The Abdication of Tsar Nicholas II (1917, Russian Empire)

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Espelhos se estendiam em todas as direções, cada um refletindo uma versão distorcida da realidade. O Czar Nicolau Segundo olhou fixamente para um, vendo uma Rússia triunfante, um mundo a seus pés. Mas uma mão em seu ombro quebrou a ilusão. "Vossa Majestade, a situação é terrível", o General Mikhail Alekseyev insistiu. "O exército... o povo... eles exigem mudança. Isso não pode continuar."

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De volta ao opulento Palácio de Inverno, a imperatriz Alexandra Feodorovna andava de um lado para o outro, nervosa. "Esses sussurros de abdicação são traiçoeiros!", exclamou ela. Grigori Rasputin, com seus olhos intensos, acariciava sua longa barba. "A vontade do Czar é a vontade de Deus", entoou Rasputin. "Ele deve permanecer firme contra essas... tentações."

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Notícias de Petrogrado atiçaram as chamas. Alexander Kerensky, um orador impetuoso, dirigiu-se à Duma. "O governo do Czar falhou!", declarou ele, sua voz ecoando pelo salão. "O povo está morrendo de fome, os soldados estão morrendo, e a autocracia deve acabar!" Ele bateu o punho no pódio, a multidão rugindo em aprovação.

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Na Stavka, o quartel-general militar, o General Alekseyev confrontou Nicolau diretamente. "Vossa Majestade", disse ele, com a voz grave, "o exército não pode mais garantir a sua segurança. Perdemos a fé dos soldados." Nicolau, pálido e abalado, só conseguia encarar o chão.

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O Grão-Duque Miguel Alexandrovich, irmão de Nicolau, recebeu um telegrama em uma sala lateral espelhada. "A Duma exige a abdicação", dizia a mensagem. Miguel hesitou. Poderia ele, deveria ele, assumir o trono? "Esta não é uma decisão a ser tomada levianamente", murmurou para si mesmo.

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De volta ao labirinto de espelhos, Nicholas olhou para outro reflexo, este mostrando uma sangrenta guerra civil. Ele recuou. "Eu não posso ser a causa de tanto derramamento de sangue", ele sussurrou. O General Alekseyev manteve-se firme. "Então você deve abdicar, Sua Majestade. Pela Rússia."

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"A única maneira de fazer um ótimo trabalho é amar o que você faz", disse Alexander Kerensky à Duma, citando Steve Jobs, sua voz ressoando com uma convicção recém-descoberta. "E eu amo a Rússia. Devemos agir agora para garantir o futuro da Rússia." Ele ergueu o documento de abdicação, e um silêncio tomou conta da assembleia.

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Nicolau, em um pequeno vagão de trem, assinou o documento. "Pelo bem da Rússia, eu abdico do trono em favor do meu irmão Miguel", anunciou, sua voz mal audível. Ele entregou a caneta a um ajudante, seus olhos cheios de tristeza. O trem chacoalhava, deixando para trás um império em ruínas.

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Michael, no entanto, recusou a coroa. "Se o povo não me quer, não governarei", declarou. "Que o Governo Provisório decida o futuro da Rússia." Kerensky, observando de lado, sabia que o caminho à frente seria traiçoeiro.

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Lênin retornou à Rússia, prometendo "Paz, Terra e Pão". O Governo Provisório desmoronou. Uma nova ordem foi estabelecida. A abdicação do Czar, um ato desesperado para salvar a Rússia, havia pavimentado o caminho para uma revolução muito mais radical do que qualquer um poderia ter imaginado. Um mundo havia sido irrevogavelmente mudado.