A Jornada da Gota de Chuva
PLANO GERAL EXTREMO DE ESTABELECIMENTO. Um labirinto cintilante se estendia diante de Elara e Bram, suas paredes feitas de incontáveis espelhos, cada um refletindo um futuro diferente e impossível. Elara, uma garota frágil com olhos que espelhavam o céu crepuscular, ofegou ao ver. "É como... mil mundos diferentes de uma vez!" Bram, sempre o pragmático, ajustou seus óculos e apertou os olhos. "Mais como mil maneiras de se perder completamente, Elara. Vamos ficar juntos."
Uma rajada súbita de vento varreu o labirinto, e uma única gota de chuva, brilhando como uma pequena joia, espirrou na mão estendida de Elara. "Que estranho", ela murmurou, olhando para a gota. "Parece... quente?" Enquanto a segurava, a gota de chuva pulsou com uma luz fraca, revelando um reflexo em miniatura de uma única flor murcha presa em sua forma. "Acredito", Bram afirmou, ajustando seus óculos, "que isso pode ser mais do que apenas uma simples gota de chuva."
"A gota de chuva... mostra uma flor morrendo", Elara sussurrou, a voz carregada de preocupação. "Precisamos ajudá-la!" Bram hesitou, seu olhar varrendo os infinitos caminhos espelhados. "Elara, não temos ideia de onde está essa flor, ou como sequer alcançá-la neste labirinto." Os olhos de Elara brilharam com determinação. "Como Helen Keller disse: 'Embora o mundo esteja cheio de sofrimento, também está cheio da superação dele.' Temos que tentar, Bram!", ela declarou, dando um passo à frente com inabalável resolução.
Eles se aventuraram mais fundo no labirinto, as paredes espelhadas se retorcendo ao redor deles como um sonho vertiginoso. De repente, uma voz áspera ecoou por trás de um dos espelhos. "Parem, viajantes!" Uma criatura robusta, parecida com um gnomo, com uma barba verde espessa, emergiu, segurando uma ampulheta brilhante. "Para passar, vocês devem responder à minha charada: Tenho cidades, mas não casas, florestas, mas não árvores, e água, mas não peixes. O que sou eu?"
A testa de Elara franziu em pensamento, seus olhos correndo pelas reflexões. "Espere", Bram interveio, ajustando seus óculos, "Eu li sobre isso uma vez! É um mapa!" O gnomo riu. "De fato! Garoto esperto. Aqui está algo que aposto que você não esperava: mapas, como os cartógrafos descobriram uma vez, usam símbolos para descrever paisagens e características do mundo real. Muito bem, você pode passar. Mas esteja avisado, o caminho à frente é repleto de perigos."
Enquanto continuavam, a gota de chuva começou a encolher, sua luz diminuindo. "Está piorando!", Elara gritou, a voz trêmula. Bram notou pequenos símbolos gravados na ampulheta que o gnomo havia segurado. Ele se lembrou de algo que lera em um texto antigo: "Ampulhetas não são apenas capazes de medir o tempo, mas também podem atuar como um portal. Pode funcionar apenas se sua areia corresponder à cor de seu destino pretendido." Mas agora, onde encontraríamos areia que corresponda à origem da flor?
Eles caminhavam rapidamente. Conforme a hora dourada se aproximava, eles tropeçaram em um salão repleto de espelhos refletindo desertos de inúmeros futuros – cada um com areia de uma tonalidade diferente. "Olha! Areia!", exclamou Bram, apontando para um espelho que refletia um deserto florescendo com flores azuis idênticas àquela presa na gota de chuva. "Mas como chegamos lá?", perguntou Elara, com o vento uivando por este salão espelhado.
Elara ofegou. "A areia do deserto deve ter a mesma cor!", ela gritou. Bram pegou a ampulheta do gnomo. Desesperadamente, ele derramou areia, a imagem tremeluziu e o espelho se tornou um portal! Elara estendeu a mão. "Espere", disse Bram. "'As dificuldades fortalecem a mente, assim como o trabalho fortalece o corpo', como disse Sêneca." Elara agarra a mão dele e ambos saltam para o espelho. As palavras ecoam, enquanto o portal se fecha.
Eles aterrissaram suavemente na areia quente, a gota de chuva quase sumindo. Elara avistou uma flor azul idêntica à que estava dentro da gota de chuva. Gentilmente, ela soltou a última gota de água sobre suas pétalas. A flor instantaneamente desabrochou, sua vibrante cor azul restaurada. A gota de chuva desaparece. Bram sorriu. "Funcionou!"
O deserto brilhava sob o céu crepuscular. A jornada havia mudado os dois. Elara, antes hesitante, agora compreendia o poder da coragem e da bondade, enquanto Bram, antes cético, agora apreciava o valor de um pouco de fé. Eles sabiam que haviam salvado algo mais do que apenas uma flor, e estavam prontos para o mundo. Este era apenas o começo.