How Military Drones Were Designed

Elodie desabou nos degraus cobertos de vegetação de seu prédio, o ar úmido pesado com o cheiro de jasmim em flor. "Mais um drone de entrega zumbindo", ela suspirou, observando a máquina elegante desaparecer entre os arranha-céus verdejantes. Kai, estirado nos degraus ao lado dela, não tirou os olhos do jogo em seu datapad. "E daí? Eles são convenientes. Eu pedi bubble tea, e vai chegar em cinco minutos."

Os olhos de Elodie se estreitaram. "Mas quem os inventou, Kai? Quem decidiu que precisávamos de pássaros robôs entregando tudo?" Ela pulou, energizada por um pensamento repentino. "Imagine viver sem a capacidade de ver de longe ou em situações perigosas. Como as pessoas se viravam antes dos drones?" Antes que Kai pudesse responder, Elodie correu para dentro, com seu caderno de couro gasto apertado na mão.

Dentro de seu quarto, repleto de modelos científicos e displays holográficos, Elodie pegou sua brilhante Enciclopédia de Invenções da prateleira. O livro cintilou, e uma onda de luz a envolveu. "'A única verdadeira sabedoria está em saber que você não sabe nada'",

A luz diminuiu, e Elodie se viu em um hangar de aviões empoeirado, o ar denso com o cheiro de óleo e metal. Era agosto de mil novecentos e dezessete, e a Primeira Guerra Mundial estava em fúria. Um homem na casa dos quarenta, com pele pálida e sardenta e cabelos pretos grossos e lisos com uma leve ondulação nas pontas, caminhava ansiosamente. "Se ao menos pudéssemos ver o que está acontecendo nas linhas de frente sem arriscar mais vidas!", exclamou ele, jogando as mãos para cima em frustração.

"Com licença", Elodie interveio, aproximando-se do homem, "você é... Arjun, por acaso? Você está trabalhando em algo que possa ajudar?" Arjun parou de andar e olhou para ela, surpreso. "Eu sou Arjun. E estou tentando bolar uma maneira de observar as posições inimigas remotamente. As trincheiras são uma armadilha mortal, e o reconhecimento aéreo é muito arriscado para nossos pilotos."

"Eu tive uma ideia, lá em mil novecentos e dezesseis, para o que chamei de 'alvo aéreo'", Arjun continuou, levando Elodie a uma bancada coberta de fios e componentes rudimentares. "Seria controlado por rádio, não tripulado. Charles Kettering ajudou com o design." Ele gesticulou para um pequeno modelo de biplano de madeira. "Nós até o chamamos de Kettering Bug! Mas não era preciso o suficiente e só conseguia voar em linha reta por cerca de quarenta milhas."

"Então, não era bem um drone como conhecemos hoje?" Elodie perguntou, rabiscando em seu caderno. "Ainda não", Arjun respondeu, com um toque de frustração na voz. "Mas foi um começo! Após a guerra, a tecnologia continuou a evoluir. Na Guerra do Vietnã, veículos pilotados remotamente estavam sendo usados para reconhecimento. Mas foi na Guerra do Yom Kippur, em mil novecentos e setenta e três, que Israel usou drones para suprimir as defesas antimísseis egípcias. Isso realmente demonstrou o potencial deles."

Arjun pegou uma pequena válvula termiônica. "Este pequeno dispositivo é essencial! É o que nos permite controlar a aeronave remotamente. Sem os avanços na tecnologia de rádio, nada disso seria possível." Elodie ofegou. "É isso! Na minha época, dizem que conectar as pessoas muda tudo – precisamos de válvulas termiônicas para nos comunicar! É por isso que eles não conseguiam controlar o 'Bug' de forma confiável."

Um clarão preencheu o hangar enquanto a Enciclopédia de Invenções chamava Elodie para casa. De volta ao seu quarto, a Enciclopédia se fechou com um baque suave. "Uau!", ela exclamou. "Do Kettering Bug aos drones avançados de hoje... tudo começou com a necessidade de conectar e ver, e o trabalho árduo de pessoas como Arjun!"

Elodie correu de volta para fora, com o caderno na mão. "Kai! Adivinha só? Drones militares evoluíram da tecnologia da Primeira Guerra Mundial! E eles dependiam de avanços em rádio e válvulas a vácuo – assim como nossos dispositivos de comunicação hoje!" Kai olhou para cima, finalmente interessado. "Então, a entrega de bubble tea é graças a invenções militares?" Elodie sorriu. "De certa forma, sim! Agora, sobre aquele bubble tea..."