The Treasure of El-Lahun

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Camila, Anika e Anaya estavam hipnotizadas diante de uma grande vitrine no Museu Britânico. Dentro dela, havia uma coleção de artefatos de El-Lahun, uma antiga cidade egípcia. Camila apontou, com os olhos arregalados. "Imagine", ela sussurrou, "uma cidade inteira, perdida no tempo, bem aqui!"

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De repente, o maior amuleto na vitrine começou a brilhar com uma luz quente e dourada. Anika ofegou. "Você viu isso?" A luz se intensificou, envolvendo as garotas em um turbilhão de areia e cores. Quando o redemoinho diminuiu, elas se viram de pé nas margens de um rio largo, uma cidade movimentada diante delas.

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"Onde estamos?", Anika perguntou, a voz tremendo um pouco. Anaya, sempre observadora, apontou para um grupo de pessoas carregando tijolos. "Olhe as roupas deles, Anika! E aquele templo ao longe... Estamos no Egito antigo, perto de El-Lahun!"

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Ao entrarem na cidade, notaram que as pessoas estavam ocupadas construindo casas e movendo materiais. "Uau!" exclamou Camila. "Isso deve ser durante o reinado de Senusret Segundo. Ele fundou El-Lahun por volta de mil oitocentos e noventa e cinco antes da Era Comum!"

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De repente, um velho se aproximou deles, com o rosto marcado pela preocupação. "Por favor, vocês podem nos ajudar? A enchente anual não veio, e sem a água, nossas colheitas falharão. Não teremos comida suficiente!"

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Anika franziu a testa. "Mas o Nilo sempre inunda! O que está acontecendo?" Anaya lembrou-se de algo que lera. "Os egípcios criaram um sistema para controlar a água, o Lago Moeris e um canal chamado Bahr Yussef! Talvez algo esteja bloqueando-os."

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"Temos que checar!" disse Camila, ajustando a mochila. "Lembram o que Leonardo da Vinci disse? 'A água é a força motriz de toda a natureza.' Se a água não puder fluir, nada poderá prosperar aqui!" As garotas partiram em direção ao canal.

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Elas descobriram uma enorme pilha de pedras e detritos bloqueando o canal. "É isso!" Anika exclamou. "Alguém bloqueou deliberadamente a via navegável!" Juntas, as meninas começaram a puxar as pedras, mas elas eram muito pesadas.

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Anaya se lembrou das ferramentas que viram na exposição do museu. "Os antigos egípcios usavam alavancas para mover pedras pesadas! Precisamos de um galho longo e um ponto de apoio!" Eles rapidamente encontraram um galho resistente e uma pedra grande. Com esforço combinado, usaram a alavanca para desalojar a maior pedra.

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A água corria pelo canal, fluindo em direção aos campos. Os habitantes da cidade aplaudiam. De volta ao Museu Britânico, em frente à exposição de El-Lahun, Camila sorriu. "Nós entendemos agora", disse ela. "Estes não eram apenas objetos; eles representam a engenhosidade e a resiliência de um povo que dependia da terra e do rio."