The Battle of Iwo Jima (1945, Japan)

Dezenove de fevereiro de mil novecentos e quarenta e cinco. As areias vulcânicas negras de Iwo Jima ficaram vermelhas quando setenta mil fuzileiros navais dos Estados Unidos se chocaram com vinte mil determinados defensores japoneses. O Almirante Chester Nimitz, reconhecendo a localização estratégica vital de Iwo Jima para bombardear o Japão, observou os desembarques iniciais de longe. O General Tadamichi Kuribayashi, comandante das forças japonesas, havia preparado uma rede de defesas subterrâneas. O fuzileiro naval Ira Hayes e seus camaradas hastearam a bandeira americana no topo do Monte Suribachi, um símbolo de esperança em meio à carnificina. Mas onde começou essa batalha sangrenta?

O Almirante Nimitz andava pelo convés do USS Eldorado. "Esta ilha", disse ele a James Forrestal, Secretário da Marinha, "é a chave para a nossa campanha aérea contra o Japão. Precisamos desses aeródromos. Temos que tomar Iwo Jima." Forrestal, um homem de meia-idade com cabelos escuros bem penteados e um semblante sério, assentiu gravemente. "Os Chefes do Estado-Maior Conjunto concordam, Almirante. Mas Kuribayashi nos fará pagar por cada centímetro daquela rocha."

O General Kuribayashi inspecionou sua intrincada rede de túneis e bunkers. "Não permitiremos que os americanos desembarquem facilmente", declarou a seus oficiais. "Cada caverna, cada fenda, se tornará uma zona de extermínio. Nossa missão é clara: infligir o máximo de baixas." Um jovem tenente ajustou nervosamente seu capacete. "General, nossos suprimentos são limitados..."

As primeiras ondas de Fuzileiros Navais atingiram a praia, enfrentando uma parede de fogo. O Sargento Mike Strank, um homem magro com uma mandíbula determinada, gritou acima do barulho: "Saiam daí e mexam-se! Os japoneses estão esperando por nós!" O Soldado Ira Hayes, com o rosto sombrio, avançou com seu esquadrão, a areia preta sugando suas botas. Os momentos iniciais foram um caos.

Dias viraram semanas enquanto os fuzileiros navais lutavam metro a metro pela ilha. O terreno era implacável, uma paisagem de cinzas vulcânicas e rochas irregulares. Os defensores japoneses estavam entrincheirados em cavernas e bunkers, tornando cada avanço uma luta custosa. As baixas aumentavam em ambos os lados, cada bunker custando caro.

"Ergam aquela bandeira!", Strank latiu para Hayes e os outros homens enquanto eles alcançavam o cume do Monte Suribachi. Uma pequena bandeira americana foi rapidamente erguida, um símbolo de vitória em meio à paisagem infernal. Uma segunda bandeira, maior, foi então içada, imortalizada na famosa fotografia. O fotógrafo notou que Strank usou um pedaço de cano velho, uma relíquia do passado da ilha, para erguer a bandeira mais alto.

Nimitz mais tarde refletiu: "Valor incomum era uma virtude comum". Ele se lembrou de ter lido o que Thomas Paine disse: "Quanto mais difícil o conflito, mais glorioso o triunfo". Ele sabia que a captura de Iwo Jima veio a um preço terrível. Milhares de jovens haviam dado suas vidas por alguns quilômetros quadrados de rocha vulcânica.

Kuribayashi recusou-se a render-se, liderando as tropas restantes numa defesa final e desesperada. Ele enviou uma mensagem final a Tóquio, expressando seu pesar por não ter conseguido manter a ilha. "Lutamos bravamente", escreveu ele, "mas o inimigo é muito forte". Ele nunca mais foi visto com vida. As baixas japonesas foram quase totais.

Ira Hayes, aclamado como herói, lutava contra a culpa e o trauma da guerra. Ele viu seus amigos morrerem em combate. Anos depois, ele teria dificuldades para lidar com os horrores de Iwo Jima, uma batalha para sempre gravada em sua memória. Hayes diria: "Eu podia ver os rostos deles. Às vezes, ainda os vejo."

Hoje, Iwo Jima é um local de peregrinação, um testemunho da coragem e do sacrifício de soldados americanos e japoneses. Um memorial se ergue no Monte Suribachi, um lembrete silencioso da brutalidade da batalha. A ilha permanece um solo solene, onde os ventos sussurram as histórias daqueles que lutaram e morreram. É um lugar onde história, coragem e perda estão permanentemente interligadas.