The Parrot Who Told Stories

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A Ferrovia Tecelã de Sonhos zumbia com energia invisível, seus trilhos cintilando como luz estelar capturada. "Tem certeza de que este é o lugar certo, Pip?", perguntou Elara, apertando sua sacola. Pip, um papagaio com plumagem de luar fiado, arrepiou as penas. "Com certeza! O condutor me disse isso pessoalmente: 'Sonhos esperam por esta linha!'"

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De repente, o chão tremeu. Uma pequena e ornamentada caixa de música caiu da mochila de Elara, suas engrenagens zumbindo suavemente. "Ah, céus, de novo não!", exclamou Elara, pegando-a. "Essa caixa de música foi como eu te encontrei, lembra?", Pip grasnou, alisando suas penas. "A melodia sempre leva às histórias mais interessantes, mas eu ainda não sei como funciona ou onde você a conseguiu."

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"Bem", Elara começou, ajustando sua bolsa, "como Helen Keller disse, 'A vida é uma aventura ousada ou nada.' Então, com ou sem caixa de música, vamos descobrir aonde essa ferrovia leva, Pip!" Pip pulou em seu ombro, mordiscando sua orelha de brincadeira. Nesse instante, uma voz áspera chamou: "Passagens, por favor!"

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"Uma passagem para... a aventura!", Elara cantarolou, entregando ao condutor uma passagem dourada e reluzente. O condutor a examinou com uma lupa. "Hmm, uma passagem Semente de História. Essas são raras!", ele resmungou. Pip se inclinou. "Semente de História? O que é isso?", Elara perguntou. O condutor riu, "Ela te leva a um lugar onde contos inacabados estão esperando para serem contados."

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Com um assobio estridente, o trem sacudiu para a frente, levando-os para um túnel de cores rodopiantes. "Uau!", exclamou Elara, agarrando Pip enquanto eles aceleravam pelo vórtice rodopiante. As paredes do túnel pareciam ser feitas de pura imaginação. "Você sabia", disse Pip, tentando parecer calmo, "que a cor é como a luz revela sua verdadeira natureza?"

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O trem freou bruscamente em uma estação desolada, a plataforma coberta de videiras espinhosas. "Onde estamos?", Elara sussurrou, pisando na plataforma. Uma placa rangeu ao vento: "A Terra das Histórias Perdidas". Pip estremeceu. "Histórias perdidas? Isso soa... triste."

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"É triste", uma voz rouquejou. Uma mulher velha e curvada emergiu das sombras, seu rosto marcado por rugas. "Mas não sem esperança. Eu sou Esme, a guardiã dessas histórias. Elas estão perdidas porque lhes falta... coragem." Elara olhou para Pip, determinação em seus olhos. "Nós podemos ajudar!", ela declarou. "O que precisamos fazer?"

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Esme apontou para uma pilha imponente de livros em branco. "Cada livro representa uma história que precisa de um final. Mas as palavras estão trancadas. Apenas a melodia da verdadeira coragem pode destrancá-las." Elara lembrou-se da caixa de música. Ela a colocou no chão e girou a chave. A melodia encheu o ar, e os livros em branco começaram a brilhar. "A melodia!" Pip grasnou. "Está funcionando!" Enquanto a música enchia o ar, Elara declarou: "A história não acaba até que a gente escreva o final!"

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À medida que a melodia atingia seu clímax, uma pena flutuou de Pip, pousando em uma página em branco. Palavras começaram a aparecer, contando a história de um cavaleiro tímido que encontrou sua bravura. Elara pegou uma pena. "Temos que continuar escrevendo!", exclamou ela. Juntos, eles preencheram os livros com histórias de bondade e coragem, dando a cada conto um final feliz.

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Com o último livro preenchido, a estação transformou-se num jardim vibrante. Esme sorriu. "Você deu a essas histórias o que elas mais precisavam: coração." Elara olhou para Pip, o rosto radiante. "Nós conseguimos, Pip! Nós demos vida a essas histórias!" Pip, empoleirado no ombro dela, roçou a bochecha dela. "E lembre-se", ele disse, "Todo coração canta uma canção, incompleta, até que outro coração sussurre de volta."