The Signing of the Magna Carta (1215, United Kingdom)

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Quinze de junho de mil duzentos e quinze, Runnymede. O Rei João, encurralado por barões rebeldes, enfrentou o inevitável. O Arcebispo Stephen Langton observava atentamente enquanto William Marshal, Conde de Pembroke, se aproximava com o documento. O destino da Inglaterra estava em jogo, mas onde começou esse dramático embate de poder?

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Palácio de Westminster, 1214. O Rei João sentou-se em seu trono ornamentado, exigindo impostos cada vez maiores de seus nobres. Robert Fitzwalter, um homem corpulento em seus quarenta e poucos anos, com cabelos castanhos espessos e uma expressão determinada, trocou um olhar preocupado com Eustace de Vesci, um nobre de rosto severo. Geoffrey Fitz Peter, Conde de Essex, aconselhou moderação. As sementes da rebelião estavam sendo semeadas no coração da própria corte do rei.

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"Não podemos continuar a sangrar nosso povo até a exaustão", declarou Robert Fitzwalter a Eustace de Vesci. Eustace assentiu sombriamente: "As exigências do rei são insustentáveis. Ele não se importa com o bem-estar de seus súditos." Richard de Clare, terceiro Conde de Hertford, um nobre austero com uma barba bem aparada e olhos determinados, juntou-se a eles. Ele afirmou: "A menos que ele ceda, devemos forçá-lo."

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Isabella de Angoulême, a Rainha da Inglaterra, confrontou o Rei João. "Suas políticas estão levando o reino à ruína! Os barões estão prontos para se revoltar", ela alertou. O Rei João zombou, "Eles não ousariam! Eu sou o rei deles, nomeado por Deus." Isabella retrucou, "A soberba será sua ruína, João."

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O Arcebispo Stephen Langton, sempre o mediador, procurou argumentar com o rei. "Vossa Majestade, considere as palavras de Sêneca", Langton começou. "'Todo novo começo vem do fim de algum outro começo.' Os velhos modos de governar devem terminar; você deve abraçar um novo caminho de justiça e equidade." O Rei João zombou, "Justiça? De cães rebeldes? Nunca!"

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De volta a Runnymede, William Marshal dirigiu-se aos barões reunidos. "O rei concordou em atender às nossas demandas", anunciou ele. Robert Fitzwalter permaneceu cético. "Palavras são vento, Marshal. Precisamos de uma carta, assinada e selada, para garantir nossos direitos." Os barões murmuraram em concordância; a resolução deles era firme.

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Quinze de junho de mil duzentos e quinze. O Rei João aproximou-se da mesa com relutância. O Arcebispo Stephen Langton colocou a Magna Carta diante dele. "Assine esta carta e você garantirá a paz na Inglaterra", Langton insistiu. O Rei João hesitou, o rosto contorcido de raiva e ressentimento. "Sou forçado a fazer isso", ele sibilou, pegando a pena.

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Com o coração pesado, o Rei João assinou a Magna Carta. Robert Fitzwalter deu um passo à frente, com os olhos fixos no documento. "Que esta carta seja um testamento dos direitos de todos os homens livres na Inglaterra", ele declarou. Os barões aplaudiram, sua longa luta finalmente dando frutos.

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Geoffrey Fitz Peter observava enquanto os barões celebravam. Ele entendeu que aquilo não era apenas uma vitória, mas uma mudança fundamental no poder. "Este documento", ele murmurou para Eustace de Vesci, "amarrará as mãos do rei por gerações vindouras." As consequências daquele dia ecoariam pela história inglesa.

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A Magna Carta, assinada em Runnymede, tornou-se a pedra angular da lei e da liberdade inglesas. Ela estabeleceu o princípio de que até mesmo o rei estava sujeito à lei. Embora o Rei João tenha resistido a ela, a influência da carta se espalhou pelos séculos, inspirando movimentos por liberdade e justiça em todo o mundo. Seu legado perdura até hoje.