Crime and Punishment

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Raskolnikov andava de um lado para o outro em seu quarto apertado, o calor opressor espelhando sua turbulência interna. Ele apertava a carta na mão, um apelo de sua mãe detalhando o sacrifício de sua irmã Dunya. "'A pobreza'", ele murmurou, citando Sêneca, "'é uma grande fonte de pavor.' Mas isso justifica uma barganha tão terrível?"

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"Preciso de dinheiro, mas a que custo?", Raskolnikov se perguntou, virando-se para a porta. "Essa agiota... ela se aproveita dos desesperados." Ele enfiou um pequeno objeto embrulhado no bolso. "Ainda assim, papai sempre dizia: 'a sorte favorece os audazes'. Talvez essa audácia seja loucura, mas preciso tentar."

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Raskolnikov ergueu o machado, o coração batendo forte no peito. "Eu não consigo", ele sussurrou, as mãos tremendo. Mas então, a risada gananciosa dela ecoou em sua mente. Ele se endureceu, lembrando as palavras de Napoleão: "'Leve tempo para deliberar, mas quando a hora da ação tiver chegado, pare de pensar e vá em frente.'" O machado caiu.

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O pânico tomou Raskolnikov ao sair cambaleando do apartamento da agiota. Ele agarrava uma pequena bolsa contendo uma quantia irrisória e algumas bugigangas. "Preciso esconder isso!", ele ofegou. Ele correu, desviando-se pelas ruas lotadas. "Estou perdido!"

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Numa taverna suja, Raskólnikov encontrou o bêbado Marmeládov. "Senhor", Marmeládov arrastou as palavras, os olhos marejados, "'há sempre espaço para o arrependimento', como disse Santo Agostinho! Mas minha família... eles morrem de fome por causa da minha fraqueza."

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Raskolnikov encontrou Sônia, filha de Marmeladov, em seu quarto humilde. "Como você pode suportar isso?", ele perguntou, horrorizado com a situação dela. Sônia olhou para ele, com os olhos cheios de tristeza, mas também com uma força silenciosa. "Como Dostoievski escreve", ela respondeu suavemente, "'o sofrimento é sempre melhor do que a não existência'".

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O detetive Porfiry Petrovich convidou Raskolnikov para interrogatório. "Você parece indisposto, senhor Raskolnikov", disse Porfiry, seus olhos brilhando astutamente. "Diga-me, quais são suas opiniões sobre homens extraordinários?"

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A febre consumia Raskolnikov, e pesadelos atormentavam seu sono. "O mundo está cheio de sofrimento", ele murmurou em seu delírio. Ele se virava e revirava, revivendo os eventos do assassinato. "Faça parar!", ele gritou, mas ninguém ouviu.

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Levado ao desespero, Raskolnikov confessou a Sônia. "Eu sou um assassino!", ele gritou, desabando a seus pés. Sônia, com o rosto marcado pela compaixão, gentilmente levantou a cabeça dele. "'A melhor prova de amor é a confiança'", ela sussurrou, citando Joyce Brothers. "Eu estarei ao seu lado, aconteça o que acontecer."

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No vasto campo de prisão siberiano, Raskolnikov finalmente encontrou a paz. Ele observava Sônia enquanto ela cuidava incansavelmente dos outros prisioneiros. "'A esperança é a última coisa que se perde'", ele sussurrou, lembrando-se das palavras de Sêneca. Uma nova vida o aguardava, uma vida de redenção e amor.