The Indian Elephant Festival — Ler em português
Os títulos das histórias ainda aparecem em inglês; o texto de cada história está em português.
Uma explosão de cores vibrantes explodiu diante dos olhos de Rohan – elefantes adornados com sedas brilhantes, dançarinos girando como pavões e o ritmo de cem tambores. Ele agarrou a mão de sua melhor amiga, Priya, com os olhos arregalados de admiração. "Você já viu algo assim?", ele sussurrou. Priya, sempre prática, ajustou seus óculos. "Só em fotos, Rohan. Mas fotos não capturam os cheiros!" Um cheiro de especiarias e doces encheu o ar, chamando-os para mais perto do coração do Festival Indiano do Elefante.
De repente, um pequeno e aflito som de trombeta perfurou a música. Rohan e Priya seguiram o barulho, empurrando-se por entre barracas que vendiam doces e pulseiras. "Mas, o que há de errado?", Rohan perguntou, preocupado. Eles encontraram um elefante bebê, separado de sua mãe, com a tromba levantada em um lamento. Um mahout preocupado ajoelhou-se ao lado dele, acariciando sua tromba. "Ele está perdido, pequeno. O desfile nos separou. Ele não vai se acalmar", o mahout suspirou. Os olhos de Priya se arregalaram. "Nós temos que ajudar!"
"Poderíamos seguir o trajeto do desfile", Rohan sugeriu, com os olhos brilhando de determinação. "A mãe dele deve estar em pânico!" Priya, sempre cautelosa, mordeu o lábio. "Mas as multidões são tão grandes... poderíamos nos perder também!" Rohan estufou o peito, "Não se ficarmos juntos!" Priya sorriu, seu ceticismo habitual substituído por uma faísca de aventura. "Tudo bem", ela concordou. "Mas precisamos de um plano. E talvez de alguma ajuda." Ela avistou um rosto familiar – a Senhora Kapoor, sua vizinha sábia e viajada, olhando uma barraca de especiarias. "Senhora Kapoor!"
"Rohan! Priya! Que surpresa deliciosa!", exclamou a Senhora Kapoor, com os olhos brilhando. "O que os traz a este festival magnífico?" Rohan, ofegante, explicou o dilema deles. "O elefante bebê está perdido, e queremos encontrar a mãe dele!" A Senhora Kapoor ouviu atentamente, acariciando o queixo pensativamente. "Hmm, a rota do desfile é longa e sinuosa. Mas eu conheço o mahout-chefe. Ele talvez saiba onde a mãe elefante está para descansar. Vamos, crianças! O tempo é essencial!"
A Senhora Kapoor os conduziu pelo labirinto de barracas, seu sári fluindo atrás dela como um rio colorido. "Vocês sabiam", disse ela, com a voz cheia de diversão, "que os elefantes conseguem reconhecer mais de setenta chamados diferentes? Eles têm a própria língua!" Rohan e Priya trocaram olhares surpresos. Eles finalmente chegaram ao palco principal onde o mahout-chefe, um homem alto e imponente com uma longa barba branca e um turbante majestoso, supervisionava as festividades. A Senhora Kapoor se aproximou dele com confiança e falou com ele em voz baixa.
O mahout-chefe, depois de ouvir a Senhora Kapoor, franziu a testa. "A elefanta-mãe, Lakshmi, estava de fato estacionada perto da margem do rio para descansar", disse ele gravemente. "Mas houve uma perturbação. Um grupo de macacos roubou sua guirlanda de flores, e ela os perseguiu para dentro da selva!" Rohan ofegou. "Para dentro da selva? Mas isso é perigoso!" Priya torceu as mãos. "Portanto, agora temos que procurar uma mãe perdida!"
"A selva é traiçoeira", a Senhora Kapoor concordou, ajustando os óculos. "Mas Lakshmi estará procurando por seu bebê, então o som da trombeta pode nos levar até ela. Rohan, você tem uma audição excelente. Priya, seu conhecimento de plantas pode nos ajudar a evitar as perigosas. Vamos ficar juntos, seguir a margem do rio e ouvir o chamado de Lakshmi!" Rohan assentiu com determinação, e Priya, apesar do medo, endireitou os ombros. "Vamos lá!", ela exclamou, sua voz surpreendentemente firme.
A selva era uma sinfonia de sons estranhos — insetos zumbindo, macacos tagarelando e o farfalhar de criaturas invisíveis. De repente, um forte trombetear ecoou pelas árvores, seguido por um chamado de resposta, mais perto desta vez! "É ela!", Rohan gritou, sua voz cheia de excitação. "Por aqui!" Eles mergulharam mais fundo na selva, seguindo o som. Eles irromperam em uma pequena clareira e viram Lakshmi, com a tromba erguida, encarando um grupo de macacos que a provocavam com a guirlanda de flores. Rohan gritou: "DEIXEM ELA EM PAZ!"
Assustados com o grito de Rohan, os macacos derrubaram a guirlanda e se espalharam. Lakshmi avançou, trombetando de alegria. Das árvores, um pequeno eco de trombeta respondeu — o bebê dela! O pequeno elefante tropeçou na clareira, correndo direto para a mãe. Eles tocaram as trombas em um abraço amoroso. "Viram?", a Senhora Kapoor sorriu calorosamente. "Às vezes, os maiores problemas precisam dos menores heróis!" Rohan e Priya sorriram, seus corações cheios de alívio. Lakshmi gentilmente pegou a coleira do bebê com a tromba.
De volta ao festival, o elefante bebê aninhou-se com segurança ao lado de sua mãe, desfrutando calmamente de um petisco de cana-de-açúcar. Rohan e Priya observavam, de mãos dadas, enquanto Lakshmi lhes dava um aceno de gratidão. "Nós conseguimos!", disse Priya. "Encontramos o Elefante perdido e resgatamos uma Mamãe." Rohan sorriu, "E aprendemos que mesmo os maiores festivais são apenas sobre amigos e família, assim como em casa." Ambos olharam para cima e viram a Senhora Kapoor vindo em direção a eles com sorvetes! Enquanto caminhavam de volta para os sons dos tambores, eles sabiam da importância de apreciar cada cultura, cada criatura, cada amigo.