The Japanese Moon Rabbit — Ler em português
Os títulos das histórias ainda aparecem em inglês; o texto de cada história está em português.

"Outro circuito queimou!", Hiro gritou, jogando a chave inglesa no chão. Ao lado dele, Hana suspirou, seu longo cabelo prateado balançando no vento artificial. "Talvez devêssemos desistir dessa moto flutuante, Hiro. Existem maneiras mais fáceis de entregar bolos da lua", ela disse, gesticulando para a cidade fervilhante. Mas Hiro apenas sorriu, faíscas refletindo em seus óculos de proteção. "Fácil não é o nosso jeito, Hana!", ele exclamou, pegando outra ferramenta. Ele estava determinado a ter sucesso, a entregar aqueles bolos da lua com estilo, aconteça o que acontecer.

De repente, uma mensagem holográfica piscou acima deles. "Saudações, jovens técnicos", ecoou a voz de uma mulher. "Eu sou Luna, guardiã dos Arquivos Lunares. Preciso de um especialista para decifrar uma lenda antiga." Os olhos de Hiro se arregalaram. "Arquivos Lunares?", Hana sussurrou, "Aquele lugar está cheio de conhecimentos esquecidos." A imagem de Luna cintilou. "Fala de um Coelho da Lua e de uma fonte de energia oculta. Vocês estão dispostos a ajudar?", ela perguntou. Um datapad antigo e esfarrapado apareceu ao lado da imagem cintilante de Luna. Tinha símbolos estranhos e esquemas fracos.

"Um Coelho da Lua? Poder oculto?" A voz de Hiro vibrou de excitação. Hana franziu a testa. "Parece um mito, Hiro." Ele se virou, a determinação brilhando em seus olhos. "Mas e se for real? Imagine as possibilidades!" Ele se virou novamente para o holograma. "Nós aceitamos, Luna!" Luna sorriu. "Excelente. 'A única verdadeira sabedoria é saber que você não sabe nada', como disse Sócrates. Preparem-se. Os Arquivos aguardam." Ela então desapareceu abruptamente.

Os Arquivos Lunares não eram fáceis de alcançar. Eles navegaram pelo submundo da cidade, um labirinto de túneis esquecidos. "Esses túneis foram construídos séculos atrás!", exclamou Hana, apontando para entalhes antigos. De repente, um drone de segurança zumbiu, sua luz vermelha escaneando o corredor. "Acesso não autorizado detectado", anunciou uma voz mecânica. "Parem, ou enfrentarão a aniquilação!" Hiro agarrou a mão de Hana. "Rápido, por aqui!", ele gritou, puxando-a para uma passagem lateral estreita.

Eles se encontraram em uma vasta câmara, cujo teto se perdia na sombra. No centro, uma piscina de água brilhante refletia as luzes da cidade acima. "Que lugar é este?", Hana sussurrou, maravilhada. Hiro consultou o datapad. "Diz que este é o 'Poço das Reflexões', um antigo reservatório de conhecimento. A água espelha a memória coletiva da cidade", ele explicou. O datapad revelou que a água do Poço deve ser usada para ativar uma porta escondida nos arquivos.

Enquanto Hiro estendia a mão para a água, uma figura espectral materializou-se diante deles. "Vocês buscam o poder do Coelho da Lua?", ela trovejou, sua voz ecoando pela câmara. "Somente aqueles com corações puros podem passar!" Hiro parou, sua mão pairando sobre o lago. "Mas nós só queremos entender a lenda", Hana implorou. A figura espectral balançou a cabeça. "Entender não é suficiente. Vocês devem provar seu valor! Respondam a isto: Qual é o maior desafio que a humanidade enfrenta?"

Hana olhou para Hiro, pânico nos olhos. Hiro pensou por um momento, lembrando-se da cidade ao redor deles, da tecnologia quebrada, das comunidades fraturadas. Ele respirou fundo. "O maior desafio não é a tecnologia ou o poder, é a nossa incapacidade de nos conectar uns com os outros", declarou ele. A figura espectral permaneceu em silêncio por um momento. "De fato", disse finalmente. "A conexão é a chave. Você pode passar."

A figura espectral se dissipou, e uma porta escondida surgiu, tremeluzindo. Eles a atravessaram, encontrando-se em uma biblioteca cheia de pergaminhos brilhantes. No centro, encontraram uma pequena estátua de um coelho feita de pura luz do luar. "O Coelho da Lua", Hana sussurrou. Hiro se lembrou dos esquemas do datapad. "A água do poço!", ele exclamou. Eles derramaram a água sobre a estátua, e ela começou a brilhar ainda mais.

A estátua do coelho projetava um mapa holográfico da cidade. "Está nos mostrando a rede de energia!", Hana percebeu. Eles viram um enorme dreno de energia vindo de um setor escondido. "Alguém está roubando a energia da cidade!", Hiro exclamou. Ele se virou para Hana. "Precisamos consertar isso, Hana. Precisamos reconectar a cidade, assim como a figura espectral disse." "Então vamos fazer isso!", Hana respondeu com determinação.

Trabalhando juntos, eles redirecionaram o fluxo de energia, usando seu conhecimento dos antigos sistemas da cidade. Logo, as luzes da cidade brilharam novamente, sua energia restaurada. Enquanto observavam o horizonte revitalizado, Hana sorriu. "Nós conseguimos, Hiro!" Hiro assentiu. "'Nós nos elevamos ao levantar os outros', como disse Robert Ingersoll", ele acrescentou. "E talvez consertar hover-bikes não seja tão importante, afinal." Eles souberam, daquele dia em diante, que sua maior aventura era unir as pessoas, um circuito, uma conexão de cada vez.