The Sack of Rome by the Visigoths (410 AD, Rome)

The Sack of Rome by the Visigoths (410 AD, Rome) — cover The Sack of Rome by the Visigoths (410 AD, Rome) — page 1

O ano é quatrocentos e dez depois de Cristo. Roma, antes o coração invencível de um império, está em chamas. Alarico Primeiro, rei dos Visigodos, observa enquanto seus guerreiros avançam pelo Portão Salário violado. "A arrogância de Roma termina hoje", ele grita, sua voz mal audível acima do barulho. Gala Placídia, uma nobre, é arrastada de sua vila, seus gritos engolidos pelo caos.

The Sack of Rome by the Visigoths (410 AD, Rome) — page 2

Ravena, quatrocentos e oito depois de Cristo. O imperador Honório, um jovem mais interessado em suas aves do que em política, recebe notícias graves. "Os visigodos estão marchando sobre Roma!", grita Olímpio, seu conselheiro. Honório, brincando com um galo premiado, responde com desdém: "Certamente, Estilicão vai resolver isso."

The Sack of Rome by the Visigoths (410 AD, Rome) — page 3

Ticino, quatrocentos e oito depois de Cristo. Estilicão, o brilhante general que havia defendido Roma repetidamente, enfrenta seus executores. "Eu servi a este império com honra", ele declara, sua voz ressoando com traição. Estilicão, um homem de meia-idade de ascendência bárbara e romana mista, sabia que seu destino estava selado quando o Imperador Honório, influenciado por intrigas da corte, abandonou seu general mais leal. Sua execução enfraqueceu o Império imensuravelmente.

The Sack of Rome by the Visigoths (410 AD, Rome) — page 4

Fora de Roma, 409 depois de Cristo. Alarico Primeiro encontra-se com emissários romanos. "Exijo ouro, prata e escravos bárbaros", ele proclama. Átalo, um oficial romano responsável por coletar o tributo, argumenta fracamente: "Roma não é tão rica quanto você acredita." Alarico retruca: "Então vocês enfrentarão as consequências."

The Sack of Rome by the Visigoths (410 AD, Rome) — page 5

Roma, quatrocentos e nove depois de Cristo. O Bispo Inocêncio Primeiro, uma figura venerável, emerge da Basílica de Latrão. "A paz ainda pode ser alcançada", ele diz aos cidadãos aterrorizados. O Bispo planejava encontrar Alarico pessoalmente e, através do poder de sua fé, daria um fim ao conflito. "Oremos por intervenção divina."

The Sack of Rome by the Visigoths (410 AD, Rome) — page 6

Catorze de julho, quatrocentos e dez depois de Cristo. Os visigodos, tomados pela raiva e pela fome, liberam toda a sua fúria. Máquinas de cerco golpeiam incessantemente contra o Portão Salário. Finalmente, a antiga barreira se estilhaça. Alarico ruge em triunfo. O golpe final contra o portão foi desferido, e logo a cidade seria deles.

The Sack of Rome by the Visigoths (410 AD, Rome) — page 7

Roma, quatrocentos e dez depois de Cristo. Os visigodos saqueiam a cidade, pilhando e queimando. Casas e templos são roubados. Inocêncio Primeiro observa impotente enquanto a basílica é profanada. "Isto", ele lamenta, citando Sêneca, "é apenas a sombra de um Deus carrancudo."

The Sack of Rome by the Visigoths (410 AD, Rome) — page 8

Roma, quatrocentos e dez depois de Cristo. Gala Placídia, agora uma cativa, é levada perante Alarico. "Seu império está desmoronando", ele lhe diz. "Mas você, nobre, ainda pode se mostrar útil." Embora feita cativa, Gala Placídia, sempre desafiadora, manteve sua dignidade e se preparou para qualquer destino que estivesse por vir.

The Sack of Rome by the Visigoths (410 AD, Rome) — page 9

Roma, quatrocentos e dez depois de Cristo. Após três dias, os visigodos de Alarico se retiram, carregados de tesouros. A cidade é uma ruína fumegante. Honório permanece em Ravena, aparentemente inabalável. O poder e a glória que pertenciam a Roma agora jazem espalhados em cinzas.

The Sack of Rome by the Visigoths (410 AD, Rome) — page 10

O saque de Roma em quatrocentos e dez depois de Cristo abalou os alicerces do Império Romano Ocidental. O império, enfraquecido por conflitos internos e pressões externas, nunca se recuperaria totalmente. O evento serviu como um lembrete severo, como Edward Gibbon escreveu mais tarde, de que mesmo as civilizações mais poderosas são vulneráveis ao declínio e à queda.