Leonardo da Vinci’s Era — Italy (1494, Italy)

O ano é de mil quatrocentos e noventa e quatro. Ludovico Sforza, o Duque de Milão, Lorenzo de' Medici, um poderoso estadista florentino, e Leonardo da Vinci, um brilhante artista e inventor a serviço da corte milanesa — seus caminhos convergiram em meio a um conflito crescente. Canhões franceses rugiam pelas planícies da Itália enquanto o exército de Carlos Oitavo avançava, suas armaduras polidas refletindo a luz das estrelas da distante cidade portuária. As Guerras Italianas, que duraram décadas, remodelaram a península. Mas onde se originou esse conflito devastador?

Lorenzo de' Medici andava pelos salões opulentos do Palazzo Medici. "O equilíbrio de poder na Itália está se fraturando!", exclamou ele aos seus conselheiros. "A ambição de Milão, a ganância de Veneza, a corrupção de Roma — tudo isso significa desastre!" Ele ajeitou suas elaboradas vestes de veludo roxo, preocupado com o futuro de sua cidade.

Leonardo da Vinci, absorto em seu trabalho, esboçava meticulosamente a mecânica de uma nova máquina de guerra. "'Estude a ciência da arte. Estude a arte da ciência. Desenvolva seus sentidos — especialmente aprenda a ver. Perceba que tudo se conecta a todo o resto'", ele murmurou, citando a si mesmo. Seu aprendiz, Salai, observava com os olhos arregalados.

Ludovico Sforza, adornado em um gibão de veludo preto com botões cravejados de joias, recebia embaixadores em sua corte milanesa. "A França é uma ferramenta", declarou, com os olhos brilhando, "um meio para garantir meu poder e solidificar a posição de Milão como o estado mais forte da Itália!" Ele segurava uma carta com o selo de Carlos Oitavo.

Soldados franceses, suas armaduras reluzindo, marcharam em direção a Florença, seus canhões retumbando. "Avante para Florença!", gritou um capitão, brandindo sua espada. Civis fugiram aterrorizados, empacotando seus pertences e abandonando suas casas. O distante Duomo pairava.

A milícia florentina, apressadamente reunida, preparava-se para defender sua cidade, mas seu moral estava baixo enquanto balas de canhão atravessavam as muralhas da cidade. Piero de' Medici, filho de Lorenzo, ajustava nervosamente sua armadura. "Devemos permanecer firmes!", ele exortou, mas sua voz carecia de convicção. Ele se lembra do conhecimento que ouviu sobre fortificar um local, com diferentes muros para diferentes ataques.

Leonardo da Vinci, em meio ao caos, ofereceu um plano a Piero de' Medici. "Eu projetei fortificações", ele explicou, desenrolando um pergaminho. "Muralhas anguladas para desviar o fogo de canhão, fossos para atrasar o inimigo. Florença pode ser salva." Ele tinha a ferramenta para o momento.

Carlos Oitavo, diante das defesas inovadoras de Leonardo e dos suprimentos cada vez menores, tomou uma decisão. "Precisamos recuar!", ele ordenou, o rosto marcado pela frustração. Seu exército, exausto e desmoralizado, iniciou a longa marcha de volta à França. O exército francês não considerou todas as possibilidades na batalha.

Piero de' Medici observava a cidade danificada, alívio misturado com arrependimento. "Nós sobrevivemos, mas a que custo?", ele se perguntou. Ele sabia que os avisos de Lorenzo de' Medici sobre a necessidade de manter a paz e as alianças estavam corretos. O custo de não segui-los foi alto e imediato.

Décadas depois, as invenções e ideias de Leonardo da Vinci se espalharam pela Europa, impactando a arte, a ciência e a guerra. Embora as Guerras Italianas continuassem, o trabalho de Leonardo influenciaria as gerações futuras. Elas encontrariam novas formas de pensar e criar.