How the Eiffel Tower Was Built

Adaeze suspirou, jogando seu livro de ciências no chão da sala. "Mais um dia, mais uma aula chata", ela murmurou. Seu irmão mais velho, Kwame, riu, apontando para o celular. "Me passa isso, por favor? Preciso ver os resultados do futebol." Adaeze entregou o aparelho elegante e perguntou: "Kwame, quem inventou essas coisas? Celulares, luzes, tudo... como as pessoas se viravam antes?"

Kwame encolheu os ombros. "Não sei, provavelmente algum gênio. Por que importa?" Adaeze pulou, os olhos arregalados de excitação. "Importa porque tudo ao nosso redor é uma invenção!" Ela correu para seu quarto com tema de ciência, pegou seu caderno de couro gasto e correu para sua estante. "Vou descobrir!", ela exclamou, puxando um livro antigo e brilhante. "É hora da 'Enciclopédia das Invenções' fazer sua mágica!"

Um redemoinho de luz envolveu Adaeze, transportando-a para uma rua movimentada. Lampiões a gás tremeluziam, projetando longas sombras nas ruas de paralelepípedos. Carruagens puxadas por cavalos passavam ruidosamente, e homens de cartola apressavam-se. "Uau, Paris em mil oitocentos e oitenta e sete", ela murmurou, rabiscando furiosamente em seu caderno. "Era assim que a vida parecia antes da Torre Eiffel ser terminada!", ela exclamou para si mesma, notando a paisagem urbana incompleta.

Uma mulher esbarrou em Adaeze, quase a derrubando. "Perdão, mademoiselle!", Katya, uma menina determinada de doze anos, atarracada e robusta, com pele bronzeada pelo sol e longos cabelos castanhos escuros trançados com pequenas contas, desculpou-se rapidamente. Adaeze, recuperando o equilíbrio, perguntou: "Com licença, mas qual é toda essa agitação sobre aquela... aquela coisa de metal que estão construindo?" Katya ergueu uma sobrancelha. "'Aquela coisa de metal' é a Torre Eiffel! Monsieur Eiffel diz que será a estrutura mais alta do mundo!"

Os olhos de Adaeze se arregalaram. "Eiffel? Gustave Eiffel? O engenheiro?" Katya assentiu. "O mesmo! Ele enfrentou muitas críticas. As pessoas diziam que era feia e inútil. Mas Eiffel, ele acredita no progresso!" Nesse momento, uma comoção irrompeu ali perto. Alguns cavalheiros estavam gritando e agitando suas bengalas. "Abaixo a torre! É uma monstruosidade!" gritou um. Adaeze ouviu alguém gritar "'A arte deve elevar, não agredir!'"

Katya pegou a mão de Adaeze. "Vamos, eu conheço alguém que trabalha na torre. Vamos ouvir a verdade!" Elas se espremeram pela multidão e se aproximaram do canteiro de obras. Uma jovem com macacão manchado de graxa estava apertando parafusos. Katya a apresentou como Sama, uma menina espirituosa de nove anos, altura média com um rosto redondo, pele de porcelana com bochechas rosadas e tranças gêmeas de cabelo castanho-claro amarradas com fitas, que ajudava o pai no projeto. "Sama, como é construir essa coisa gigante?"

Sama enxugou a testa. "É um trabalho duro, mas incrível! Monsieur Eiffel a projetou com tanta precisão. Cada peça se encaixa perfeitamente. É como um quebra-cabeça gigante!" Adaeze franziu a testa. "Mas ouvi dizer que é só para a Feira Mundial de mil oitocentos e oitenta e nove. Depois será derrubada?" Sama deu de ombros. "Alguns dizem isso. Mas papai diz que Monsieur Eiffel acredita que ela se tornará um símbolo de Paris, um testemunho da engenharia francesa! Ele até me disse 'Visão é a arte de ver o que é invisível para os outros', que é algo que Jonathan Swift escreveu!"

Adaeze rabiscava furiosamente em seu caderno, lembrando-se de algo que lera. "Espere! Eu li que Eiffel usou um design especial de treliça e elevadores hidráulicos para torná-la tão alta e forte!" Nesse instante, um cabo se rompeu, fazendo com que uma carga de vigas de ferro balançasse perigosamente. Os trabalhadores se espalharam, gritando alarmados. Katya ofegou. "Cuidado!"

Lembrando-se da hidráulica sobre a qual Adaeze havia lido, ela gritou: "Sama, seu pai! Onde estão os controles hidráulicos de emergência?" Sama, com os olhos arregalados de medo, apontou para uma plataforma próxima. "Lá em cima! Mas é muito perigoso!" Adaeze não hesitou. Ela escalou o andaime, agarrando-se às vigas de metal. "Alguém tem que fazer alguma coisa!"

Com um empurrão final, Adaeze alcançou a plataforma e bateu a alavanca hidráulica. As vigas oscilantes pararam a poucos centímetros dos trabalhadores. Um suspiro coletivo de alívio varreu o canteiro de obras. Tão rapidamente quanto, um redemoinho de luz apareceu, puxando Adaeze de volta para seu quarto. Ela sorriu. "A Torre Eiffel não foi construída apenas de ferro; foi construída de coragem e engenhosidade! Aquela coisa gera mais de quatrocentos e quarenta e um milhões anualmente hoje!"