Alexander Graham Bell's First Call

Winona pulava na ponta dos pés, observando as cores rodopiantes do rio cheio de joias passarem rapidamente. "Vovô, olhe aquela ametista!", ela exclamou, apontando com uma mão enluvada. Dev riu, ajustando sua lanterna de cabeça. "Bonito, não é? Esta caverna inteira é uma maravilha."

"Imagine tentar falar com alguém distante antes de tudo isso", Winona disse, gesticulando ao redor. "Como as pessoas sequer se comunicavam?" Dev sorriu, dando um tapinha no ombro dela. "Eles escreviam cartas, enviavam telegramas... levava dias, às vezes semanas! Vamos voltar. Sua mãe nos pediu para estarmos em casa antes do jantar."

De volta ao seu quarto, cheio de pôsteres e modelos científicos, Winona pegou sua enciclopédia de invenções brilhante. "'A melhor maneira de prever o futuro é inventá-lo'", ela murmurou, citando Alan Kay, puxando o livro da prateleira. O quarto começou a cintilar e se dissolver ao redor dela, luzes rodopiantes preenchendo sua visão. Hora de viajar!

Winona aterrissou em uma oficina bagunçada, tossindo no ar esfumaçado. Um homem com cabelos selvagens castanho-dourados estava mexendo com fios e baterias. "Com licença", Winona perguntou, com o caderno na mão, "Você é Alexander Graham Bell?"

"Sou eu", Bell respondeu, enxugando a testa. "E o que a traz ao meu humilde laboratório? Estou tentando transmitir a fala eletricamente, mas está se mostrando bastante difícil." Os olhos de Winona se arregalaram. "Você está inventando o telefone! Mas como funciona?"

"Bem", Bell explicou, segurando dois aparelhos, "espero enviar vibrações sonoras através de um fio. Veja, estes dois aparelhos têm membranas, quando o som atinge uma, o ímã cria correntes elétricas através do fio para a outra membrana, que então reproduz o som."

"Tem sido um longo processo, Winona", Bell admitiu. "Inúmeras falhas, designs ajustados... Mesmo agora, ainda é uma luta. Mas em dez de março de mil oitocentos e setenta e seis, eu disse as primeiras palavras ao telefone. 'Senhor Watson, venha aqui, quero vê-lo'."

Winona anotava furiosamente em seu caderno. "Isso é incrível! Mas e agora? Quer dizer, todo mundo tem um smartphone!" Bell riu. "Desde aquelas primeiras palavras até a indústria de smartphones de quinhentos bilhões de dólares de hoje? Uma evolução incrível! Isso prova que tudo é possível."

De volta ao seu quarto, a enciclopédia brilhante desapareceu enquanto Winona segurava seu caderno. "Uau", ela suspirou, olhando para seu próprio smartphone na mesa. Ela desceu correndo para encontrar seu avô. "Vovô, adivinha o que eu aprendi sobre Alexander Graham Bell!"

"Ele me mostrou o primeiro telefone! Ele disse que tudo começou com 'Senhor Watson, venha aqui'!" Dev sorriu, colocando um braço em volta dela. "Isso mesmo, querida. Conectar pessoas – é isso que importa. E como disse o grande poeta Walt Whitman: 'Mantenha seu rosto sempre voltado para o sol, e as sombras cairão atrás de você.' Então, o que temos para o jantar?"