How X-Ray Machines Were Built

Sora estava sentada em sua cadeira de balanço na varanda, observando os trens passarem. Seu avô, Santiago, estava ao lado dela, cantarolando uma melodia. "Vovô", ela perguntou, "como os médicos veem dentro das pessoas?" Santiago riu, apontando para sua caneca de café. "Bem, Sora, isso envolve algo chamado raios-X. Quem será que descobriu como fazê-los pela primeira vez?"

Sora saltou, os olhos arregalados de curiosidade. "Minha enciclopédia de invenções vai saber!" Ela correu para dentro, para seu quarto, onde um grande livro encadernado em couro repousava brilhando suavemente em sua estante. Assim que Sora o alcançou, o quarto cintilou e as paredes pareceram derreter. "Aqui vamos nós!", exclamou ela, uma mistura de excitação e um leve nervosismo em sua voz.

O mundo girou, e Sora se viu em um laboratório mal iluminado. Estranhos aparatos de vidro borbulhavam, e fios se espalhavam pelo chão. Uma mulher em um vestido longo observava atentamente uma tela brilhante. A mulher levantou os olhos quando ouviu Sora. "Olá!", exclamou a mulher. "Como Leonardo da Vinci disse: 'Princípios para o Desenvolvimento de uma Mente Completa: Estude a ciência da arte. Estude a arte da ciência. Desenvolva seus sentidos — especialmente aprenda a ver. Perceba que tudo se conecta a todo o resto', e é exatamente isso que estou fazendo!"

"Quem é você? Onde estou?", Sora perguntou, confusa. A mulher sorriu gentilmente. "Meu nome é Anna Bertha Roentgen, e você está no meu laboratório em Würzburg, Alemanha, em mil oitocentos e noventa e cinco. Estou trabalhando com meu marido, Wilhelm, em alguns experimentos muito interessantes!" Anna gesticulou para um tubo de aparência estranha. "Ele é o chefe do Instituto de Física daqui, sabe?"

"Wilhelm estava experimentando com este tubo de Crookes quando notou algo estranho", Anna explicou. "Mesmo quando ele cobriu o tubo com papelão preto, uma tela próxima ainda brilhava!" Sora ofegou. "O que estava causando o brilho?" ela se perguntou. Anna respondeu: "Wilhelm os chamou de raios-X, porque eram desconhecidos. Ele não sabia o que eram!"

"Ele passou semanas no laboratório, estudando esses raios misteriosos", Anna continuou. "Ele descobriu que eles podiam atravessar muitas coisas, mas não tudo. Então, em vinte e dois de dezembro de mil oitocentos e noventa e cinco, ele me pediu para ir ao laboratório." Anna fez uma pausa, com um brilho nos olhos. "Ele me pediu para colocar minha mão entre o tubo e uma chapa fotográfica."

"Depois de alguns minutos, Wilhelm revelou a chapa", disse Anna, com a voz cheia de admiração. "E lá estava – a primeira imagem de raio-X de um esqueleto humano!" Sora ofegou. "Seus ossos!" Anna assentiu. "Foi um momento revolucionário. Em mil novecentos e um, Wilhelm recebeu o primeiríssimo Prêmio Nobel de Física por sua descoberta." Sora ficou impressionada, "O mundo conseguiu aprender muito mais sobre o corpo humano só com isso?"

"Os raios-X mudaram rapidamente a medicina", explicou Anna. "Os médicos podiam ver ossos quebrados sem cirurgia. As indústrias os usavam para encontrar falhas em metais. Ajudou muito!" Sora olhou para seu caderno, lembrando-se do que havia lido sobre fluoroscópios naquele dia antes de entrar no portal. "Mas também li que demorou muito para criar versões mais seguras de máquinas de raios-X!", ela observou. "Sim", disse Anna, solenemente, "muitos pesquisadores pioneiros, como meu marido e eu, tiveram que trabalhar para tornar a tecnologia mais segura tanto para pacientes quanto para profissionais."

De repente, o laboratório começou a tremeluzir novamente. "É hora de eu ir", disse Sora tristemente. "Obrigada por me mostrar tudo!" Anna sorriu. "Lembre-se, Sora, as descobertas muitas vezes vêm de lugares inesperados. Nunca deixe de ser curiosa!" Com um último aceno, Sora se viu de volta em seu quarto, a enciclopédia brilhando suavemente em sua prateleira.

Sora fechou a enciclopédia e correu de volta para fora, "Vovô!", ela gritou. "Eu sei quem inventou os raios-X! Foi Wilhelm Roentgen, e a esposa dele, Anna Bertha, ajudou!" Santiago sorriu, "Isso é incrível, Sora. Então, da próxima vez que você quebrar um osso, você vai ser grata a essa equipe?" Ele riu, dando um tapinha na cabeça dela. Sora riu, "Exatamente! Além disso, uma tomografia computadorizada também usa os mesmos princípios!"