How Rockets Were Invented

Hana puxou o casaco da mãe, sua respiração embaçando no ar gélido. "Mãe, por que a gente sempre vem para este lugar congelado?", ela perguntou, tremendo apesar das camadas de roupa. Kaya sorriu, apontando para a distante estação de pesquisa coberta de neve. "Porque, Hana, às vezes as descobertas mais importantes são feitas nos lugares mais improváveis. Vamos, vamos entrar antes que a gente vire escultura de gelo!"

Dentro da estação quente, Nikolai, um senhor de quase setenta anos, baixo e enérgico, com pele de porcelana, bochechas rosadas e cachos apertados de cabelo castanho-escuro desbotado nas laterais, os cumprimentou com uma caneca de chocolate quente. "Bem-vindos, bem-vindos! Kaya, você trouxe a pequena exploradora de novo?", ele riu. Hana, tomando seu chocolate quente, apontou para um elegante modelo de foguete branco na mesa de Nikolai. "Nikolai, para que serve isso? Mamãe diz que os foguetes nos ajudam a falar com pessoas distantes, mas como?"

Nikolai riu, ajustando os óculos. "Ah, foguetes! Eles percorreram um longo caminho, pequena. Sabe, Hana, eles nem sempre foram sobre comunicação. As pessoas primeiro queriam usá-los para lançar fogos de artifício pela terra para assustar os inimigos." Hana franziu a testa. "Assustar inimigos? Eu pensei que conectar com as pessoas era melhor! Espere um segundo!" Hana puxou seu gasto caderno de couro e folheou as páginas, um brilho determinado em seus olhos.

"Conectar muda tudo", Hana sussurrou, lendo uma anotação que havia escrito antes. De repente, o caderno começou a brilhar! A luz girou ao redor dela, puxando-a para longe da estação. "Uau! O que está acontecendo?", ela exclamou, segurando o caderno com força. Nikolai e Kaya observaram, espantados, enquanto Hana desaparecia em um flash de luz cintilante.

Hana aterrissou com um baque em uma oficina empoeirada. Um homem com uma expressão concentrada estava cuidadosamente enchendo um tubo com um pó preto. "Cuidado com isso, Jackson!", ele repreendeu outro homem. "Isso não é brincadeira de criança. Este foguete pode mudar o mundo!" Hana, sacudindo a poeira de si mesma, aproximou-se dele cautelosamente. "Com licença, senhor? O senhor está... inventando foguetes?"

O homem olhou para cima, surpreso. "De fato, sou eu. Sou William Congreve, e estou tentando aperfeiçoar meu foguete militar! Veja, vamos lançar um explosivo a longo alcance para atingir as muralhas da cidade inimiga." Hana franziu o nariz. "Mas isso parece... destrutivo! E se você pudesse usar foguetes para enviar mensagens? Para conectar pessoas distantes?" Congreve fez uma pausa, considerando as palavras dela. "Bem, como você supõe que isso seria possível, querida criança?"

"Minha mãe sempre diz, como Leonardo da Vinci colocou, 'Onde o espírito não trabalha com a mão, não há arte'." Hana respondeu, apontando para o foguete. "Talvez se você mudar para que você usa o foguete, você possa mudar o mundo de uma forma boa em vez de uma forma ruim." Congreve acariciou o queixo pensativamente. "Talvez... Mas meus foguetes já estão causando impacto. Em mil oitocentos e seis, nós os usamos para bombardear Boulogne, e em mil oitocentos e sete, Copenhague sofreu muito com o nosso fogo de foguetes. Esses foguetes não são brinquedos, sabe. Cada um gera cerca de duzentos em receita!"

De repente, Jackson gritou: "Senhor, a pólvora está instável! Vai explodir!" Congreve praguejou baixinho. Ele não tinha um recipiente para contê-la nem uma maneira mais segura de controlar os materiais explosivos. Hana lembrou-se de algo em seu caderno. "Espere! Leia isto!" Ela estendeu o caderno, apontando para um diagrama: a fórmula da mistura de nitrato de potássio, enxofre e carvão.

"Minhas anotações dizem que se você moer até virar um pó fino, misturar com água e depois deixar evaporar lentamente para produzir grandes grãos de cristal, isso pode evitar tais explosões repentinas." Congreve olhou para ela, maravilhado. Rapidamente, ele instruiu seus homens a seguir as instruções de Hana. Logo, um pó mais seguro e estável foi criado. "Incrível!" Congreve exclamou. "Você pode ter acabado de nos salvar a todos! Talvez esta tecnologia de foguetes possa trazer paz em vez de destruição."

Com outro flash, Hana estava de volta à estação de pesquisa. "Nikolai! Mãe! Eu ajudei a inventar foguetes mais seguros! Talvez agora eles possam realmente conectar pessoas!", ela exclamou. Kaya sorriu, abraçando-a apertado. Nikolai assentiu, apontando para as imagens de satélite modernas na tela do computador. "De fato, Hana. Hoje, a indústria global de satélites gera mais de duzentos e oitenta bilhões anualmente. Esses foguetes estão conectando o mundo como nunca antes, tudo graças aos materiais mais seguros que temos agora."