The Greek Hero's Trial — Ler em português
Os títulos das histórias ainda aparecem em inglês; o texto de cada história está em português.
O jovem Teseu, mal um homem, lutava com as ondas, seu pequeno barco jogado como uma folha. "Aguenta firme, Ari!", ele gritou por cima do rugido, sua voz tensa. Ao lado dele, Ariadne, sua amiga mais próxima, agarrava o mastro, o rosto pálido, mas determinado. Eles não estavam apenas navegando; estavam perseguindo uma lenda, um monstro, uma chance de provar seu valor. "Você tem certeza, Teseu?", Ari perguntou, a preocupação marcando linhas em sua testa. "Que esse Minotauro... é real?". Teseu apenas sorriu, um brilho de desafio em seus olhos. "Só há um jeito de descobrir, não é?".
Eles desembarcaram em Creta sob um céu pesado de presságios. A ilha parecia... errada. Um silêncio opressor pairava no ar. Ariadne estremeceu. "Não gosto deste lugar, Teseu." Ele deu um tapinha no ombro dela, sua bravata inabalável. "Vamos ficar bem, Ari. Encontrar o Labirinto, enfrentar o Minotauro, nos tornar heróis. O que poderia dar errado?" MAS, uma sombra caiu sobre eles. Uma figura encapuzada emergiu da multidão do porto, seu rosto obscurecido. "Procurando algo, pequenos heróis?", a figura sibilou, um sorriso arrepiante brilhando por baixo do capuz. "Talvez... a sua perdição."
"Buscamos o Minotauro", declarou Teseu, endireitando os ombros. A figura encapuzada riu, um som seco e áspero. "Então vocês o terão. Eu sou Dédalo. Eu projetei o Labirinto onde a besta reside. Eu lhes mostrarei a entrada, PORTANTO vocês precisarão de ajuda para navegar por ele." Ariadne deu um passo à frente, os olhos semicerrados. "E o que você quer em troca, Dédalo?" O sorriso do inventor se alargou. "Apenas... ver se a coragem de vocês corresponde à arrogância. Um novelo de fio mágico para guiá-los de volta pelo labirinto, mas usem-no com sabedoria." Ele produziu um fio dourado e brilhante. "Um erro, e vocês estarão perdidos para sempre."
A entrada do Labirinto era uma goela escancarada de escuridão. Teseu amarrou o fio de ouro a um pilar de pedra. "Pronta, Ari?" Ela assentiu, respirando fundo. Eles entraram, o ar ficando denso e pesado. O labirinto se retorcia e virava, corredores idênticos, sombras pregando peças. "Isso é mais confuso do que parece", Ariadne murmurou, apertando sua adaga. De repente, um rugido monstruoso ecoou pela passagem. MAS uma figura bloqueou o caminho deles. Uma jovem, talvez de dez anos, com olhos selvagens e roupas esfarrapadas. "Voltem!", ela gritou. "Ele está vindo!"
"Quem é você?", Teseu perguntou, com a mão na espada. "Eu sou Ione", a garota sussurrou, "Estou perdida aqui há anos. O Minotauro... ele caça à noite." Ariadne notou algo brilhando na mão de Ione - uma pequena flauta de prata, manchada. "O que é isso?", ela perguntou gentilmente. Ione a apertou mais forte. "É... uma canção de ninar. Minha mãe me deu. Acalma as feras, faz elas dormirem." Essa flauta é como um segredo, uma antiga tradição de música para acalmar o minotauro. Ela olhou para eles com olhos suplicantes. "Por favor... peguem. Pode ajudar vocês a sobreviver."
Teseu aceitou a flauta hesitantemente. "Obrigado, Ione. Usaremos com sabedoria." Eles seguiram em frente, mais fundo no Labirinto. De repente, o chão começou a tremer. Um rugido ensurdecedor ecoou pelos túneis, mais perto do que antes. "Ele está vindo!", gritou Ariadne, sacando sua adaga. Eles dobraram uma esquina e congelaram. O Minotauro, uma fera enorme com o corpo de um homem e a cabeça de um touro, estava diante deles. MAS, atrás dele, o fio dourado havia sumido! Arrancado!
O pânico irrompeu. Eles estavam presos. "O fio!", Ariadne gritou. Teseu agarrou a flauta, sua mente a mil. "Temos que distraí-lo!" Ariadne assentiu. "Vou tentar encontrar outra saída enquanto você toca a flauta!" Era um plano desesperado, mas era tudo o que tinham. Ariadne, ágil e rápida, disparou em direção a uma passagem lateral. Teseu respirou fundo, levou a flauta aos lábios e começou a tocar. As notas, suaves e melancólicas, preencheram a caverna.
O Minotauro parou, seus olhos suavizando ligeiramente. A música parecia acalmar a fera, sua fúria diminuindo. Teseu continuou a tocar, derramando toda a sua esperança na melodia. Ariadne, enquanto isso, espremeu-se em uma passagem estreita. Ela ouviu um som fraco. Água? Ela o seguiu, encontrando uma nascente escondida. "Teseu!", ela gritou. "Encontrei uma saída!" Ele não parou de tocar. O Minotauro ainda era perigoso. De repente, o Minotauro inclinou a cabeça, ouvindo atentamente a música. "A música acalma até a fera mais selvagem!", Teseu gritou, então, quando o Minotauro relaxou o suficiente, ele passou correndo por ele para o túnel.
Eles mergulharam no túnel, o rugido do Minotauro sumindo atrás deles. A nascente os levou a uma saída escondida, longe da entrada principal do Labirinto. Eles saíram cambaleando, piscando sob a luz do sol, de volta à costa de Creta. Ione estava esperando por eles, seu rosto iluminado com esperança. "Vocês conseguiram! Estão vivos!" Ela correu até Teseu e Ariadne. Com aquele conhecimento e sua bravura, a equipe escapou.
De volta ao barco, navegando para casa, Teseu olhou para Ariadne e Ione, seus rostos brilhando no pôr do sol. Ele não era mais apenas um garoto perseguindo uma lenda; ele era um herói que entendia o valor da amizade e da sabedoria. "Enfrentamos um monstro, navegamos por um labirinto e encontramos nosso caminho por causa um do outro", disse ele, sorrindo. "E encontramos o que é realmente importante", acrescentou Ariadne. Teseu sabia que as provações o tornaram uma pessoa melhor, não apenas um herói melhor. Teseu havia aprendido que o verdadeiro heroísmo reside não apenas na força, mas na coragem, na compaixão e na força dos laços entre amigos.