Concorde: The Supersonic Jet

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Linnea pulava nas pontas dos pés, observando as minúsculas criaturas aladas voarem entre as casas-flor gigantes. "Tane, olha! Mais uma entrega de néctar solar para o jardim do Velho Fitzwilliam!" Tane, nada impressionado, cutucava o chão musgoso com um graveto. "Aposto que a viagem entre essas casas é mais longa do que parece", ele resmungou. "Eu queria que houvesse uma maneira mais rápida de se locomover pelo gigante — talvez um barco voador muito, muito rápido!"

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Os olhos de Linnea se iluminaram. "Barco-celeste... como um jato super-rápido? Espera um segundo! Quem inventou os jatos, afinal? Como as pessoas viajavam longas distâncias antes dos aviões?" Ela correu em direção à sua casa-cogumelo, Tane a seguindo, reclamando que precisava almoçar. "Tenho certeza de que há algo interessante na minha Enciclopédia de Invenções Maravilhosas!", ela gritou por cima do ombro, desaparecendo lá dentro.

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Dentro de seu quarto, cercada por engenhocas e geringonças, Linnea pegou um grande livro encadernado em couro de sua prateleira. Enquanto seus dedos traçavam o título brilhante, um turbilhão de luz irrompeu. Tane guinchou, agarrando a túnica de Linnea. "O que está acontecendo?" Linnea sorriu. "Estamos prestes a descobrir quem tornou os barcos voadores uma realidade!"

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A luz giratória os depositou em um movimentado campo de aviação. Homens de macacão e óculos de proteção se aglomeravam em torno de aviões elegantes e futuristas. "Uau", Linnea murmurou, com o caderno na mão. "Parece... França? E o ano é... mil novecentos e sessenta e nove?!" Um homem com uma prancheta passou apressado. "Depressa, precisamos nos preparar para esta ocasião memorável. O voo de teste do Concorde é em duas horas."

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Um cavalheiro de óculos, com um semblante gentil, aproximou-se deles. "Perdidos, estamos?", perguntou ele com um sorriso. "Sou André Turcat, um dos pilotos de teste do Concorde. Esta aeronave é o futuro das viagens. Estamos tão perto, mas tão longe." Os olhos de Linnea se arregalaram. "O Concorde? O jato supersônico? Como vocês sequer tiveram a ideia?"

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"Foi um esforço colaborativo entre a Grã-Bretanha e a França. O projeto começou em mil novecentos e sessenta e dois", André explicou, gesticulando para uma planta. "O objetivo? Reduzir drasticamente o tempo de viagem. Imagine voar de Londres para Nova Iorque em menos de quatro horas!" Tane arregalou os olhos. "Isso é mais rápido que um enxame de borboletas-do-sol! Mas por que foi tão difícil?"

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André suspirou. "Os desafios foram imensos. Projetar uma aeronave que pudesse suportar velocidades supersônicas, o calor do atrito do ar... exigiu uma engenharia revolucionária. Quase desistimos, mas tínhamos que continuar." Ele se inclinou para mais perto. "'O impedimento à ação avança a ação. O que está no caminho se torna o caminho', como disse Marco Aurélio. Nós seguimos em frente. E agora, aqui estamos!"

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De repente, um rugido alto preencheu o ar. O Concorde começou a taxiar pela pista. "Está decolando!", Tane gritou, pulando. "Temos que assistir!" Com um estrondo ensurdecedor, o elegante jato branco subiu ao céu. "O Concorde voava ao dobro da velocidade do som!", Linnea anotou em seu caderno.

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De volta ao seu quarto, a Enciclopédia das Invenções Maravilhosas repousava aberta em sua mesa. "Uau, o Concorde mudou tudo. Ele encolheu o mundo, conectando as pessoas mais rápido do que nunca. Em mil novecentos e setenta e sete, uma passagem só de ida de Londres para Nova Iorque custava setecentos e oitenta e seis libras." Linnea olhou para Tane, com uma expressão pensativa no rosto.

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"Agora temos barcos voadores ainda mais rápidos!" Tane sorriu. Linnea assentiu. "Isso mesmo! E hoje, a indústria aérea gera bilhões de dólares anualmente, conectando famílias, amigos e culturas ao redor do mundo! Imagine como o mundo será com ainda mais invenções!" Fechando o livro, ela sorriu. "Mas primeiro, o almoço."