The Treaty of Westphalia Ends the War (1648, Germany)

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O vento do deserto uivava, carregando sussurros de uma guerra que logo terminaria. Johannes Matthiæ, enviado sueco, permaneceu firme em meio à areia rodopiante, seus olhos fixos no enviado de Fernando Terceiro. "A paz", proclamou ele, sua voz ecoando, "não é meramente a ausência de guerra, mas a presença de justiça!" Mas como poderiam alcançar uma paz duradoura após décadas de conflito?

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Décadas antes, Fernando Segundo, Sacro Imperador Romano, procurou impor a uniformidade religiosa. Cristiano Quarto da Dinamarca, com sua armadura reluzente, advertiu Wallenstein, o general Imperial de semblante sombrio: "Essa sede de poder só afogará a Europa em sangue!". Mas Fernando persistiu, sua ambição alimentada pela promessa de um império unificado. Seria esse o início do derramamento de sangue?

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O Cardeal Richelieu, o astuto ministro francês, viu uma oportunidade para enfraquecer os Habsburgos. "O inimigo do meu inimigo", ele ponderou ao jovem Rei Luís Treze, "é meu amigo." Ele direcionou fundos e apoio a Gustavo Adolfo, o Leão do Norte, cujas forças suecas desafiavam o domínio Imperial. Seria esta uma manipulação para o benefício da França, ou para o da Europa?

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Gustavo Adolfo, liderando suas tropas pela Alemanha, provou ser uma força formidável. Ele enfrentou Lennart Torstenson na Batalha de Breitenfeld. "Hoje", declarou Gustavo, sua voz ecoando pelo campo, "nós lutamos não apenas pela Suécia, mas pela liberdade de consciência!" Essa vitória mudou o equilíbrio de poder, mas a que custo?

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Depois de anos de luta, Fernando Terceiro herdou a guerra. Ele sabia que era um impasse. Exausto e esgotado, ele disse: "Não há mais nada a ganhar". O Cardeal Mazarin, sucessor de Richelieu, viu uma chance de garantir os interesses franceses. Ele pediu o início das negociações, um passo em direção a uma resolução duradoura para a Europa, mas seus motivos permaneceram ambíguos.

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De volta ao oásis no deserto, os diplomatas encaravam as esculturas de areia falantes, cada uma entoando avisos ancestrais. Johannes Matthiæ apontou para um pergaminho. "Como disse Aristóteles", declarou ele, sua voz ecoando pela areia, "'O valor último da vida depende da consciência e do poder da contemplação, e não da mera sobrevivência'. Precisamos contemplar o futuro juntos." Seria aquilo diplomacia, ou algum encantamento do deserto?

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A influência de Mazarin garantiu termos favoráveis para a França, mas não sem concessões. Ele sabia que Lennart Torstenson, que havia lutado por toda a Europa, também era um grande jogador. "Este tratado", proclamou Mazarin, "não pode servir apenas à França, mas a toda a Europa". Ele acreditava nisso?

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O Tratado de Vestfália foi assinado em mil seiscentos e quarenta e oito. Fronteiras foram redesenhadas, liberdades religiosas reconhecidas e o Sacro Império Romano-Germânico enfraquecido. Até Fernando Terceiro, observando o tratado ser assinado, pensou: "O que Fernando Segundo pensaria deste dia?". Ele encerrou a Guerra dos Trinta Anos, mas as esculturas de areia falantes sabiam que mais conflitos estavam por vir.

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O oásis, antes um lugar de preparação para a guerra, tornou-se um lugar de celebração exausta. Johannes Matthiæ olhou para o enviado de Fernando Terceiro, um sorriso fino em seus lábios. "Talvez", disse ele, "a paz não seja encontrada em grandes vitórias, mas em pequenos acordos."

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O legado do tratado permanece: estados soberanos, tolerância religiosa e as sementes do direito internacional. Mas o oásis no deserto sussurra que o poder muda, e novos conflitos sempre surgirão. A esperança de uma paz duradoura permanece uma busca eterna.