How Satellites Were Built to Connect Us

"Rafael, você pode pegar o telefone? A mamãe está ligando", Bram perguntou, sua voz ecoando da cozinha. Rafael, desenhando em seu caderno, fez uma pausa. "Eu me pergunto, quem inventou o telefone? Como as pessoas conversavam umas com as outras a longas distâncias antes disso?", ele ponderou, uma faísca de curiosidade acendendo em seus olhos. Ele se levantou rapidamente, com um olhar determinado no rosto, e foi direto para o quarto.

Ele praticamente mergulhou em seu quarto e abriu sua brilhante Enciclopédia de Invenções. Assim que a capa de couro envelhecido rangeu, uma onda de luz cintilante o envolveu. "Lá vamos nós de novo", Rafael riu, preparando-se para a jornada. A familiar sensação de redemoinho se intensificou, puxando-o para longe de seu quarto e para o desconhecido.

A luz rodopiante diminuiu, revelando uma oficina movimentada cheia de fios, restos de metal e máquinas complexas. Uma mulher com olhos determinados soldava dois circuitos. Um homem no canto ajustou a antena e começou a praguejar baixinho. "Droga, essa coisa não vai ficar em órbita!", exclamou ele, jogando as mãos para cima em frustração.

Rafael, ainda segurando seu caderno, ofegou: "Uau!" Ele reconheceu a cena de um documentário de história: os primeiros dias do desenvolvimento de satélites. "Com licença", Rafael perguntou timidamente, aproximando-se do homem, "o senhor está tentando construir um satélite?" Bram virou-se, surpreso, e depois riu. "Tentando é a palavra certa, garoto. Essa coisa é mais teimosa que uma erva daninha em um vaso de flores, mas sim, estamos", Bram respondeu.

"É mais difícil do que parece, mas estamos perto de fazer funcionar. E com razão – pense em todas as coisas incríveis que serão possíveis quando pudermos enviar este satélite para a órbita", disse Bram, enxugando o suor da testa. Adam olhou para cima, "Bram está certo; as recompensas valerão o trabalho para garantir que as comunicações possam viajar ao redor do mundo. Isso significa menos de um décimo de um por cento do custo para a comunicação Transatlântica." Bram continuou: "Antes dos satélites, os cabos transoceânicos custavam cerca de um milhão, cento e trinta mil para instalar!"

Os olhos de Rafael se arregalaram. "Então, você está dizendo que as pessoas poderão se comunicar instantaneamente em todo o mundo? Isso é incrível! Como vocês tiveram essa ideia?" Adam riu. "Bem, não fomos só nós. Em mil novecentos e quarenta e cinco, Arthur C. Clarke escreveu um artigo sugerindo que satélites poderiam ser usados para comunicação. E em mil novecentos e cinquenta e sete, a União Soviética lançou o Sputnik Um. Estamos tentando construir algo melhor agora, para o mundo inteiro."

De repente, um alarme alto soou pela oficina.

Bram entrou em ação, ajustando rapidamente os painéis solares, exatamente como Rafael havia sugerido. As luzes piscaram e, em seguida, estabilizaram. Um suspiro coletivo de alívio varreu a sala. "Sabe, garoto", disse Bram, virando-se para Rafael, "'A melhor maneira de prever o futuro é inventá-lo.' Foi o que Alan Kay disse uma vez. E você acabou de nos ajudar a inventar um futuro melhor. Obrigado, Rafael."

De repente, a familiar luz rodopiante retornou, puxando Rafael de volta para seu quarto. Ele bateu a Enciclopédia de Invenções, sua cabeça zumbindo com o conhecimento recém-adquirido. Ele correu para a cozinha, onde Bram ainda falava ao telefone. "Você não acreditaria no que acabei de aprender sobre satélites, Bram! São eles que tornam esta ligação possível!", exclamou ele, com os olhos brilhando de excitação.