The Big Bang Story — Ler em português
Os títulos das histórias ainda aparecem em inglês; o texto de cada história está em português.

Um toque de buzina de navio, repentino e profundo, ecoou por Fisherman's Wharf, fazendo Hana pular. "Uau! Que barulhão!", ela gritou para o pai por cima dos latidos dos leões-marinhos. Ele riu, colocando uma mão firme no ombro dela. "Foi mesmo, mas me fez pensar, de onde veio o primeiro som? Onde tudo começou?"

O pai dela se ajoelhou, com uma expressão pensativa. "Essa é a maior pergunta que existe, Hana! Os cientistas têm um nome para esse começo: o Big Bang." Ele apontou para o vasto céu azul espreitando através da névoa. "Eles acreditavam que a resposta não estava na Terra, mas estava escondida em sussurros fracos das estrelas, se eles soubessem como ouvir."

Para encontrar esse sussurro, temos que viajar de volta no tempo para a década de mil novecentos e vinte. Naquela época, a maioria dos cientistas imaginava um universo calmo, eterno e imutável. Eles não conseguiam ouvir o distante estrondo da criação porque não esperavam ouvir nada.

"Mas um padre e astrônomo belga chamado Georges Lemaître teve uma ideia nova, radical e criativa", explicou a voz de seu pai. Lemaître olhou para as novas equações de Albert Einstein e viu algo incrível escondido nelas. Ele percebeu que a matemática não descrevia um universo estático, mas um que estava crescendo!

Lemaître propôs que, se o universo está se expandindo agora, ele deve ter sido menor ontem. "Se voltarmos o suficiente", ele argumentou apaixonadamente aos seus colegas, "tudo deve ter começado de um único ponto de criação! Um átomo primordial — um dia sem um ontem!"

Anos depois, o astrônomo americano Edwin Hubble forneceu a primeira prova. Olhando através do poderoso telescópio do Monte Wilson, ele viu que todas as galáxias distantes estavam se afastando rapidamente de nós. Era como se toda a estrutura do espaço estivesse se esticando, carregando tudo consigo.

A pista final veio em mil novecentos e sessenta e quatro, não de um telescópio, mas de uma antena de rádio gigante. Dois cientistas, Arno Penzias e Robert Wilson, detectaram um chiado estático misterioso e persistente vindo de todas as direções do céu. Eles limparam seus equipamentos e espantaram pombos, mas não conseguiram se livrar do ruído!

Os olhos de Hana se arregalaram enquanto ela olhava para o pai de volta no cais. "Então o chiado não era um problema com a antena deles?", ela ofegou. "Era o eco! O brilho remanescente do Big Bang!" O pai dela sorriu, assentindo. "Exatamente! A luz mais antiga do universo, finalmente descoberta."

Nesse momento, a mãe de Hana chegou com tigelas de pão de fermentação natural quentinhas. "Falando em grandes coisas que vêm de pequenos começos", disse a mãe, entregando uma a Hana. O pai dela acrescentou: "Isso me lembra o que o astrônomo Carl Sagan disse: 'Nós somos uma maneira para o cosmos se conhecer.' Fazer essas perguntas é o universo se descobrindo!"

"Então, o universo inteiro, cada estrela e cada pessoa, já esteve compactado em um espaço menor que um único átomo", Hana resumiu, sua voz cheia de admiração. Seu pai olhou para a primeira estrela que aparecia no céu crepuscular. "Sim", ele disse, "mas isso me faz pensar... se o universo já foi tão incrivelmente denso, o que acontece dentro de algo superdenso agora, como um buraco negro?"