How Artificial Intelligence Was Programmed

A Grande Escola da Casa na Árvore zumbia com a empolgação de uma nova primavera. Kaya pulava na ponta dos pés, observando as abelhas voarem entre os galhos floridos que formavam as paredes da sala de aula. "Vovó Sama, olhe!", ela exclamou, apontando para uma abelha particularmente gordinha coberta de pólen. Sama riu, ajustando os óculos. "Elas são pequenas engenheiras bem ocupadas, não são?"

"Engenheiros constroem coisas", Kaya disse, inclinando a cabeça. "Tipo... tipo nossos dispositivos de comunicação?" Sama assentiu. "Exatamente. Sabe, até nossos smart-slates precisam que lhes digam o que fazer. Alguém teve que programá-los." Os olhos de Kaya se arregalaram de curiosidade. "Programar? Quem os ensinou? Como as pessoas aprenderam a fazer o primeiro?", ela perguntou, já pegando seu velho caderno de couro do colo.

Sama sorriu. "Essa é uma pergunta para sua Enciclopédia de Invenções Mágicas, minha querida." Kaya ofegou e correu para seu quarto, um espaço aconchegante aninhado em um galho oco. Em sua estante, estava o livro antigo, sua capa de couro brilhando fracamente. Ao alcançá-lo, Kaya recordou as palavras de Leonardo da Vinci: "'Estude a ciência da arte. Estude a arte da ciência. Desenvolva seus sentidos. Especialmente aprenda a ver. Perceba que tudo se conecta a tudo mais.' É a citação perfeita para descobrir como a IA foi desenvolvida!"

Um turbilhão de luz depositou Kaya em uma oficina movimentada, por volta de mil novecentos e cinquenta e seis. Válvulas de vácuo zumbiam e fios se espalhavam por mesas bagunçadas. Uma mulher com duas tranças de cabelo castanho-claro, Dana, ajustava meticulosamente uma placa de circuito complexa. "Cuidado com essa válvula de vácuo, mocinha!", Dana exclamou, sem levantar os olhos. "Elas custam uma pequena fortuna."

Os olhos de Kaya se arregalaram. "Você está... construindo um computador?" Dana finalmente olhou para cima, surpresa. "Bem, tentando! Este é o TX-2 no Lincoln Labs. Vai ser revolucionário. Poderemos usá-lo para projetar gráficos, assim como fazer cálculos! Mas está se mostrando complicado!" Dana suspirou, limpando a testa com as costas da mão. "Programá-lo é como ensinar um aluno muito teimoso."

"Mas como vocês ensinam algo a ele?", Kaya perguntou, abrindo seu caderno. Dana apontou para uma pilha de cartões perfurados. "Nós o alimentamos com instruções, uma de cada vez, como escrever uma história muito, muito longa. Cada furo diz ao computador para fazer algo diferente. Antes do TX-2, as máquinas só podiam realizar uma tarefa por vez! A máquina ENIAC custou cerca de quinhentos mil em mil novecentos e quarenta e seis. Que preço!" Kaya rabiscou furiosamente: "Então, a IA inicial era realmente apenas... instruções cuidadosamente escritas?"

Dana assentiu. "Exatamente! É tudo sobre lógica e sequências. A invenção do tempo compartilhado permitiu que vários programadores utilizassem as máquinas caras e grandes ao mesmo tempo. Mas mesmo hoje, a IA ainda precisa ser instruída sobre o que fazer. Só que agora, em vez de cartões perfurados, temos linhas complexas de código. Em dois mil e vinte e três, o mercado de IA foi avaliado em mais de quatrocentos e cinquenta bilhões!" Kaya ofegou. "Isso é incrível!"

De repente, um alarme alto soou. "Ah, não! O programa travou em um loop!" Dana exclamou, correndo para o console. "Está repetindo a mesma instrução várias e várias vezes!" Kaya lembrou-se de algo de sua Enciclopédia sobre técnicas antigas de depuração. "Tente acionar o interruptor no painel sete, aquele marcado como 'LIMPAR'!" ela gritou. "Eu li que eles costumavam fazer isso para quebrar loops infinitos!"

Dana, desesperada, acionou o interruptor. O alarme parou. O computador zumbiu e depois silenciou. Dana olhou fixamente para a tela de saída e soltou um grito de alegria. "Funcionou! Você salvou o programa! Obrigada!" Uma onda de luz cintilante envolveu Kaya, sinalizando seu retorno.

De volta ao quarto na casa da árvore, Kaya bateu a Enciclopédia e correu para encontrar Sama. "Vovó! Eu sei como a IA foi programada pela primeira vez! Era tudo sobre dar instruções muito específicas, e até saber como parar o computador quando ele comete erros!" Ela pegou seu tablet inteligente e começou a digitar. "Agora, vou programá-lo para tocar nossa música favorita, o 'Hino da Primavera'!" Sama sorriu, sabendo que a curiosidade de Kaya a levaria a muitas outras descobertas incríveis.