The Hundred Years’ War — United Kingdom & France (1337, United Kingdom & France)

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No gélido ano de mil trezentos e trinta e sete, dentro de um reino em miniatura, um globo de neve equilibrado precariamente no parapeito esquecido de uma criança, o Rei Eduardo Terceiro da Inglaterra, o ambicioso pretendente ao trono francês, enfrentou o Rei Filipe Sexto da França, o determinado defensor de seu reino. Geoffrey Chaucer, um jovem e observador cortesão, assistia com uma mistura de apreensão e curiosidade. John Talbot, um experiente comandante inglês, estava pronto para a batalha. Mas como essa disputa aparentemente pequena dentro de um brinquedo descartado acendeu um século de conflito? Nos campos varridos pelo vento deste mundo congelado, seus destinos estavam prestes a colidir, mas onde essa guerra gelada realmente começou?

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"A coroa francesa é nossa por direito, Filipe!", declarou o Rei Eduardo Terceiro em sua grandiosa sala do trono. John Talbot estava ao lado de Eduardo, com a mão repousando no punho de sua espada. "Minha mãe era Isabel, filha de Filipe Quarto. A linha de sucessão é clara!" Mas o Rei Filipe Sexto zombou. "A Lei Sálica impede a herança pela linha feminina. O trono francês pertence a um Valois, não a um inglês!" A discussão dentro do globo de neve ficou acalorada. "Este não é o seu reino", Talbot murmurou, seus olhos se estreitando, "Nós faremos com que seja."

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Geoffrey Chaucer, rabiscando em seu caderno, ouviu os conselheiros reais discutindo finanças. "O comércio de lã com Flandres é vital, mas o Rei francês o taxa pesadamente!", exclamou um conselheiro. Chaucer fez uma pausa, molhando sua pena, percebendo os motivos econômicos por trás do conflito iminente. "Se controlarmos os portos franceses", acrescentou outro, "a riqueza da Inglaterra será inigualável!". "Como disse Aristóteles", Chaucer ponderou suavemente, lembrando as palavras do filósofo, "'O valor último da vida depende da consciência e do poder da contemplação, e não da mera sobrevivência' — e ambos os nossos reinos estão agora ameaçados."

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A guerra começou no mar, com navios ingleses e franceses se chocando no Canal da Mancha. "Preparem-se para abordar!", gritou John Talbot, sua voz mal audível acima do rugido da batalha. Arqueiros ingleses choveram flechas sobre os conveses franceses, enquanto soldados franceses lançavam insultos e revidavam o fogo. O pequeno globo de neve chacoalhou violentamente. "Pela Inglaterra!", berrou Talbot, saltando para o navio inimigo, espada erguida.

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O Rei Eduardo Terceiro estava sobre uma colina, observando o campo de batalha em Crécy. Cavaleiros franceses avançavam morro acima contra os arqueiros ingleses. O Rei Filipe Sexto, liderando o exército francês, assistia consternado enquanto seus cavaleiros caíam em massa. "Eles são imparáveis!", Filipe gritou, sua armadura manchada de lama e sangue. Ele ordenou a retirada, mas era tarde demais; o campo estava coberto de mortos franceses.

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Os ingleses sitiaram Calais, um porto francês vital. "Ninguém sai desta cidade!", comandou John Talbot, patrulhando as muralhas. Os cidadãos de Calais, famintos e desesperados, preparavam-se para a rendição inevitável. "Não podemos mais aguentar", gritou um soldado francês, com a voz rouca. O Rei Eduardo exigiu as chaves da cidade e seis cidadãos proeminentes para serem executados.

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Anos depois, uma jovem camponesa chamada Joana d'Arc surgiu na França. "Ouvi as vozes dos santos", declarou ela ao Delfim Carlos. "Eles me ordenam expulsar os ingleses da França e coroá-lo Rei em Reims!" Carlos, hesitante mas desesperado, concedeu-lhe o comando do exército francês. Joana, vestida com uma armadura brilhante, ergueu sua bandeira bem alto. "Deus está conosco!", gritou ela, liderando o ataque em Orléans.

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O exército francês, inspirado por Joana d'Arc, levantou o cerco de Orléans. "Pela França!", gritou Joana, liderando a carga. Os ingleses, desmoralizados e superados, recuaram em desordem. John Talbot, capturado durante a batalha, observava incrédulo. "Isto é bruxaria!", exclamou ele, balançando a cabeça. Agora ele sabia que o que parecia um inverno sem fim, poderia finalmente se transformar em primavera. "Eu nunca acreditei que nosso reino dentro de uma bola pudesse mudar, mas Joana trouxe nova vida."

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Capturada pelos ingleses, Joana d'Arc foi julgada por heresia. O Bispo Pierre Cauchon, um clérigo austero e implacável, presidiu o processo. "Você nega as vozes que afirma ouvir?", Cauchon exigiu, sua voz ecoando pela câmara. Joana, desafiadora e inabalável, recusou-se a retratar-se. "Minhas vozes vêm de Deus", ela insistiu, seus olhos cheios de um fogo justo.

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Embora Joana d'Arc tenha sido queimada na fogueira, seu sacrifício inspirou os franceses a continuar lutando. O Rei Luís Onze e o Rei Eduardo Quatro assinaram o Tratado de Picquigny. A guerra terminou, com a reivindicação da Inglaterra ao trono francês abandonada. A Guerra dos Cem Anos havia terminado, mas seu impacto ressoou por gerações, moldando para sempre os destinos da Inglaterra e da França dentro do globo de neve. Geoffrey Chaucer escreveria mais tarde: "Todas as coisas boas devem chegar ao fim."