio. As constelações brilharam e entraram em foco.
Lyra fechou os olhos e falou, sua voz ecoando com um poder recém-descoberto. As estrelas responderam, sua luz preenchendo a caverna. "Obrigada, pequena oradora-estelar", elas sussurraram. "Sua coragem nos salvou a todos." Barnaby sorriu, "Você conseguiu, Lyra!" "Nós conseguimos, Barnaby", Lyra corrigiu. "E agora eu sei o que significa ter verdadeiros amigos."